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Tu

Sábado, 09.09.06

Tu chegaste e acariciaste o meu rosto

eu fechei os olhos

procurando guardar na memória

aquela carícia suave

doce e carinhosa

que me tocava delicada

como pétalas de uma rosa

Toquei teus cabelos macios

teus seios quentes

tua cintura

e teu sexo palpitante

senti em mim o fogo

o desejo

a paixão

e a loucura incendiados

num beijo

Corri em teu corpo suave

as minhas mãos desajeitadas

trémulas

desejosas

descobri caminhos secretos

trilhas insuspeitas de prazer

que denunciaste com gemidos

enquanto sussurrava todo o verbo amar

lentamente

bem devagar

juntinho aos teus ouvidos

Quando por fim nos entregamos

fomos sádicos

masoquistas

loucos

insaciáveis

audazes

fomos corpos trocados

poemas

gritos sufocados

loucura

pernas confundidas

abraços

bocas unidas

prazer

Foste meu presente

minha entrega

minha luta

minha vitória

minha menina

tão mulher

Quando por fim nos soltamos

na confusão das nossas pernas

dos nossos braços

naqueles lençóis amassados

cheirando a perfume

e a suor

naquele beijo trocado

ficou para sempre firmado

como eterno

o nosso amor

                

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Escrito por Gonçalo de Assis às 10:07

há sonhos

Sábado, 09.09.06

Há sonhos

que tão esperados

chegam

ficam

em nós

há sonhos

abençoados

sonhos

doces

criados

na alma

que sonha

por nós

Há sonhos

em espera

sonhos lindos

sonhos grandes

sonhos pequenos

sonhos

nunca sonhados

há sonhos

no rosto doce

dos seres

por nós amados

Há sonhos

na luz da lua

há sonhos

no azul do mar

há sonhos

no sonho

da minha alma

sonho terno

de para sempre te amar

                    

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Escrito por Gonçalo de Assis às 09:57

visita

Quinta-feira, 07.09.06

Vieste ver-me

sorrindo

trazendo em teus lábios

doces

mil promessas de beijos

Chegaste com ternura

colocaste tua mão

na minha

e sorrindo

como só sorri

quem sente

deste-me um beijo

leve

tão terno

tão quente

Sentaste junto de mim

e pegaste a minha mão

suada

que tremia

nos teus lábios o sorriso

no teu corpo

o odor forte

de brisas do monte

e maresia

Beijaste os meus dedos

como se fossem tesouros

há muito tempo perdidos

o roçar leve

de teus lábios

deixa-me inebriado

alterava-me os sentidos

Havia amor verdadeiro

na forma

como me olhavas

de modo terno

profundo

fazendo sem falar

as mais belas

juras de amor

no tempo

de um segundo

Acariciavas a minha mão

e pedias baixinho

:- fecha os olhos

dorme sossegado

e eu cansado

e sem forças

adormeci

no teu carinho

ouvindo-te murmurar

baixinho

uma frase tão nossa

conhecida

-: Dorme meu amor

sossegado

meu querido

minha vida!!

                  

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Escrito por Gonçalo de Assis às 10:22

tempo

Quinta-feira, 07.09.06

Vieste num tempo em que o tempo

corria por entre meu dedos

sem tempo de despedida

Vieste no tempo

em que o tempo

me deu tempo

de ter tempo

de abrir alma florida

Vieste no tempo

sem tempo

quando já era tempo

do tempo passado ir

vieste no tempo certo

naquele que era tempo

tempo em que devias vir

E contigo foi-se o tempo

aquele que já era tempo

de há muito tempo partir

e nesse meio tempo

teu coração

viu que era tempo

de mais tempo

não fugir

E hoje pergunto ao tempo

ao tempo parado no tempo

pelo tempo

que há-de vir

E o tempo

diz que a seu tempo

há-de haver tempo para tudo

tempo para amar e sentir

E eu sinto que o tempo

que nunca foi meu amigo

veio a tempo de o ser

porque hoje sei que é tempo

de esquecer o outro tempo

e este tempo viver

                        

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Escrito por Gonçalo de Assis às 09:52

às vezes

Quinta-feira, 07.09.06

Às vezes só é preciso acreditar que o amor existe

que vem como brisa

enxuga lágrimas

e faz de um dia cinza

a mais linda Primavera

Às vezes é só preciso acreditar que o sonho existe

que faz de uma dor sentida

esquecida

um terno sorriso

e um novo acreditar

às vezes é preciso ser criança

e sentir como criança

deixar que nossos olhos se percam

numa fantasia só nossa

que nós um dia criamos

Às vezes é preciso ver sorrisos

por entre as lágrimas que caem

dos olhos de quem ama

Outras vezes é preciso ver lágrimas

no sorriso forçado

de quem perdeu o amor

Às vezes é preciso inventar carícias ternas

afagos de amor

toques

aconchego

às vezes é preciso enfrentar a dor

conquistar o amor

vencer o medo

Às vezes é preciso ser tempestade

que ruge violenta

no peito que dói

às vezes é preciso ser calmaria

lago de amor

onde se lavam feridas

de uma dor sempre presente

Às vezes é preciso ser fogo

labareda

chama

Que abrasa de paixão

e queima lentamente

outras vezes é preciso ser água

lenitivo para a dor

ou apenas rio

que corre para o mar

da dor que se sente

às vezes é preciso inventar força

criar sorriso

lutar para vencer

outras vezes é hora do cansaço

do sol no ocaso

do lento escurecer

A nossa vida é feita dos matizes

que um pintor genial

um dia inventou

Deus gostou daquela tela

e a olhar para ela

o mundo criou

 

                                   

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 09:25

Almas

Domingo, 03.09.06

Cai a noite negra e fria

sobre as almas que vagueiam

perdidas entre montes

desolados

Almas que não sonham

que não sentem

que padecem

lambem o sabor a cinza

nos seus lábios inanimados

Cai a noite negra, fria

trazendo com ela o descanso

às almas que sofrem

de amor

que pela noite calada

entoam hinos plangentes

onde clamam dolentes

as suas eternas dores

Cai a noite negra e fria

desolada noite

que cala

nos peitos de amantes

solitários

os seus tristes gemidos

Cai noite negra

aprisiona

no teu regaço tão frio

o calor dos meus sentidos

Noite negra, feita tinta

pintada por um Deus

inclemente

Que do infinito

fez nada

Que se rompa tua corrente

que ninguém mais aprisiones

que se rasga esse teu seio

e se faça em quem ama

uma eterna madrugada

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 14:01

metade

Sexta-feira, 01.09.06

Há uma metade de mim

que desconheço

uma metade que ama

que chora

ri

e implora

Há uma metade de mim

que nunca percebi

que ama

que deseja

que cai

e que fraqueja

Há uma parte de mim que não conheço

que vive

e luta

suporta

que ouve

mas não escuta

Sou feito de duas metades

do racional

dos pés assentes no chão

dos pesos

das medidas

das regras

das imposições

do social

da cortesia

do conhecimento

e também

e isso lamento

com alguma hipocrisia

Mas há uma parte de mim

que é vida

sangue

fúria

animal

angustia

paixão incontida

chama

loucura

desejo

chegada

e partida

Dessas duas metades de mim

sou eu feito

com os sonhos

de uma

a realidade

da outra

sonhador

e realista

Duas metades que se completam

naquilo que hoje sou

não sei qual delas impera

se aquela que analisa

ou a que sempre sonhou

com os pés assentes na terra

em busca de um sonho

eu vou!!!

                    

 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 09:51


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Curriculum Vitae do Autor do Blog

Licenciado em Direito pela Universidade de Yale
Pós-graduação em Direito Criminal
Doutoramento em Medicina Forense

Estudos de História de Arte

Estudos de RPG aplicados ao ensino de técnicas teatrais

Escritor de Poesias e textos de reflexão

Com vários artigos de opinião publicados em revistas

Autor de alguns estudos de Mitologia

Membro da Maçonaria

Membro das Ordens Inglesas de Aperfeiçoamento Maçônico.

Cavaleiro Templário, membro do Preceptório Madras

Membro Honorário do Priorado

Iniciado em estudos sobre a Magia Celta em Stonehenge no ano de 1990

Membro da Antiga e Mística Ordem Rosacruz

Membro da Ordem Martinista

Membro do Colégio dos Magos

Conhecedor de, Kabbalah, Astrologia e Numerologia, formado pelas escolas mais tradicionais do ocidente.

Faixa-Preta (10º grau) de Kung Fu

Praticante de Karate

Praticante de capoeira

Professor de Chi-Kung Técnicas de kung Fu

Deu cursos e participou em projectos urbanísticos usando conhecimentos de Feng-Shui

Gestor de empresa


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