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Aos Meus Amigos

Sábado, 06.02.10

 

Os olhos dos meus amigos brilham para mim como centenas de sois da alma.

As mãos dos meus amigos , apertam a minha, passando-me uma energia e uma paz que me dão forças.

Os meus amigos têm braços que me acolhem num abraço sincero e que me confortam quando me sinto fraco.

Os meus amigos são fortes, competentes e dedicados.

São sinceros, não calam as verdades que sentem ter que dizer, e nunca deixam de fazer o que julgam mais correcto.

Os meus amigos quando falam comigo esquecem os exercícios das suas impecáveis retóricas, e quando se enervam esquecem até o seu português culto e polido.

Isso porque o coração dos meus amigos , sente muitas vezes emoções superiores a qualquer etiqueta ou cultura.

Os meus amigos compreendem-me e respeitam as minhas crenças ainda que muitos não as partilhem.

Às vezes os meus amigos zangam-se comigo , mas quando o fazem por causa de alguma asneira minha, respeitam a minha capacidade de reparar esse erro.

E quando me redimo , esquecem o que fiz, de tal forma que me concedem de novo a sua plena confiança e sei que os seus braços estão abertos se eu tropeçar de novo.

Os meus amigos não são apenas das horas felizes.

Todos os meus amigos me visitam regularmente na minha casa , mas quando um imprevisto impõe a distância entre nós, "abraçamo-nos" por intermédio do monitor de um PC ou no carinho de um SMS ou um telefonema.

E os meus amigos são de todas as classes e estratos sociais.

Alguns não conhecem os seus ascendentes para lá dos avós, outros carregam ilustres brasões, outros são herdeiros de tradições familiares nobres e respeitadas, outros ainda são autênticos aristocratas.

Alguns têm complicados sobrenomes de famílias conceituadas alemãs, mas por mais diferentes que sejam , todos têm algo em comum.

Todos me amam com sincera afeição e com total sinceridade.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 14:51

DAR VALOR AO QUE TEMOS

Quinta-feira, 04.02.10

 

Um dia já há alguns anos, sai do meu trabalho muito cansado e com um desanimo enorme.

Era um daqueles dias em que tudo parece correr mal.

Pensava chateado que o meu filho estava com a quarta ou quinta virose do ano, que a minha então namorada parecia ter TPM eterna e tinha um monte de clientes que acumulavam contas e não me pagavam.

Como num teste à minha paciência , o carro avariou metros depois, quando tentei ligar para a firma e pedir o motorista , este parecia ter desligado o telemóvel e resolvi ir a pé até um ponto de táxis.

Ia remoendo um monte de palavrões quando a chuva resolveu abater-se em bátegas sucessivas , e mal começou a chover , ocorreu uma avaria na electricidade e ficamos às escuras em plena rua alagada.

Aumentei o montinho de palavrões que me ocorriam , agora estava encharcado, cheio de frio , longe ainda dos táxis e no escuro total.

Lá encontrei uma espécie de abrigo , uma reentrância na parede lateral de um prédio, um abrigo mais ou menos enxuto e lá parei rezando para que a chuva parasse.

De repente dei-me conta de que não estava só.

Ao meu lado , algumas pessoas falavam e imaginei que tal como eu se abrigavam da chuva.

Conversavam muito felizes e isso irritou-me.

Pensei quem seria o louco que poderia estar feliz com um tempo desgraçado daqueles.

Conversavam animados como se estivessem no meio de uma tarde esplêndida.

Ouvi a voz de um homem que pedia gentilmente a alguém que partisse o bolo.

Fiquei perplexo e pensei , mas que doideira é esta. Quem será o tresloucado que quer comer bolo com este frio em plena rua.

Ouvi a voz de uma mulher responder que o partiria mais tarde , que ainda não era o momento e pensei , graças a Deus, finalmente alguém com algum juízo.

Passados longos minutos , que a mim pareceram horas,  a chuva diminuiu e passou a ser apenas chuvisco.

Sacudi o meu casaco molhado e de repente a luz voltou , mostrando uma cidade completamente encharcada.

Olhando em meu redor compreendi que as pessoas que estavam naquele vão do prédio eram uma família.

Um casal e dois filhos.

Estavam todos sentados num velho tapete já muito gasto e no meio dele estava uma caixa velha de madeira e sobre ela um humilde bolo sem qualquer decoração , excepto uma vela já com ar velho e usado, cuidadosamente colocada no meio.

Percebi que eram sem abrigo.

Eles olharam-me meio envergonhados, a mulher tentou arranjar um pouco o cabelo, e cumprimentaram-me com sorrisos tímidos.

Retribui o cumprimento assustado, lembrando-me que tinha ido ao banco e tinha dinheiro na carteira, lembrei-me do meu anel cuja pedra brilhava e chamava a atenção, tentei esconder como podia , o meu relógio rolex de ouro rosa.

Pensei que era o alvo perfeito de um assalto ou coisa que o valesse.

Mas o chefe da família depressa me tranquilizou. Com um ar feliz convidou-me a comer bolo com eles.

Disse-me com orgulho e amor na voz que era o aniversário da esposa.

Tentei recusar , mas o senhor foi tão insistente e parecia tão feliz, que fui forçado a aceitar.

A senhora acendeu a vela , cantamos os parabéns ali em plena rua e comemos o bolo.

A criança mais nova , uma menina de uns 3 anos , mal acabou de comer o bolo, deitou a cabeça no colo da mãe e adormeceu.

Esqueci o frio da rua.

Tirei o meu casaco e cobri aquele corpinho adormecido e tão indefeso.

Fiz um esforço terrível para suster as lágrimas que me ardiam nos olhos.

Desejei que a luz faltasse de novo para poder chorar , mas ela teimava em iluminar aquele quadro.

Despedi-me deles, deixei no colo da senhora uma lembrança , um presente pelo aniversário, algum dinheiro para que pudessem ao menos cobrar mantas e roupa mais confortável para as crianças.

Com um orgulho bonito estampado na face , o patriarca não queria , disse-me que não pedia esmolas , que não vivia de esmolas.

Trabalhava e com o seu parco salário garantia a comida da família.

Insisti , disse que nunca se recusa um presente e que era para as crianças.

Ao ouvir falar nos filhos , o olhar enterneceu-se.

Concordou que seria bom ter umas mantas para os meninos e acabou por aceitar.

Sai dali quase correndo , levando sobre os meus ombros o peso da minha ingratidão perante a vida.

E entendi que deveria agradecer a Deus todos os dias, o muito que me foi dado perante o tão pouco que tantos possuem.

E que não me devia amargurar com meros contratempos, quando tanta gente no mundo , sorri no meio das privações mais impensáveis.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 17:34

Capacidade de Amar

Quarta-feira, 03.02.10

Durante a guerra no Vietname, caiu uma bomba num colégio dirigido por missionários, um dos missionários e duas crianças morreram de imediato.

Algumas das crianças ficaram gravemente feridas e entre elas , uma menina pequena , de uns oito anos, que era a que tinha sofrido ferimentos mais graves e que precisava com muita urgência de uma transfusão sanguínea.

A aldeia ficava muito isolada e era preciso pedir auxílio pelo rádio para terem assistência médica.

Depois do pedido feito e decorridas muitas horas , foram prestar ajuda aos feridos , um médico e uma enfermeira.

Eles viram que teriam de agir de imediato, porque a menina estava em risco de morte iminente, pelos traumatismos sofridos e pela enorme perda de sangue.

Era urgente fazer uma transfusão , mas o médico sentia-se impotente , numa aldeia afastada de tudo , sem recursos e onde ele pouco mais tinha que as suas próprias mãos.

Com aquilo de que dispunha fez análises a todos os Missionários , mas concluiu que nenhum deles tinha o tipo de sangue da menina.

Nem mesmo ele ou a enfermeira.

Em desespero resolveu recorrer às crianças, mas o médico era Americano e a comunicação entre ele e aquelas crianças assustadas era muito precária.

Nenhuma das crianças falava Inglês, mas por meio de gestos , o médico lá tentou explicar o que pretendia e fez as análises a todas as assustadas crianças.

Findas as análises descobriram um menino cujo sangue tinha o mesmo tipo raro do da menina.

Sem se explicar muito bem , o médico sentou-o numa cadeira junto da cama da menina quase agonizante, e inseriu a agulha na veia da criança.

Ele ficou quietinho , com o olhar fixo no tecto.

Mas passados uns segundos , ele deixou escapar uns soluços que tentou ocultar apressadamente com a mão.

O médico na sua linguagem quase gestual tentou saber se estava a doer , mas o menino negou.

Entretanto pouco depois , voltou a chorar tentando ocultar as lágrimas.

O médico começou a ficar preocupado, e quando o choro furtivo , deu lugar a um choro persistente e aflitivo , o médico teve a certeza de que algo estava errado com aquele menino.

Bastante preocupado , o médico tentou encontrar alguém que pudesse servir de tradutor.

Recorreu a um Missionário que por estar lá há alguns anos falava e entendia perfeitamente o idioma das crianças.

O Missionário tentou descobrir o que estava a acontecer com aquele menino.

Com uma voz tranquilizadora o Missionário foi falando com o menino e respondendo às questões que ele lhe colocava.

O médico viu aliviado que o rosto do menino , lentamente se abria num sorriso.

Até que ficou tranquilo e em paz.

Então o Missionário explicou ao médico que durante o tempo todo o menino pensou que ia morrer.

Como o menino nada entendia de Inglês , pelo pouco que o médico se tinha feito entender , tinha concluído que teria que doar todo o seu sangue para a menina não morrer.

O médico ficou perplexo e usando o Missionário como tradutor perguntou:

- Mas se pensaste isso , porque aceitaste doar o teu sangue?

O menino olhou-o com um ar muito adulto e muito sério e respondeu:- Porque ela é minha amiga, Dr.

O Mundo seria tão bom se todos tivéssemos um centésimo da capacidade de doação e de amor que tinha este menino...

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Escrito por Gonçalo de Assis às 15:58

Feliz Aniversário

Terça-feira, 02.02.10

 

 

Se hoje estamos felizes, minha querida

em muito o devemos a ti.

Sempre tens sido uma cunhada muito especial

uma amiga também

uma das minhas melhores amigas

que sempre me ouviu e orientou.

Uma amiga especial

que sempre me protege, me defende

e tantas vezes oculta as minhas asneiras.

Agradeço hoje a confiança que sempre depositaste em mim.

A tua atenção que nunca nos negas,

o teu carinho que é sempre presente.

Por tudo isto

deixamos hoje que é o teu aniversário

o nosso carinho aqui bem expresso.

Peço ao Pai que continue a fazer de ti

a pessoa iluminada que hoje és.

O que pedimos hoje para ti

é que o Pai te proteja, te abençoe

e faça sempre de ti

uma mulher muito feliz.

Vamos querer sempre estar por perto

para continuarmos a usufruir do teu carinho

e hoje agradecemos o que tens sido na nossa vida.

Sempre que precisares de nós

estaremos aqui.

Sempre de braços abertos

para retribuirmos o muito que nos dás.

Desejamos-te muita saúde,

amor e sucesso a todos os níveis.

És muito especial para todos nós

nunca te esqueças disso.

Um beijo com carinho

e Feliz Aniversário.

 

Maria Manuel e Gonçalo de Assis

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Escrito por Gonçalo de Assis às 00:12

PRECE

Segunda-feira, 01.02.10

 

Pai , agora que estou numa idade onde as pessoas ditas maduras perderam as ilusões, ajuda-me para que eu tenha força para transformar os meus sonhos em verdades realizadas.

Agora que fiz a minha verdadeira opção e fechei as portas do passado em definitivo, dá-me a sabedoria para que eu possa fazer do meu futuro aquilo que não fui capaz de fazer no passado.

Agora que somei e apaguei os meus erros , agora que tive noção de que não sou omnipotente e nem tenho o direito de fazer tudo o que me apetece, ajuda-me a manter a esperança de que sou cada vez mais capaz de acertar.

Agora que passei por tanto desengano , tanta desilusão , por tanta hipocrisia que derrotou a minha crença nalguns seres humanos,peço-te Pai , conserva a minha fé e a minha capacidade de ainda acreditar nos outros.

Se a minha força física falhar , Pai , dá alento ao meu espírito, ajuda-me a combater a rotina e a preguiça e dá-me forças para perseverar.

Agora meu Pai , que aprendi a instabilidade do meu mundo , a precariedade da minha vida ,a limitação da minha vitória, a  percentagem da minha pequenez, ajuda-me a nunca desanimar.

Agora meu Pai que entendo que tão pouco sei,ajuda-me a ver a realidade sem óculos coloridos,ajuda-me a encarar todos os acontecimentos com coragem, e a suportar todas as correcções que precisem ser feitas.

Agora que sou pai , tio, padrinho, padrasto e tenho junto a mim crianças que de mim esperam o melhor, dá-me capacidade , ensina-me o caminho certo,inspira-me as palavras justas e dá-me a capacidade de ser um exemplo positivo.

Agora que perdi a cegueira que me fechava os olhos e sei que só posso amar de olhos abertos, redobra Pai a minha compreensão, ajuda-me a não provocar mágoas e ensina-me a não me deixar ferir.

Pai , concede-me a graça de nunca mais cair na ilusão, ampara-me contra a desilusão, ajuda-me a esquecer todo o passado, os meus erros e os alheios,mas ensina-me a não me tornar egoísta , a ficar disponível para quem precisa de verdade,ajuda-me a nunca deixar de crer, a continuar a crescer com sabedoria , que eu aprenda a envelhecer com juventude e que um dia , quando eu partir para Ti , Pai, eu vá com o meu coração repleto de amor.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 21:44


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Caetano veloso

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Curriculum Vitae do Autor do Blog

Licenciado em Direito pela Universidade de Yale
Pós-graduação em Direito Criminal
Doutoramento em Medicina Forense

Estudos de História de Arte

Estudos de RPG aplicados ao ensino de técnicas teatrais

Escritor de Poesias e textos de reflexão

Com vários artigos de opinião publicados em revistas

Autor de alguns estudos de Mitologia

Membro da Maçonaria

Membro das Ordens Inglesas de Aperfeiçoamento Maçônico.

Cavaleiro Templário, membro do Preceptório Madras

Membro Honorário do Priorado

Iniciado em estudos sobre a Magia Celta em Stonehenge no ano de 1990

Membro da Antiga e Mística Ordem Rosacruz

Membro da Ordem Martinista

Membro do Colégio dos Magos

Conhecedor de, Kabbalah, Astrologia e Numerologia, formado pelas escolas mais tradicionais do ocidente.

Faixa-Preta (10º grau) de Kung Fu

Praticante de Karate

Praticante de capoeira

Professor de Chi-Kung Técnicas de kung Fu

Deu cursos e participou em projectos urbanísticos usando conhecimentos de Feng-Shui

Gestor de empresa


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