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Preciso de ti ...

Sábado, 15.08.09

Preciso tanto de ti

de sentir o teu carinho

de falar contigo

de ouvir o que tens a dizer

 

Preciso do teu abraço

dos teus beijos

das coisas que me sussurras

das tuas palavras sempre ternas

 

Preciso sentir o teu toque

o teu cuidado comigo

A tua companhia tão suave

o teu amor tão completo

 

E é por tudo isto

que preciso

que sempre precisarei de ti

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Escrito por Gonçalo de Assis às 18:17

Deus e nós

Sexta-feira, 14.08.09

 

Só Deus teve o poder da criação

mas escolheu-nos para valorizarmos a sua criação.

Só Deus pode dar a vida mas cabe a nós transmiti-la e respeitá-la.

Só Deus pode dar saúde

mas cabe a nós cuidarmos dela.

Só Deus nos fortalece a fé

mas cabe a nós demonstrá-la.

Deus pode dar-nos esperança

mas nós podemos transmitir a confiança ao próximo

dando amor.

É de Deus o amor Divino

mas nossa a capacidade de sentir esse amor.

Deus pode dar-nos paz

mas cabe a nós usá-la para promover união entre os homens.

Vem de Deus a alegria

mas é nosso o sorriso.

Vem de Deus a nossa força

mas com ela podemos apoiar quem tropeçou ou duvidou.

Deus é o nosso caminho

cabe a nós mostrá-lo aos outros.

Deus é a luz da alma

mas podemos reflecti-la.

Deus é vida

e devemos mostrar ao próximo o quanto é belo viver.

Só Deus pode fazer milagres

mas nós podemos partilhar o nosso pão.

Deus pode fazer o impossível por nós

nós devemos fazer o possível pelos outros.

Deus basta-se a si mesmo

mas ama-nos

e quer contar connosco.

Deixe que possa contar com você.

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 23:20

Coisas que aprendi

Sexta-feira, 14.08.09

Aprendi a olhar o meu jardim

vendo com alegria as rosas abertas

sem me entristecer com as pétalas caídas.

Quando caminho por ele

dou valor à distância que percorri

e ignoro o que ainda falta percorrer.

Aprendi a guardar no meu olhar o reflexo dos dias de sol

e nunca o cinzento das tardes tristes.

Aprendi a manter vivo na minha voz , o meu riso

e não o eco do meu choro.

Guardo na minha alma as palavras belas de amizade ou de amor

e enterrei as de ódio no limbo do esquecimento.

Quero gravar no meu olhar

a aurora da minha vida , renovada todos os dias

e não deter-me no seu  poente.

Procuro manter no meu rosto os vincos dos meus sorrisos

e elimino os sulcos das lágrimas.

Contarei sempre aos amigos

a beleza da minha primavera

ignorando o frio das tempestades.

Guardo em mim os gestos de carinho

os afagos

e não os gestos de indiferença.

Procuro que o meu caminho seja direito

mesmo que difícil

e evito atalhos mesmo que me pareçam mais fáceis.

Guardo na minha memória o aroma de todas as rosas que olhei

e esqueço a dor dos espinhos quando lhes toquei.

Guardo na minha lembrança

todos os votos de felicidade e de saúde

e esqueço os que me desejaram mal.

Quero gravar em mim a alegria das minhas pequenas escaladas

sem me deter na alegria efémera das descidas.

Quero recordar sempre os dias em que a minha alma

foi um lago de paz

e quero esquecer os dias em que foi mar

revolta em tempestades inúteis.

Quero guardar dentro do meu peito

a alegria doce das minhas pequenas vitórias

e esquecer o gosto amargo de todas as derrotas.

Devemos tal como o girassol , olhar em frente para o sol que nos ilumina sem nos determos com a sombra que fica para trás.

Uma flor aberta é mais bela

que um tapete de pétalas espalhadas no chão.

Um olhar sincero de amor

pode marcar-nos para toda a vida

e trazer sempre um sorriso ao ser recordado.

Sejamos positivos

cada acto de bondade que praticamos

é o elo de uma corrente que liberta o mundo.

Não nos deixemos abater pelas dores da vida

nem vencer pelo desânimo.

Mesmo na noite mais escura pode haver beleza,

nunca nos devemos esquecer

que é nas noites sem luar

que o brilho das estrelas é mais intenso.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 00:36

Às Vezes

Quarta-feira, 12.08.09

 

Às vezes pergunto quem sou

no meio de um desejo insano

de um dia ainda entender-me

e descubro-me por entre frangalhos de sonho

numa gaiola dourada

em que deveria ser rei e senhor

desconheço-me no espelho que me reflecte

sou um cambiante de riso e lágrimas

de verdades impostas

e mentiras necessárias.

Escondo-me nos risos loucos

nos gestos sem vida

nas palavras pensadas

nos gritos de ira , sufocados.

Às vezes pergunto quem sou

se sou ainda o que já fui

ou se só aquilo que me determinaram ser

não sei o que sou

nem o que faço

e morre na minha garganta o riso

gelam nos meus olhos as lágrimas

olho estupefacto um mundo que me exige

que me cobra

que quer que eu seja assim

um mundo que por força

sempre quis o melhor de mim.

Quando o melhor de mim , eu perdi

em enredos de novelas

em ciúmes , em querelas

em dramas e folhetins

em noites longas sem lua

em dias de chuva , negros

sem um pouquinho de sol

e a minha alma debate-se

entre o que fui e o que sou

entre o de onde vim e para onde vou.

Sinto-me cerceado em leis

em pedidos e imposições

em choros , risos , lamentos

numa tormenta sem fim

 olhando o céu que não mudou

eu pergunto ao Pai quem sou

e entre as lágrimas reais

aquelas que ainda sei chorar

eu digo a Deus que não me reconheço

que saudade eu tenho de mim!!!

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Escrito por Gonçalo de Assis às 00:16

Cristo sob visão Humana

Domingo, 09.08.09

 

 

Olá, boa tarde. O meu nome é Pedro Lyon de Castro, amigo e editor dos trabalhos do Gonçalo. Agora que ele retomou a sua escrita com mais acuidade e dado que graças a Deus já está melhor, resolvi fazer algo que há muito desejo fazer.
O Gonçalo, apesar da doença e da dor que a vida não lhe poupa, tem uma fé inabalável em Deus e tem umas ideias muito próprias sobre os mistérios da vida de Cristo.
Não sei se ele está certo ou errado, mas sei que as explicações dele me preenchem uma sede de saber que sinto desde sempre.
Este é um trabalho superficial, mas deixo aqui umas perguntas que fiz ao Gonçalo sobre os tópicos religiosos que mais me prendem a atenção e despertam a curiosidade.
Pelo insólito das respostas eu quis partilhá-las com os leitores.
Não defendo nem acuso estas teorias, mas respeito-as profundamente tal como respeito quem as emitiu.
Prometo um dia mais tarde fazer com ele um trabalho mais completo e mais aprofundado.
Para já algumas respostas a perguntas que penso que são de todos nós.
Deixo-vos com o Cristo em que o Gonçalo Crê.
 
 
 
Pedro: -Tu és católico?
 
 Gonçalo: - Fui baptizado na igreja católica mas com o passar do tempo comecei a questionar dogmas que me levaram a afastar-me das ideias católicas.
 
Pedro: - O que te afastou?
 
Gonçalo: - Muitas coisas, entre eles a Divinização de Cristo e da Cruz.
 
Pedro: - Não veneras a Cruz?
 
Gonçalo: - Não, para mim a cruz foi um elemento de castigo, foi um objecto de tortura e morte, ainda mais injusto. Não posso venerar o símbolo da maior vergonha da humanidade.
 
Pedro: - Mas sabes que dizem que Cristo morreu na cruz pela redenção do homem.
 
Gonçalo: - Sei que dizem mas discordo. Cristo era filho de Deus e Deus é amor, um Deus de amor ama infinitamente os filhos e nenhum pai ainda que só humano sacrificaria um filho em favor de outros.
 
Pedro: - Não acreditas então que a crucificação foi desígnio de Deus?
 
Gonçalo: - Não acredito. Nenhum pai amoroso mandaria um filho para uma morte dolorosíssima e humilhante. Acredito que Deus deu a Cristo a capacidade de falar de Deus aos homens. Deu-lhe a capacidade de entender a sua palavra e explicá-la. Mas a morte de Cristo, o sacrifício que exaltam como algo tão exemplar foi obra do homem.
Os homens da época não entenderam Cristo, ele dizia-se Rei e para os homens seria de um reino terreno. Assim sendo era uma ameaça para os governantes e uma esperança para os oprimidos.
 
Pedro: - Mas foi o povo que pediu a sua morte.
 
 
Gonçalo: -Foi sim, porque ele dizia que os libertaria, ele falava da liberdade do espírito, da fé, eles entendiam como liberdade política, quando o viram ser preso sem nada fazer, sentiram-se traídos, enganados e condenaram-no à morte mais hedionda.
 
Pedro: -Queres dizer que a vontade do homem se sobrepôs a de Deus?
 
Gonçalo: - Quero dizer que Deus nos deu capacidade de entendimento e a Cristo livre arbítrio de pregar ou não a sua palavra. Ele aceitou ser portador da verdade de Deus e deixou-se envolver num círculo de mal entendidos que conduziram à sua morte.
 
Pedro: - Então os homens desafiaram Deus?
 
Gonçalo: - Não fazemos outra coisa no mundo que não seja desafiar Deus. Os homens não condenaram Cristo para desafiar Deus, condenaram-no pela tacanhez dos seus espíritos pequenos.
 
Pedro: -Mas Deus podia ter livrado Cristo dessa dor e não o fez.
 
Gonçalo: - Deus deu-nos livre arbítrio, o que faz de nós seres pensantes e assim responsáveis pelos nossos actos. Cristo era responsável pela sua decisão de pregar a palavra do Pai e os homens responsáveis pela sua decisão de o matar, se Deus interferisse estaria a anular um princípio básico da criação. A nossa liberdade e responsabilidade perante a vida.
 
Pedro: - Quais os outros Dogmas da igreja com os quais não concordas?
 
Gonçalo: - São tantos. Por exemplo a ascensão de Cristo ao céu num carro de fogo.
 
Pedro: - Não acreditas na ressurreição de Cristo?
 
Gonçalo: -Acredito que Cristo era um ser humano, mortal, que ao morrer teve o destino igual a qualquer um de nós.
 
Pedro: - E que é?
 
Gonçalo: - É a ascensão da alma a um plano superior ou inferior consoante aquilo que aprendemos e demos aos outros.
 
Pedro: - Não acreditas então que Cristo subiu ao céu em corpo?
 
Gonçalo: - Não acredito porque isso é impossível. Nenhum ser humano tem a capacidade de ascender a um outro plano com o seu corpo físico. Se Deus tivesse querido fazer de Cristo uma excepção, tê-lo-ía retirado do martírio enquanto esteve na cruz. O corpo de Cristo era físico tanto quanto o nosso e portanto sujeito às mesmas leis.
 
Pedro: - Acreditas na crucificação?
 
Gonçalo: - Acredito no acto, mas não na morte de Cristo na Cruz.
 
Pedro: - Porquê?
 
Gonçalo: - Porque Jesus era um ser humano normal, e nenhum ser humano morreria na cruz num espaço tão curto de tempo. Geralmente os crucificados agonizavam por cerca de 3 dias e tinham as pernas partidas para que a morte fosse mais rápida. As de Cristo não foram quebradas, ele era um homem jovem, era impossível morrer em 6 horas.
 
Pedro: - Como explicas então a morte dele tão rápida?
 
Gonçalo: - Cristo era aluno dos Essénios, uma comunidade de estudiosos que tinham grandes capacidades a muitos níveis. Creio que fabricaram algum remédio à base das plantas que tão bem conheciam para que ele ficasse numa espécie de coma.
Se reparares, Cristo pediu água que lhe foi negada e em vez dela foi-lhe dado vinagre. Ora o vinagre podia esconder algum outro componente, tanto que logo após terem tocado os lábios dele com vinagre, ele gritou e “ morreu”.
 
Pedro: - Mas foi conduzido ao túmulo.
 
Gonçalo: - Teria sempre que ser. Lembra-te que era um condenado à morte e que se pairassem suspeitas sobre a sua morte, ele seria morto de certeza de forma inequívoca.
O que sabemos é que Cristo foi retirado da Cruz e conduzido ao túmulo onde o seu corpo foi ungido como era comum fazer-se aos mortos. No entanto esqueceram-se de duas coisas. Primeiro, era a altura da Páscoa e nessa altura esses rituais não eram praticados e segundo, ele foi ungido no túmulo. Acredito que terá sido tratado de modo a reter a hemorragia até poderem ir buscá-lo ao túmulo de noite e levá-lo para a comunidade essénia onde poderiam tratá-lo.
 
Pedro: - Mas o túmulo ficou guardado por romanos.
 
Gonçalo: - O que me leva a crer que nessa altura já existia suborno.
 
Pedro: - E como explicas a aparição de Cristo a Madalena quando ela visitou o túmulo vazio?
 
Gonçalo: - Madalena visitou o túmulo acompanhada de amigas ou só, existem vários relatos. Fosse como fosse, Madalena sabia o que tinha acontecido a Cristo. Dado que era um morto muito peculiar, corriam o risco de que algum romano fosse ver o túmulo e desse pelo desaparecimento do corpo e assim sendo nada melhor que ela encenar esse encontro sobrenatural com Cristo que explicaria o túmulo vazio e não daria oportunidade a novas perseguições a Cristo.
 
Pedro: -Como entendes Madalena na vida de Cristo?
 
Gonçalo: - Como esposa e companheira.
 
Pedro: - Não acreditas então na pureza carnal de Cristo…
 
Gonçalo: - A pureza de um ser humano é a que guarda na sua alma. O corpo tem um apelo carnal que nos foi dado por Deus. Acredito que Cristo amou, casou e foi amado também. Até porque no tempo de Cristo qualquer varão tinha que casar, era lei casar aos 20 anos, Cristo não seria isentado disso.
 
Pedro: - Na bíblia diz-se que Cristo salvou Madalena do apedrejamento como prostituta.
 
Gonçalo: - Na Bíblia existe um gravíssimo erro quanto a isso. Se leres a bíblia com atenção verás que diz que Cristo conheceu Madalena numa fonte de Samaria onde parou para beber água. E ai nada falam de prostituição. E depois num outro relato falam que Cristo salvou Madalena do apedrejamento. Por isso tecnicamente Cristo conheceu Madalena duas vezes
Em duas situações distintas, o que é impossível.
 
Pedro: - Para ti qual a verdadeira?
 
Gonçalo: - Para mim e dado o que estudei, nenhuma delas é a real. Acredito que Cristo tenha conhecido uma samaritana numa fonte, seria normalíssimo uma vez que pregava e certamente passaria por muitas, mas que de certeza não era Madalena e acredito que tenha salvo uma prostituta das pedradas, que também não era Madalena.
 
Pedro: - Então como terá ele na tua opinião conhecido Madalena?
 
Gonçalo: - Como já te falei, naquele tempo os varões teriam que casar aos 20 anos. Cristo não era pobre, ou pelo menos não era de ascendência humilde. Cristo era primo de Herodes Antipas, era de uma família de certa forma importante. Logo o seu casamento seria combinado entre famílias. Não deixado ao acaso. Madalena também descendia de uma família importante e a junção de duas casas importantes, a união de Cristo a Madalena punha em causa o governo vigente. Por isso acredita-se que ele teria casado em segredo, sem muito alarde sobre o acto.
 
Pedro: - Mas ela é uma figura apagada nos relatos da vida de Cristo.
 
Gonçalo: - Porque a igreja resolveu apresentar Cristo como casto, e ao fazê-lo teria que esconder o papel de Madalena. Se reparares bem, fala-se que Cristo tinha um discípulo muito amado, assim meio nebuloso que ninguém sabe bem quem era. Esse discípulo para mim era Madalena. E nos relatos da época diz-se que Cristo beijava muitas vezes em público, Madalena, na boca. Nesse tempo era impensável um homem beijar publicamente uma mulher que não fosse a sua esposa. A igreja destruiu muitos dos livros escritos por seguidores de Cristo, deu-lhes o nome de evangelhos Malditos. Mas alguns escaparam. Sugiro que leias o Evangelho segundo Maria Madalena.
 
Pedro: - Certamente o farei. Mas com isto tu dizes que tudo que aprendemos até hoje é mentira.
 
Gonçalo: - Eu digo que a minha verdade não cabe nesses dogmas. Estudei bastante, li todos os evangelhos apócrifos, os ditos “malditos” e tudo o que a Igreja fez de Cristo durante este tempo, foi fazer dele um ser mítico, em que ninguém pode acreditar. Um ser híbrido, metade Deus, metade homem.
 
Pedro: - Não acreditas na concepção Divina de Cristo?
 
Gonçalo: - Não. Maria, mãe de Cristo, era separada do primeiro esposo e José tomou-a como esposa. Jesus não era filho de José, era filho do anterior marido de Maria. Maria tinha mais 4 filhos para além de Cristo. Tinha mais dois rapazes e duas raparigas. Por isso o facto de dizerem que Maria concebeu virgem é um erro grave.
 
Pedro: -Porque achas que se disseram tantas mentiras?
 
Gonçalo: - Creio que alguns tentaram manipular o povo com a religião e fizeram dela um mito. Fizeram de Cristo e de sua mãe, imagens castas para explicar ao povo que sexo era pecado, uma mácula. E creio também que no início se deveu a interesses políticos e conchavos e depois na história mais recente a erros terríveis na tradução dos antigos testamentos.
Se reparares há relatos da vida de Cristo que falam da sua morte como testemunhas, e que se analisarmos profundamente as datas concluímos que nasceram 200 anos depois de Cristo. Assim como existem versículos da Bíblia apensos séculos depois. No caso de Moisés, acredito que existam erros monstruosos de tradução e autoria indevida de textos, dado que se lê Moisés a relatar a sua morte. O que é absurdo.
 
Pedro: -Agora uma outra pergunta. Para mim a mais importante. Acreditas na descendência de Cristo? Acreditas que existem descendentes vivos hoje?
 
Gonçalo: - Acredito na descendência de Cristo e na da família de Cristo.
 
Pedro: - Explica …
 
Gonçalo: - Acredito na descendência da família de Cristo, porque tendo ele 4 irmãos, tios, primos, uma família comum, certamente deve ter múltiplos descendentes familiares.
 
Pedro: - Mas referia-me a uma casta descendente mesmo de Cristo.
 
Gonçalo: - Também acredito que existe descendência de Cristo sim, fundada na concepção de filhos entre Cristo de Nazaré e Maria de Magdala (Madalena).
 
Pedro: - Mas então porque esses descendentes se escondem?
 
Gonçalo: - Teria uma explicação longuíssima. Primeiro porque é uma casta da qual se espera muito e que são apenas humanos. Depois porque Madalena teve que fugir para esconder a descendência e evitar que matassem os descendentes de Cristo e durante muitos séculos se fosse conhecida a sua identidade seriam mortos. Ainda hoje se fossem conhecidos publicamente seriam alvo de pesquisas intermináveis, de curiosidade popular, de perseguições.
 
Pedro: - Existem organizações religiosas que protegem essa família ou esses segredos?
 
Gonçalo: - Se é segredo obviamente alguém o protege.
 
Pedro: - Tu és maçon?
 
Gonçalo: - Sim
 
Pedro: - Poderia ser esse um dos segredos maçons?
 
Gonçalo: - Como podes calcular o que é segredo, sempre o será. Apenas posso dizer que ser maçon é reger a vida pelo amor de Deus e pelas palavras de Cristo.
 
Pedro: - Uma ultima questão. Talvez uma das mais importantes também. Referiste que não acreditas na morte de Cristo na cruz. Então e sendo ele uma figura tão popular na época, se não morreu para onde foi? Como viveu?
 
Gonçalo: - Eu disse que não acredito na morte dele na cruz, pode ate ter morrido em consequência dos ferimentos que sofreu na cruz, mas não na cruz. Acredito que tenha morrido pouco depois porque Madalena fugiu para França sozinha.
E lá ficou até à sua morte protegida pelos templários.
                                            
                                                     ***
 
Sou um curioso neste assunto e sempre achei peculiar a visão do Gonçalo sobre estes temas. Não sei se está certo ou errado, mas sei que nos apresenta uma visão possível e mais humana de acontecimentos que marcaram o nosso mundo.
Sabendo eu que os maçons e participantes de outras organizações secretas descendem dos mesmos templários que defenderam Madalena, fica a dúvida de quanto ainda não sabemos.
Um abraço a todos os leitores do Sonhos
 
 
Pedro Lyon de Castro

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Escrito por Gonçalo de Assis às 18:42

Eternidade

Sábado, 08.08.09

Por um momento apenas

Num tempo só nosso

Numa pausa com recomeço certo,

Deixamos o mundo do outro lado da janela

E abrimos a porta à imaginação

Que se solta de madrugada

Em lençóis em desalinho

Por um momento apenas,

Feito de gemidos e de suspiros

cheiros e sorrisos

Guardamos para nós juras de amor

Olhares cúmplices

Corpos suados

Que se deleitam no toque suave da brisa de amor

que antes fora temporal de paixão

Neste mundo só nosso

Na nossa íntima realidade

Que inventamos ao sabor do prazer

Do riso e da emoção

Vivemos, por um momento apenas,

Uma doce eternidade

 

 

Maria Manuel Batista

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Escrito por Gonçalo de Assis às 08:48

O que fizemos?

Quinta-feira, 06.08.09

 

Nós que gastamos o tempo a reclamar do que não nos foi dado

Nunca paramos para pensar naquilo que não damos.

Nós que passamos a vida a lamentar-nos porque sofremos

esquecemos sempre o quanto já fizemos sofrer.

Nós que não hesitamos um segundo em chamar ignorantes aos outros

esquecemos de quão pequeno é o nosso conhecimento.

Nós que tão rapidamente erguemos o dedo para apontar o erro alheio

esquecemos o quanto somos capazes de errar.

Nós que dizemos ser sinceros

esquecemos quantas vezes deixamos de lado a sinceridade.

Nós que nos queixamos que a vida vai mal

esquecemos de pensar

naqueles que vivem bem pior que nós.

Nós que gastamos horas intermináveis criticando o mundo

nunca fizemos nada para que fosse melhor.

Todos nós almejamos o céu

mas nada fazemos para abolir o inferno.

Nós que nos dizemos modestos

exaltamos com orgulho essa nossa "virtude".

Somos exímios a condenar o mal

mas também não espalhamos o bem.

Quando nos queixamos da indiferença dos outros

esquecemos que não construímos pontes.

Todos nos afligimos com a pobreza

mas doamos algo para a tornar menos dura?

Todos lamentamos os caminhos repletos de espinhos

mas nada fazemos para plantar rosas.

Queixamo-nos da escuridão das almas

mas não espalhamos luz.

Falamos das crianças abandonadas

dos idosos maltratados

mas que fazemos por eles?

Sabemos que a solidão é um flagelo dos nossos dias

mas não fazemos amigos.

Queixamo-nos da dor , da doença

mas continuamos a envenenar o mundo em nome do progresso.

Temos medo da guerra

mas nada fazemos pela paz.

Somos todos tão pequeninos

porque nunca quisemos crescer.

E mesmo aqueles que enchem a boca

para dizer que são servos de Deus

já se perguntaram se serviram mesmo para alguma coisa?

Texto de Gonçalo de Assis com edição de Nuno F. Mello

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Escrito por Gonçalo de Assis às 16:07

Como me tornei da Direita

Quarta-feira, 05.08.09

Quando eu ainda andava na faculdade era moda ser comunista. Ser da chamada esquerda. Nessa altura gritávamos frases a favor da igualdade e distribuição da riqueza. Nesse tempo eu andava em guerra aberta com o meu padrasto , que era da direita e que era absolutamente contra todos os projectos que visassem a tal distribuição que eu defendia. Os meus professores , todos bastante jovens também eram de esquerda e apoiavam as minhas ideias. Sentia-me o politico mais sábio do mundo. Um dia resolvi enfrentar o meu padrasto. Falei arrogantemente do seu materialismo reconhecido e debitei toda a dialéctica de Marx. Com tudo isso procurei mostrar-lhe o quanto ele estava errado e como era injusta a politica de direita. Eu era a favor da entrega das terras a quem as não tinha e das expropriações dos grandes latifúndios e da entrega de riqueza aos necessitados. Ele ouviu-me com toda a atenção sem me dizer uma única palavra , até que inesperadamente me perguntou pelas minhas notas da faculdade. Respondi que eram boas e de facto eram , mas argumentei e com razão que eram boas porque tinha aumentado em muito as horas de estudo e diminuído as saídas com amigos e sacrificado também muitas horas de sono. Ele deu-me os parabéns , sorriu e perguntou pelas notas do meu amigo Ricardo, que era um amigo que passava as férias comigo e era do mais indisciplinado e menos estudioso que se pudesse imaginar. Eu respondi a verdade , que as notas dele eram péssimas, porque ele passava o tempo em festas e nas noitadas com amigos, que a média dele era metade da minha, porque quase não estudava e matava aulas com muita frequência. O meu padrasto olhou para mim muito sério e disse-me, porque não pedia eu aos meus professores que transferissem alguma da minha média  para a media do meu amigo. Assim ele teria uma media igual à minha , embora a minha tivesse que baixar, mas seria segundo ele uma boa distribuição de notas e que permitiria que ele passasse o ano.  Nem parei para pensar que ele brincava comigo e que esse era um procedimento inconcretizável, senti-me lesado e reagi de imediato. Respondi que jamais o faria, que tinha trabalhado muito para ter as minhas notas, que ele não trabalhava para também ter boas notas porque não queria , preferia diversão, disse que era injusto que o fruto do meu trabalho fosse dado de mão beijada , assim a outra pessoa. O meu padrasto olhou-me e soltou uma gargalhada que na hora não entendi. Abraçou-me com carinho e falou com a mesma voz que usava comigo em criança quando me mostrava o porquê das coisas e disse-me:

- Meu filho sê bem vindo à Direita. A cada um pertence aquilo que é seu!!

   

Texto de Gonçalo N. de Assis com edição de Nuno F. Mello

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Escrito por Gonçalo de Assis às 16:45

Carta de Saudade

Terça-feira, 04.08.09

 

Olho para ti meu filho e vejo-te cansado e triste e assusta-me essa evidencia. Lembro-me de ti anos atrás , sempre a sorrir , sempre a correr , com uma pressa muito tua de chegar a algum lugar.
Muitas vezes me perguntei o porquê da pressa , para quê a correria , é tão bom filho viver devagar.
Olho para ti e vejo-te homem , sem aquela tua pressa de chegar mais além , de beber a vida de um trago.
Tenho saudade da tua vontade de viver , do teu riso de desafio , da tua inquietação.
Muitas vezes pergunto-me o porquê de tanta luta e admiro a tua persistência , a tua coragem e mais que tudo a tua honestidade e capacidade de aceitação.
Luto muitas vezes e rezo muitas mais para aceitar as tuas ausências , quando sais de junto de quem te ama para enfrentares mais uma batalha , sem perderes o teu sorriso de menino.
Hoje vim até à tua casa. Estar aqui é como estar junto de ti, a tua presença está impregnada nestas paredes, tenho quase a certeza de que se ficar em silêncio irei ouvir a tua respiração que conheço tão bem. A inquietação dos teus gestos , a tua incapacidade de ficares parado muito tempo. Essa tua insatisfação , a tua busca, a tua procura da felicidade.
Gosto de ficar sentado aqui à tua secretaria, no teu escritório que permanece igual de ano para ano.Hoje não está igual, porque não estas aqui, se estivesses, ele estaria todo desarrumado , nessa confusão organizada em que mantens o teu trabalho , os teus papeis espalhados a esmo.
Os teus CDs e DVDs jogados ao acaso na secretaria e o Pc ligado permanentemente, sem que te lembrasses de o desligar.
O teu MSN que deixavas com o ausente quase permanente enquanto te entretinhas com os teus processos.
Tantas vezes esperei por ti aqui , neste mesmo escritório , sem nada querer, esperando apenas que chegasses para saber se o dia tinha corrido bem , e também para o abraço de carinho que queria oferecer-te.
Gosto de estar no meio das tuas coisas e sentir-te nelas, ficamos tantas vezes sem ti meu filho,que a saudade é quase nossa cúmplice.
Fico aqui parado digitando este texto no teu pc ao mesmo tempo que coloquei um CD que tinhas sobre a secretaria, e escuto. perdido no som da musica que sei que adoras ouvir.
Tenho pressa de te ver voltar , filho. De te ver de novo sorrir , de sentir que um dia não terás mais que partir.
Quero ter a certeza de estar neste escritório esperando por ti , de saber que será para sempre , sem estes interregnos que nos ferem e assustam.
Saber que já não sendo o teu sogro , continuo a sentir-te meu filho , porque nunca te senti genro, e desejo ver de novo esta casa cheia de alegria , do teu riso , das tuas musicas , da TV esquecida aos berros no teu quarto.
Quero que saibas meu filho e tenho a certeza que já sabes que sempre estarei aqui para o que der e vier.
Neste momento o meu desejo é ver-te regressar a casa . livre desse hospital e abraçar-te com a mesma ternura com que sempre o fiz.
Quero olhar-te nos olhos e ver-te de novo feliz , tão feliz como mereces ser.
Sempre te amei e amarei como um filho , meu querido, sempre vou querer sentir esse teu abraço , e provocar o teu riso com as minhas anedotas de advogados, até fazeres como antigamente fazias , quando já farto de rir e me ouvir , fechavas a porta do escritório e dizias lá de dentro ainda a rir:- Por favor António, preciso de trabalhar, falamos depois.
Que esse depois seja agora , meu filho.
Um abraço com carinho e muita saudade.
 
António Telles

 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 00:47

Fragmentos

Domingo, 02.08.09

Momentos existem na nossa vida em que procuramos um motivo para ir em frente. Para nos levantarmos todos os dias, para procurarmos algo que nos falta e nos completa. A vida parece-nos tão pequena , tão estéril e tão banal. Mesmo que juntemos riquezas tudo passara , nada ficara das nossas pequenas lutas. Gastamos parte da nossa vida a planear e a sonhar e de repente tudo nos parece tão pequeno. Tão vazio e sem sentido. Aprendi a não me deixar iludir pelo dinheiro , pelas luzes da ribalta , desejo apenas paz. Quando se consegue ter algum sucesso material, a inveja , a traição , a mentira e o ciúme nos chega quase como um brinde adicional. Para conseguir viver aprendi a conectar a paz ao interior e não ao exterior. Se eu procurar a paz no mundo dificilmente a encontrarei.Também não tem paz quem não sabe criar harmonia , quem vive num ambiente de discórdia, quem reclama o tempo todo de tudo.Quem nunca fica feliz com nada , quem procura nas coisas exteriores a sua paz. Também não tem paz quem não se ama ,quem não é capaz de agradecer a Deus as coisas boas da vida,
 quem não sabe rir de si mesmo e quem não sabe ver Deus em seu redor. Tira-me ainda a paz ver em meu redor um mundo tão oco , gente de coração triste, que é incapaz de ter paz. Dói-me profundamente ver pessoas com os corações atolados em ódio, pela absoluta incapacidade de amar, gente que um dia perdeu a paz e não soube mais como chegar a ela. Vivemos num mundo de corações vazios. Vivo rodeado de pessoas amargas, perdidas no meio de uma ambição desmedida, cegas na avareza da sua alma gélida, num mundo que sempre pede mais e mais.A vida moderna deixou de ser vida, é uma guerra , em que as pessoas lutam pela superioridade e morrem mais vazias e mais inferiores. Compramos a casa dos nossos sonhos , o carro topo de gama , a roupa de marca, as jóias , mas a nossa ganância amplia-se e sempre haverá um desejo mais, que insatisfeito nos torna incompletos.Fazemos viagens, temos luxo, esposas, amantes e alguns amigos e mesmo assim somos infelizes. Estudamos , fazemos faculdade , conhecemos muitas pessoas , tiramos da vida todo o prazer que ela nos pode dar e mesmo assim, ainda somos infelizes.Damos por nós a ser avaros de sorrisos , de abraços, de generosidade. Criamos filhos com valores morais todos trocados , filhos frios , sem qualquer laço, sem compaixão , demos ao mundo uma geração mais necessitada de valores que a nossa própria. E ainda não entendemos que sem Deus o ser humano não se completa e nós humanos não compreendemos que a origem da nossa infelicidade é a falta de Deus nas nossas vidas.

 

Texto de Gonçalo Nuno de Assis com edição de Nuno F. de Mello

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Escrito por Gonçalo de Assis às 23:58


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Curriculum Vitae do Autor do Blog

Licenciado em Direito pela Universidade de Yale
Pós-graduação em Direito Criminal
Doutoramento em Medicina Forense

Estudos de História de Arte

Estudos de RPG aplicados ao ensino de técnicas teatrais

Escritor de Poesias e textos de reflexão

Com vários artigos de opinião publicados em revistas

Autor de alguns estudos de Mitologia

Membro da Maçonaria

Membro das Ordens Inglesas de Aperfeiçoamento Maçônico.

Cavaleiro Templário, membro do Preceptório Madras

Membro Honorário do Priorado

Iniciado em estudos sobre a Magia Celta em Stonehenge no ano de 1990

Membro da Antiga e Mística Ordem Rosacruz

Membro da Ordem Martinista

Membro do Colégio dos Magos

Conhecedor de, Kabbalah, Astrologia e Numerologia, formado pelas escolas mais tradicionais do ocidente.

Faixa-Preta (10º grau) de Kung Fu

Praticante de Karate

Praticante de capoeira

Professor de Chi-Kung Técnicas de kung Fu

Deu cursos e participou em projectos urbanísticos usando conhecimentos de Feng-Shui

Gestor de empresa


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