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Essa tal de Crise

Sexta-feira, 30.04.10

 

E mais uma vez fala-se da crise em Portugal.

E fala-se como se fosse uma novidade, e apetece-me perguntar quando foi que não estivemos em crise?

Digamos que agora foi impossível esconder a realidade.

E confesso que esta crise me dá vontade de rir e só não rio porque muitos sofrem com ela.

Mas a crise começou após o 25 de Abril.

Para mim Oliveira Salazar foi o maior estadista Português , estou-me lixando que me chamem retrogrado ou fascista.

Mas digam-me que ganhamos com a tão famosa liberdade?

Antes não se podia falar mal da politica não era ? E Hoje? Por acaso hoje não é preciso lamber as botas aos chefes para se manter um emprego?

Não é preciso engolir sapos para não perder oportunidades?

Algum de nós é verdadeiramente livre de se expressar?

Ainda mais quando muitos cargos directivos são políticos e há que haver coesão de ideias e vontades ou olham-nos logo de lado.

E os concursos públicos já preenchidos à partida?

E as cunhas?

Isto é viver em liberdade?

E onde pára o ouro que Oliveira Salazar conseguiu angariar para Portugal e que tornava garantida a nossa moeda.

Que foi feito das empresas que o estado detinha?

E onde pára a nossa agricultura?

Antes da famosa liberdade , existiam verdadeiros monopólios agrários , é verdade , principalmente na zona sul do Pais.

Mas sem subsídios , essas herdades conseguiam dar trabalho a imensas pessoas e produziam , exportavam , criava-se riqueza.

No entanto com a famosa liberdade as herdades foram dadas aos trabalhadores que não tinham capacidade para as gerirem, eles sabiam semear não fazer gestão.

Cada macaco no seu galho , e nas mãos de pessoas despreparadas e que se roubavam vergonhosamente entre si, a agricultura ficou de rastos.

Quando as terras de novo foram dadas aos donos , já muita coisa estava destruída.

Depois tivemos a famosa entrada na CEE que nos boicotou.

Na ânsia de mamar na teta dos subsídios , Portugal anulou a sua soberania.

Davam-nos subsídios para não produzir e veio dinheiro para destruir olivais e vinhas , e para reduzir a produção de leite.

Isso para garantir que as economias fortes dos outros membros tivessem escoamento para os seus produtos.

E Portugal , feito bobo da corte tudo assinou.

Depois vimos as nossas quotas de pesca também reduzidas , fomos metidos numa prateleira e pagavam para nada fazermos.

Até que de repente , lembraram-se que afinal Portugal já podia produzir azeite e vinho em quantidade.

E lá veio mais dinheiro para plantar oliveiras e vinhas que antes tinham sido arrancadas.

Mas como todo o Português tem ar de esperto, com esses subsídios nenhum investimento de jeito foi feito.

Ora trabalhar para quê , se o dinheiro pingava na mesma?

E com esse dinheiro , os agricultores investiram nos carros topo de gama , na casa de férias no Algarve e na amante jovem que lhe alimentava o ego e secava a carteira.

Os Espanhóis aproveitaram a inércia e foram investindo no Alentejo.

Hoje os donos da maioria do Alentejo são espanhóis e nós achamos bem.

Então hoje não produzimos quase nada e o nosso País é um prestador de serviços na área do turismo e pouco mais.

Sem economia sustentada criou-se um sistema social vergonhoso.

Em má hora quiseram ser um País exemplar e criaram o malfadado subsídio de inserção social.

A intenção de base era boa até , seria um subsídio para quem não tinha emprego , nem outros rendimentos , mas seria algo transitório, com a obrigação de o beneficiário procurar emprego , especializar-se através de um curso dos muitos do IEFP e entrarem no mercado de trabalho.

Mas de boas intenções está o inferno cheio.

E esse subsídio foi alargado a ciganos que nunca fizeram nada para se integrar e trabalhar , eles não são parvos, mas que criaram múltiplas identidades e múltiplas moradas.

Chegavam a receber aos 2 e 3 mil euros por mês, mas quem os fiscalizava?

Ninguém claro e a segurança social começou a entrar num caos.

Em contrapartida e como sinal de riqueza e igualdade do País , vemos cada vez mais , os ciganos ao volante de Mercedes classe E , pagos a pronto , claro.

E agora o nosso governo quer reverter a situação , diminuindo o subsídio de desemprego e baixando todas as prestações sociais.

Às vezes apetece-me perguntar se estamos no meio de uma sátira nacional.

Porque ou é isso ou o mundo está de facto louco.

Ao ler os cabeçalhos dos jornais internacionais , pela primeira vez na vida sinto vergonha de ser Português.

Porque o nosso Pais não é só pobre de recursos, é pobre de inteligência de quem tem por obrigação gerir o seu orçamento.

Mas não se sacrifique o actual Primeiro Ministro , porque não foi ele que criou este fosso.

Ele limitou-se a gerir o que já estava podre.

Não vai ser a reduzir as pensões sociais que vai equilibrar o buraco orçamental.

E também não é parando as obras públicas como a maioria exige.

Esqueceram-se foi que ao interromper essas obras , muitas mais pessoas iriam para o desemprego e o estado teria muitos e onerosos encargos , só em multas às empresas com quem assinou contratos.

Não pouparia grande coisa e o País estagnaria de vez.

Não vou apontar aqui soluções para a crise porque não as vejo , e creio que ninguém as vê.

A única saída será um dia , infelizmente , uma guerra que abale toda a Europa e que dê inicio à retoma de lucros e ao acordar das economias.

Até lá viveremos num caos cada vez maior.

A Crise começou há 36 anos , quando alguém teve a utopia de mudar o País , colocando o seu destino em mãos despreparadas , em que as asneiras se sucediam.

Quando os "revolucionários " de pacotilha andavam nas ruas de arma na mão , a expropriar a torto e a direito , a roubar e a pilhar.

O 25 de Abril não foi um acto democrático , foi idealizado assim , mas terminou num acto de pilhagem e de desacato social.

A fachada dourada foi sendo mantida artificialmente , mas nada é eterno e um dia a máscara cai.

A nossa caiu agora.

Sinceramente esta crise passa-me ao lado , não a lamento , porque já a esperava há muito.

Tenho pena de todos aqueles que sempre trabalharam e sempre contribuíram com o seu esforço e agora se encontram numa situação de precariedade.

Mas para os que encheram a garganta no 25 de Abril e em nome da liberdade destruíram um País e incluo aqui os de extrema esquerda , MRPP , PCP e afins, a esses apetece-me apenas dizer que só colheram o que semearam.

Não é destruindo, roubando , exigindo muito e dando pouco que a economia de um Pais se fortalece.

E não adianta arranjar bodes expiatórios , nem culpar os mercados internacionais.

A culpa é nossa.

E a crise está aí , afinal só colhemos aquilo que plantamos.

Nestes anos o nosso País produziu vícios , dependências e doutores.

E como os doutores não querem trabalhar , mas sim ter um emprego condizente com o seu status, quando queremos um trabalho braçal recorremos aos Romenos, aos Brasileiros e outros povos que acorreram a Portugal.

Porque esses ao menos ainda querem trabalhar.

Se alguém achar um caminho para atalhar esta crise que o faça agora , mas eu duvido.

E como canta o Fernando Tordo na música que toca no Sonhos , a vigarice foi de tal ordem que até Deus foi enganado.

E só ele nos podia ajudar a sair desta lama , mas Deus nem é economista.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 15:34

De que temos medo?

Quarta-feira, 28.04.10

 

 

De que temos medo?

Nas nossas vidas há tantas ocasiões para ter medo. E temos até nas mais pequenas coisas.

Quantas vezes temos medo de dizer não à pessoa que amamos por medo de a perder , mesmo sabendo que o sim dito naquele momento vai ser fonte de problemas no futuro.

Temos medo de admitir os nossos próprios erros , temos medo de admitir que nos enganamos em relação a alguém que nos é próximo ,  quantas vezes fantasiamos um grande amor , inventamos uma dose de sonho e fechamos os olhos para a realidade que todos vêm , mas que nos recusamos a encarar.

Às vezes temos medo de assumir o fim de uma relação que já morreu , mas que alimentamos de cinzas apenas para mantermos as aparências e nos sentirmos amados e acompanhados.

Quantas vezes temos medo de parecer ridículos e deixamos de dizer a amigos e familiares o quanto nos são queridos e importantes.

E ficamos calados porque achamos que eles têm a obrigação de o saber.

Quantas pessoas sofrem no seu local de trabalho , são humilhadas e mesmo assim persistem , insistem e aceitam , porque têm medo de mudar.

Medo de não ser capazes.

Tantas pessoas hoje em dia se isolam , recusam-se a sair à rua com a moderna crise do pânico , mas será que esse pânico não é mais o medo de se olharem bem dentro de si mesmas?

E quantas vezes não conseguimos ver , temos medo de aceitar que aquilo que nos acontece é o reflexo , do que pensamos , do que fizemos, das nossas atitudes prepotentes , mimadas e impensadas e que nos mantêm em constante estado de tensão.

E temos medo de sair da confortável capa de vitimas e recusamo-nos a lutar pelos nossos sonhos.

Temos medo de lutar , de querer e temos ainda mais medo de ousar pensar que podemos realizar.

Quantas pessoas vivem afastadas de Deus , por medo de um castigo de um Deus que não entendem , mas que em nome do medo aceitam vagamente , sem ousarem questionar , sem procurarem entender , respeitando conceitos que não cabem na sua convicção , mas que conservam por puro temor.

E por medo perdem a oportunidade de viver melhor com Deus e de o conhecerem de verdade.

Temos medo de aceitar que existe um Deus dinâmico , vivo , não aquele que vive nos confins do imaginário , mas sim um outro que nos pede trabalho , acção,  fraternidade , capacidade de perdoar e acima de tudo de amar .

O medo não deve tolher a nossa felicidade , devemos achar em nós , coragem para arriscar.

Temos medo de cair , mas e daí , se cairmos , levantamo-nos , mas teremos seguramente feito mais que ficar parados.

Se errarmos , paciência , fazemos de novo, antes errar que nada ter feito.

E para quê guardar rancor? Estagnar no ódio?

Devemos perdoar para nos libertarmos também. Devemos viver o dia de hoje , o agora , o já. O passado já se foi...

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:43

Tenhamos coragem de apenas viver

Sábado, 24.04.10

 

Na vida e em cada situação sempre existe o verso e o reverso da medalha. Em cada factor existe o lado negativo e o positivo e existe também a necessidade de extrair de cada acontecimento o melhor aprendizado.

Na vida é preciso ter uma grande capacidade de luta para sobreviver , mas é preciso também saber viver.

Muitas pessoas na ânsia de sobreviverem , absolutamente não vivem.

Assim como no amor também é necessário ter força suficiente para amar , mas ainda é mais necessário ter coragem para se deixar amar. Sei que pode parecer estranho , mas quantas pessoas não perderam um amor de verdade , apenas porque não acreditaram nele , talvez porque não se sentissem com capacidade para serem tão amadas. É preciso coragem para acreditar no amor alheio e a firme certeza em nós de que merecemos ser amados.

Para os solitários também não é fácil, porque é preciso coragem para viver sozinho , mas é preciso uma coragem maior ainda para pedir apoio.

Tantas vezes o viver só é consequência directa da covardia, da incapacidade total de pedir ajuda , de reconhecer que viver

só não foi opção mas sim consequência da falta de ter sabido doar-se. Porque para receber há que dar.

Quando nos sentimos humilhados por alguém, quando alguém abusa da nossa boa fé , é preciso paciência para suportar isso , mas é preciso muita coragem para evitar que isso se repita.

Não podemos por mero comodismo anular-nos perante a vida e os outros.

Quando estamos doentes , tristes , magoados , é preciso verdadeira coragem para esboçar um sorriso , para camuflar a nossa dor, para ocultar a decepção.

Mas é preciso ter ainda mais coragem para mostrar aos outros a nossa dor . Para lhes mostrarmos que estamos feridos e precisamos de um ombro onde derramar as nossas lágrimas.

Não temos que ser sempre fortes.

Quando um amigo nos procura e nos relata uma dor, é preciso coragem para o amparar , para o ajudar e aconselhar , mas exige de nós mais coragem , o seguirmos os nossos próprios conselhos quando estamos perante dor similar.

Porque resolver os problemas dos outros em teoria é fácil, difícil é aplicar a mesma facilidade a nós mesmos quando a dor é nossa.

É preciso lutar para ter sucesso , para manter a linha, para ter um aspecto atraente, mas há que ter uma força bem maior para nos mantermos de pé quando o nosso mundo desaba.

Quando o chão se move por baixo dos nossos pés e sentimos todas as nossas certezas a transformarem-se um dúvidas.

E também preciso ter coragem para elaborar as nossas verdades , lutar por elas e acreditar nelas , mas é precisa muita mais coragem para termos dúvidas sobre as nossas verdades.

Porque aquilo em que hoje acreditamos, aquilo que hoje é uma verdade absoluta , amanhã e com face a novos aprendizados , pode mostrar-se apenas um erro.

E ter para sempre as mesmas verdades , é simplesmente recusar-se a aprender e a crescer.

Quando estamos perante uma batalha , é preciso ter muita força para alcançar a vitória , mas é necessária uma coragem absoluta para nos rendermos.

Porque reconhecer que estamos errados ou que mesmo não estando , não conseguimos fazer valer aquilo em que acreditamos , é um sinal de coragem e inteligência.

Só um louco luta contra moinhos de vento e só um prepotente nato tenta pela força fazer lei daquilo em que crê.

No mundo de hoje é necessária coragem para nos defendermos dos perigos que rondam por aí.

Mas toda a defesa quando excessiva é um erro.

É também necessária muita força para baixarmos a nossa guarda e acreditarmos no outro.

Quantas pessoas perdem oportunidades fantásticas , amigos especiais , porque simplesmente julgando-se espertas, se fecham , se cercam de muros , que os outros não têm obrigação de transpor.

Quem quer ser amigo , quem quer ser amado , quem quer ser acreditado , tem que simplesmente ter a coragem de acreditar.

Não devemos exigir que o outro prove as boas intenções , que o outro ultrapasse os obstáculos que a nossa covardia e prepotência lhe colocam.

Se nos estende a mão , devemos apenas estender também a nossa.

E por fim , é preciso ter coragem para ser sincero , directo , frontal.

Mas é preciso muito mais coragem para ser afável e carinhoso.

Porque a sinceridade usada como defesa torna-se rude, o ser directo quando feito com aridez torna-se uma absoluta falta de educação e respeito.

Ser sincero implica dizer o que sentimos da forma que não magoe ninguém. Ser directo é defender a nossa opinião com delicadeza sem ousar passar por cima dos outros.

Ser frontal é ter o peito aberto , não é fazer valer as nossas verdades, mas sim ter a coragem de buscar nas verdades dos outros a sua integridade e sinceridade.

Espero que todos tenhamos sempre força , coragem , determinação e respeito, para que o mundo nos acolha num amplexo de amor.

Todos somos obrigados a recolher aquilo que semeamos , mas na hora da sementeira , todos temos opção de escolher o que vamos semear.

Não devemos viver com desconfiança, nem com covardia, nem com medo , é preciso acreditar que quem nos procura e nada nos pede em troca é na verdade um amigo e que o mundo não é um lugar cheio de armadilhas prontas a engolir-nos e muito menos termos a estupidez de nos julgarmos tão importantes que pensemos que todos que se aproximam tecem uma teia para nos atingirem ou ferirem.

Devemos ter a humildade de pensar que o mundo não gira em torno do nosso umbigo e que em algum lugar do Mundo sempre haverá alguém que sinceramente deseja o nosso bem , gosta de nós , apenas por gostar , sem teias maquiavélicas , sem enredos absurdos e sem nos pedir nada em troca.

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 15:03

Como consertar o mundo ...

Quinta-feira, 22.04.10

 

Certa vez alguém muito preocupado com a crescente detioração do mundo , tanto a titulo comportamental , como na própria natureza, resolveu estudar afincadamente a melhor maneira de descobrir uma solução que o melhorasse.

Como esse era um assunto muito complexo , fazia com que se isolasse no escritório, acabando por deixar a família em segundo plano.

Cansado de estar tanto tempo sem ver o pai , o seu filho que tinha por essa altura sete anos , invadiu o escritório em busca de mimo e atenção.

O pai que ficou nervoso com a interrupção e com as constantes risadas do menino , ainda tentou que ele fosse brincar no jardim.

Mas como era de facto impossível tirá-lo dali a menos que se zangasse e isso o menino não merecia , procurou algo com que pudesse entretê-lo.

De repente viu um desenho do mapa do mundo , na folha de um jornal , e resolveu fazer algo que ocupasse o menino.

Pegou no desenho do mapa , cortou-o em inúmeros pedaços , para formar um puzzle.

Pegou numa folha de papel branca , um rolo de fita cola e todos os pedacinhos em que tinha transformado o mapa do mundo e disse ao filho que os juntasse de novo para tentar refazer o desenho.

Disse ao filho que procurasse consertar o mundo sozinho , ali num cantinho da secretária, sem no entanto acreditar que o menino o conseguisse.

Ao menos estaria ocupado horas e em silêncio. Até se cansar porque era quase impossível que conseguisse refazer o mapa do mundo.

Passados minutos quando estava de novo mergulhado na sua tarefa , absorvido nos seus estudos , ouviu o filho chamá-lo com calma e alegria.

O menino calmamente disse que já tinha consertado o mundo . O pai ficou incrédulo e pensou que estaria tudo fora do lugar.

Era impossível sendo tão menino , refazer um mapa que nunca antes tinha visto.

Meio entediado , o pai abandonou os seus intricados cálculos , ciente que veria um mundo recriado do avesso e olhou, pronto a sorrir.

Mas para sua grande surpresa o improvisado puzzle tinha sido montado na maior perfeição. Cada bocadinho do mundo no seu devido lugar.

O pai não podia acreditar no que via , era um feito impossível.

Então o pai perguntou-lhe , como não tendo ele nunca visto um mapa do mundo , o podia ter montado de forma tão perfeita e rápida.

E o menino respondeu:- Pai eu de verdade não sabia como era o mundo , mas quando pegaste na folha de jornal para começares a cortar , eu vi que na parte de trás do desenho do mundo , estava a foto de um homem. Quando me deste o mundo todo cortado em pedaços para eu consertar , eu tentei , mas não consegui.

Então lembrei-me da foto do homem na parte de trás do desenho do mundo , virei todos os bocadinhos e comecei a consertar a foto do homem , que esse eu sei como é.

Quando consegui terminar de consertar o homem , eu virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.

O pai compreendeu que aquele menino na sua inocência havia descoberto em minutos o caminho mais rápido para os problemas do nosso mundo real.

Para consertar o mundo , temos que "consertar" o ser humano...

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Escrito por Gonçalo de Assis às 16:05

Confissão de amor eterno

Domingo, 18.04.10
Existem tantas coisas que deixo de te dizer , meu amor. E há tantas palavras que o meu coração te grita no silêncio das nossas horas.
Apesar da minha profissão , falar nunca foi de facto o meu forte e agora menos ainda , sei que vais retorquir que é passageiro , eu direi que sim , talvez , mas é real.
Algumas vezes perguntas-me coisas que me obrigam a entender quem sou  e isso assusta-me.
Porque meu amor eu não sei ao certo quem sou, e daquilo que sei , jamais ouso dizer-to em palavras, e sempre evitei que os teus olhos reflectissem as minhas lágrimas.
Apenas quis aquecer nas tuas mãos sempre seguras , as minhas mãos tão frias que tremiam.
Tantas vezes me refugio sozinho no sótão vazio da minha alma torturada, fazendo o que sempre acabo por fazer , fechando-me em mim mesmo, mesmo sabendo que é nas tuas palavras que encontro o meu rumo.
Tantas vezes fico calado , apenas por medo, e só tu sabes as tempestades que já passamos juntos, que enfrentei e venci graças a ti.
Tantas vezes me disseste que não me cale, que fale contigo , porque juntos vencemos tudo , mas às vezes amor , preciso das tréguas do silêncio.
O silêncio desde sempre foi um retiro onde me refugio e onde procuro perceber e corrigir os meus erros.
Às vezes vou para a janela e sinto o carinho da noite que mora lá fora e nessa hora , muitas dúvidas invadem-me. As dúvidas de quem quer sempre acertar sem ter como o fazer.
A minha tensão denuncia-se por gestos demasiado rápidos e incertos e como sempre notas que estou nervoso.
Perguntas porquê , mas escondo-me no forte inviolável do meu silêncio.
Não te sei mentir , embora já o tenha tentado , e quando me perguntas o que procuro nos meus longos silêncios , nos labirintos da minha alma , eu desvio a tua atenção com um sorriso , um dito mordaz, e um olhar forçadamente neutro e mudo de assunto o mais rápido possível.
E no tempo curto que dura a tua pergunta , todos os erros passados me ocorrem , como fantasmas , e fixo na minha mente um pensamento sólido a que me agarrar.
As minhas mãos mais trémulas , mais frias , procuram um apoio seguro e disfarço.
E perco-me , imerso na resposta que não te dou.
E fico à espera que vejas o homem imperfeito que se esconde por trás da perfeição que para mim criaste, e que eu sem querer talvez e tenha ajudado a criar.
Tantas vezes anulaste a tua própria vontade para me veres sorrir, tantas vezes escondes de mim a lágrima e afivelas um sorriso , ao qual já me habituei e que de forma egoísta já exijo.
Lutas contra os meus medos com as tuas absolutas certezas.
Recomeçaste comigo uma vida salva à custa de tanta dor.
Acreditas mesmo nas tuas absolutas certezas , amor?
Às vezes grito com uma dor que vem do mais íntimo de mim , uma dor que é cansaço , que é o desejo de abrir asas , de voar.
E és tu que adoças a angústia desses gritos e me fazes voltar a colocar os pés no mesmo chão que pisas.
Não sei porque ainda tento encontrar o que de mim não é visível, às vezes sinto que me duplico na certeza de uma outra vida, mas cujas lembranças são incongruentes , como se existissem verdades esquecidas a pulsar nas minhas veias , e uma vontade enorme de explicar esta vida que quis viver.
Às vezes sinto como se carregasse o coração e a alma de vidas para vidas , sei que não faz sentido , que é loucura , porque não vejo.
Mas será que tudo que é visível tem que ser verdadeiro?
E nem sempre é preciso ter respostas para tudo para ser feliz.
Às vezes é a intuição de outras vidas presentes em mim , numa névoa que não ultrapasso , que me leva a acreditar que o que de melhor tenho em mim , são estas eternas dúvidas que me fazem questionar o que sou e me levam a procurar o melhor do que posso ser.
E o melhor do meu presente , és tu meu amor , porque eu sinto-me parte de ti e juntos somos um todo , e cada pedaço do amor que te dou é arrancado do amor que de ti recebo.
Amo-te infinitamente...

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Escrito por Gonçalo de Assis às 22:41

Que eu cresça

Sábado, 17.04.10

Meu Pai que eu aprenda a aceitar as minhas derrotas, assim como eu aceito e festejo as minhas vitórias e que eu aprenda a não culpar os outros pelos erros que eu mesmo decidi cometer.

 

Que eu nunca esqueça de agradecer , Pai , tanto pelo sol que ilumina o dia, tanto pela noite que me acalenta e refaz.

 

Que eu saiba perdoar sem rancor a quem me feriu e possa esquecer a dor causada pelos outros , e que não me sinta vitimizado por isso.

 

Que eu tenha a capacidade de compreender que as dificuldades que me surgem na vida fazem parte do meu crescimento e da minha formação como ser humano.

 

Que eu seja sempre capaz de ouvir quem quer falar comigo , de ajudar quem me pedir a mão , de dar força a quem fraqueja , ainda que muitas vezes a minha força me falte e que se eu for capaz , nunca me sinta especial por essa capacidade e acima de tudo que eu nunca sinta mágoa ou revolta quando o meu apoio ou carinho não for reconhecido.

 

Que eu nunca torne o meu sofrimento o centro da minha vida , que seja capaz de o viver sem ter pena de mim ou fazer drama e que eu nunca esqueça que existem no mundo pessoas que sofrem muito mais do que eu e não vivem a chorar e a vitimizar-se por isso.

 

Que eu sorria cada vez mais perante a vida , que aprenda a chorar cada vez menos e que sobretudo eu saiba agradecer por aquilo que tenho.

 

Que eu compreenda e nunca esqueça que sou apenas mais um ser vivo neste nosso imenso planeta, que é teu Pai , e que por isso eu sempre respeite todas as formas de vida que são criação tua.

 

Que eu me recorde sempre Pai , que a minha vida é um presente teu e que sendo minha esta vida , é a ti que ela pertence.

 

Que eu consiga cultivar em mim mais bondade , mais carinho , mais compaixão, mais tolerância por todos os que me rodeiam , até mesmo pelos que me ferem , mentem ou traem.

 

E acima de tudo Pai , que a minha dor não me faça ser egoísta, que eu não viva centrado em mim, que eu veja para lá da minha condição humana e que os meus pensamentos e preces não se iniciem sempre por um "Eu".

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:10

Lição de Infância

Sexta-feira, 16.04.10

 

 

Quando eu era adolescente , fui castigado consecutivamente pelo mesmo erro , pelos meus pais e sempre voltei a fazer o mesmo.

Continuei a repetir e a ser castigado , até que me parecia um circulo do qual não conseguia escapar.

Até que desesperado com a minha fraqueza resolvi pedir ajuda e conselho ao meu Mestre de então.

E perguntei o que poderia eu fazer e como conseguiria força para evitar repetir o mesmo erro.

Então o Mestre, pegou numa colher de sopa que encheu com água e pediu que no intervalo  eu levasse a colher bem cheia de água , percorresse todas as salas, subisse e descesse todos os lances de escadas, passasse por todos os locais onde habitualmente passava dentro do colégio, nos jardins , no sótão , na cave, ate o intervalo terminar.

Perplexo disse ao Mestre que não ia conseguir , que mal começasse a caminhar derramaria toda a água da colher.

Mas ele respondeu que dependeria de mim , que se eu quisesse iria conseguir.

Então no intervalo sai da sala sem desfitar a colher para evitar derramar a água, percorri as salas , subi e desci muitas escadas, passei pelo sótão , andei pelo jardim , mas apenas por mera obediência , porque não via naquilo nenhum sentido.

Quando o intervalo terminou , fui levar a colher ao Mestre que ainda continha a mesma água.

Então o Mestre perguntou-me o que tinha eu feito às garotas que me provocavam durante o intervalo.

O que tinha respondido aos meus colegas que me convidavam para festas e um copo indevido de álcool.

O que tinha falado com os colegas que me incitavam a pegar o carro dos meus pais sem ordem , para fazer uma corrida clandestina , ou aos que me convidavam para dar uma tragada num cigarro de erva.

Respondi que nem os tinha visto porque não tinha tirado os olhos da colher na tentativa de não derramar água.

Então abraçando-me com carinho , o Mestre disse-me que se eu colocasse os olhos em Deus , do mesmo modo que os tinha colocado na colher , se me concentrasse nele de forma a não repetir os erros, teria a força necessária para não prestar atenção nas tentações ou nem sequer dar por elas.

E evitaria cometer os erros pelos quais era castigado frequentemente.

Aprendi então a olhar Deus e a considerá-lo sempre o rumo da minha vida.

Claro que ainda cometo erros, muitas vezes ainda desvio os olhos , mas sei que posso sempre voltar atrás e retomar o rumo certo.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:47

Parabéns Beatriz.

Sexta-feira, 16.04.10
Ser Criança é ter sonho no sorriso
é encher os olhos de esperança,
olhos que brilham noite e dia.
Ser criança é confiar nos adultos
naqueles que sabem ser crianças.
Em cada brincadeira de criança
há um hino de liberdade
e um grito de poesia
uma estrofe de candura
entoada num sorriso.
Ser criança , é acreditar
ter direito e esperar
confiar no futuro que visualiza
aconchegada ainda
no tépido seio de sua mãe.
Ser criança , é um botão de flor
um poema de colorido amor,
um paraíso, onde é prometida a alegria
onde é prometido o futuro
a ternura e os carinhos
os sonhos e aquela ternura
que existe nos corações ainda meninos.
 
Para ti Beatriz o desejo sincero de feliz Aniversário.
Que tenhas um dia maravilhoso.
 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 00:03

Dez anos de luz e luta

Quinta-feira, 15.04.10
Tinha eu 35 anos quando numa tarde no escritório , depois de uma reunião bem puxada e duas noites a dormir pouquíssimo , senti uma diferente e fortíssima dor de cabeça.
Senti que as forças me faltavam , senti que ia cair e acordei uma semana depois na cama de um hospital.
Tinha sofrido um sangramento cerebral devido a um aneurisma que até ai eu desconhecia.
Foi o fim da minha vida como uma pessoa saudável e o início de uma tremenda luta.
Foi ai que conheci de facto a força da minha família e de um Mestre Maçom que para todos os efeitos era como um pai para mim.
Quando eu era criança , muitas vezes ele no colégio , meu leu uma história e me deu um beijo de boa noite.
A imagem desse Mestre sempre esteve a par com a dos meus pais pela sua presença constante na minha vida.
Quando estive no hospital vi o temor nos seus olhos , ele sempre tinha sido super protector comigo.
O prognóstico médico não era dos melhores , diziam na altura ser o aneurisma inoperável e a minha esperança de vida não muito longa , podendo ainda ter sérias limitações.
Teria que me submeter a uma série de cirurgias meramente paliativas e a esperança de retomar o meu trabalho era nula.
Enquanto os médicos me diziam tudo isso eu sentia a maior revolta.
Para mim não interessava o que diziam , eu queria retomar a minha vida , queria trabalhar.
Eu dizia que queria trabalhar , mas a minha família com medo de que eu piorasse opunha-se , até que o Mestre sem se alterar disse que a partir desse dia eu trabalharia com ele.
Um dia depois , eu assinei um termo de responsabilidade e sai do hospital contra a vontade de toda a equipa médica que me acompanhava.
Nos meses seguintes retomei processos e acompanhava o Mestre nas reuniões ainda em cadeira de rodas devido à falta de força e à fragilidade.
Durante todo esse tempo era o Mestre que me tirava do carro , que me empurrava a cadeira, que era as minhas pernas.
Com o passar do tempo voltei a andar e ele deixou-me retomar a minha vida sozinho , embora me ligasse com frequência.
Apesar de mais autonomo , a minha vida era uma luta contínua.
Sentia-me doente , não tinha fome, e tomava medicamentos fortíssimos para combater as dores e os restantes sintomas , medicamentos que com o tempo me deixaram o coração e os pulmões quase em falência.
Sentia-me continuamente doente , o meu rosto alterava-se e inchava com muita frequência deixando-me com uma aparência horrível e lutava para repor dez quilos de peso , porque estava abaixo do meu peso normal.
Mas dentro de mim fui descobrindo uma coragem que nem eu sabia que possuía.
Encontrei forças para viver de um jeito intenso e seguir em frente.
Continuei a trabalhar, a amar , a viver a minha vida.
Anos depois perguntei ao Mestre porque tinha arriscado deixar-me trabalhar , quando isso era para os médicos uma sentença de morte antecipada.
Perguntei se ele não tivera medo do que pudesse acontecer-me.
Então ele respondeu que tivera muito medo por mim , mas mais ainda pelo morrer dos meus sonhos.
Ele explicou que sentira , que se não me apoiasse e todos os meus sonhos morressem , e a doença passaria a dominar-me.
Disse-me que há muitas formas de morrer, e que a pior delas , é deixar que terceiros decidam por nós e escolham a vida que devemos ter e como a viver.
A pior de todas as mortes é ver morrer todos os nossos sonhos e desejos.
Na verdade amparar e proteger a vida de alguém , é muito complicado.
O certo é oferecermos a nossa força e apoio sem abafar o outro e a sua vontade própria.
Acreditar no outro , no momento em que ele já não acredita em si mesmo, tem uma importância vital.
Porque é essa crença e apoio que pode salvar uma vida.
E creio que o Mestre salvou a minha há dez anos atrás.
Foi dele e da sua confiança em mim que tirei forças para lutar estes dez anos.
Foi uma luta difícil com vitórias e derrotas que penso ter vencido e terminado agora com o transplante.
Como passam dez anos hoje sobre a data em que a minha vida mudou e em que soube da existência do aneurisma , quero deixar aqui um abraço de gratidão e amizade a todos que lutaram comigo lado a lado.
Nestes dez anos muitas pessoas entraram e saíram da minha vida.
Umas ajudaram-me um pouco , outras muito , outras apenas me deram dor.
De todas elas eu ressalvo o Mestre que acreditou em mim , a família que sofreu comigo e me apoiou também , os amigos verdadeiros que me deram força para sorrir e actualmente a minha mulher que me ajudou na ultima e decisiva etapa.
Para todos que souberam estar a meu lado , um abraço de carinho infinito.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 15:06

Drª Maria Manuel à luz da astrologia

Terça-feira, 13.04.10

 

Tal como fiz o perfil astrológico do Gonçalo recentemente , hoje e a pedido do Gonçalo traço o da Dr.ª Maria.

Espero conseguir retratar o mais fielmente possível.

 

Pela data de nascimento pude ver que a Dr.ª tem um coração aberto a todos, quando ama , ama com entrega, mas é também um pouco desligada e esquece por vezes de expor os seus sentimentos, deixando o companheiro inseguro. Mas a sua forma de amar é linda e para viver bem com ela é necessário saber compreendê-la.

Quem conhecer mal a Dr.ª , terá dela uma impressão errada, à primeira vista podem achar que é uma conquistadora, mas não é nada disso. O que acontece é que a Dr.ª tem uma forte espontaneidade e uma capacidade enorme para fazer amigos. E é por ser uma pessoa cheia de amigos , que o companheiro deve ter alguma atenção, porque o seu coração generoso é daqueles que é capaz de dar tudo o que lhe pedem sem ligar se lhe pagam ou não.

A Dr.ª é do tipo de mulher que só casa depois de ter vivido a sua vida livremente e quando fica carente de estabilidade.

O companheiro da Dr.ª deve estar preparado para convites feitos na hora e para a sua energia incansável.

Apesar de apaixonada a Dr.ª não perde a sua liberdade pessoal e fica irritada quando lhe dão ordens.

Embora a Dr.ª não seja uma conquistadora , conquista sem dar por isso.

Mas casa tarde pelo medo de perder a sua liberdade pessoal que adora muito.

No seu casamento , ela não considera o sexo o factor mais importante, não quer dizer que não é uma mulher sensual, só não gosta de reduzir o amor a mero sexo, como fazem tantas mulheres hoje em dia , infelizmente.

Ela sabe ser muito romântica e é muito sentimental, perde-se um pouco nos assuntos práticos.

Não é materialista , tem um espirito desportivo, gosta de praticar vários desportos.

Adora qualquer desporto desde que ao ar livre, ainda é daquelas que gosta de andar no campo de mãos dadas.

É uma mulher aberta, honesta, tão franca que é incapaz de dizer uma mentira.

Mas também é uma mulher ardilosa , que pode usar a verdade com segundas ou terceiras intenções.

ninguém pode dizer que não é franca , mas também ninguém sabe o que as suas verdades ditas na hora certa , podem causar.

Muitas vezes e para saber o que quer , a Drª pode usar uma deliberada falta de diplomacia que parecendo ocasional , será sempre muito pensada.

Mas na verdade toda a gente gosta dela, da sua educação e cultura.

A mulher com este perfil é fiel ao companheiro , o relacionamento pode até ser curto, mas enquanto dura ela é fiel.

Quando ama de verdade , então o amor que sente é profundo e para durar.

Sente uma necessidade enorme de "educar" o companheiro , de o moldar da forma que acha que deve ser e quando o consegue , formam um casal daqueles felizes para sempre.

Às vezes o marido pode sentir-se relegado para segundo plano, porque ela dá extrema atenção aos filhos ou a quem dela precise.

Mas ela apenas age assim, porque sente que o marido é parte dela mesmo e sendo assim sente que esta sempre com ele e esquece que não é bem assim.

mas não vale a pena exigir, ela só dá carinho quando sente vontade.

Mas por seu lado ela tem necessidade vital de se sentir amada e fica esperando por isso a vida toda se for preciso.

A Dr.ª não é muito chegada a trabalhos domésticos, detesta a rotina doméstica, mas é uma mulher sonhadora.

É muito idealista e quando ama , acha que vivendo com o homem amado todos os problemas e diferenças se vão resolver.

Ela tem tendencia a idolatrar o homem que ama, colocando-o num pedestal, e quando ele prova que de santinho nada tem , é um cataclismo.

A Dr.ª impõe ao companheiro várias exigências, e quer que ele as cumpra.

Mas ai é que tudo complica, porque ela espera dele total e absoluta honestidade e isso num homem não existe.

A Dr.ª precisa de liberdade , espaço e aventura.

Tem tendencia a fugir das grandes cidades para morar numa quinta ou cidade calma do interior.

Ela gosta da vida do campo, gosta de mexer nas plantas.

Adora animais, passarinhos , cães , gatos e cavalos, embora possa temê-los.

A casa de uma mulher como a Dr.ª terá fatalmente plantas, é uma mulher que tem que ter a seu lado um homem que partilhe com ela as suas ideias e o seu jeito de ser. Expressa melhor os seus sentimentos íntimos em contacto com a natureza.

Fica por exemplo mais sensual quando ouve a chuva cair nas janelas.

A Dr.ª nunca será do tipo boneca , nunca ninguém a vera carregada de maquilhagem, ela adora ser natural.

A Drª é calorosa com todos , gosta de rir , abraçar , beijar, mesmo a amigos o faz.

Uma mulher com este perfil pode ser mal interpretada por mentes mais maldosas , mas é um erro.

Só machões de quinta e mulheres mal formadas tomam carinho por conquista .E quando um machão de quinta a toma por uma mulher fácil, ela provoca-o e quando ele tiver a certeza que a vai conquistar , ela dá a volta por cima com a maior elegância e deixa-o com cara de parvo a ver navios.

Ela desmoraliza qualquer mal intencionado e é sem duvida uma mulher especial.

Ela é calorosa porque ama a vida, é romântica , idealista e dona de uma enorme sensibilidade amorosa e feliz do homem por ela amado.

Porque ela não tem medos nem tabus com o homem que ama.

Não pensem no entanto os conquistadores baratos que este tipo de mulher alinha em toda a maluquice.

Nada disso. Ela só é aberta com quem ama de verdade e para casar pensa 3 vezes, pesa tudo muito bem, mas quando resolve casar, doa-se por completo e é bem capaz se for necessário de romper qualquer conceito ou até casar abaixo da sua condição social , se amar de verdade , porque é uma mulher sincera e directa.

Geralmente ela é conquistada pelo homem que de inicio não lhe chamava a atenção, alguém com quem ela não imagina relacionar-se, até porque ela é mais explosiva que conspirativa.

Na hora da briga com o marido , age da mesma forma.

Ela prefere provocar uma boa briga do que fingir que não viu.

A mulher forma de a acalmar é convidá-la para um passeio a pé, ela adora piqueniques no meio da natureza.

O resto de foro mais intimo será devidamente encaminhado em privado.

Espero ter sido o mais fiel possível , mas nem sempre é fácil traduzir em palavras as complexidades que formam um ser.

Um beijo ao casal

 

 

Paula N. Trindade

 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 15:42


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Curriculum Vitae do Autor do Blog

Licenciado em Direito pela Universidade de Yale
Pós-graduação em Direito Criminal
Doutoramento em Medicina Forense

Estudos de História de Arte

Estudos de RPG aplicados ao ensino de técnicas teatrais

Escritor de Poesias e textos de reflexão

Com vários artigos de opinião publicados em revistas

Autor de alguns estudos de Mitologia

Membro da Maçonaria

Membro das Ordens Inglesas de Aperfeiçoamento Maçônico.

Cavaleiro Templário, membro do Preceptório Madras

Membro Honorário do Priorado

Iniciado em estudos sobre a Magia Celta em Stonehenge no ano de 1990

Membro da Antiga e Mística Ordem Rosacruz

Membro da Ordem Martinista

Membro do Colégio dos Magos

Conhecedor de, Kabbalah, Astrologia e Numerologia, formado pelas escolas mais tradicionais do ocidente.

Faixa-Preta (10º grau) de Kung Fu

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Professor de Chi-Kung Técnicas de kung Fu

Deu cursos e participou em projectos urbanísticos usando conhecimentos de Feng-Shui

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