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Pensamentos Soltos

Sábado, 28.03.15

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Agradeço a todos que ao longo de todo este tempo me lapidaram e tornaram a minha alma à prova de tudo.

 

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Deixei uma parte de mim numa fase da minha vida que se foi. Não foi uma perda nem um ganho , foi uma mudança. Espero não ter mais que agarrar essa parte de mim que me defende e tem a capacidade de me isolar. Se um dia eu precisar voltar e integrar essa parte que se foi , é porque quem me rodeia , quem é importante não aprendeu nada, não perdeu bagagem....

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E sou assim , nem melhor nem pior , diferente graças a Deus. E quem não me for capaz de poder comigo , não me procure , não me desafie.

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A menos que me sejam provadas , às vezes a duvida vem. A vida faz destas coisas.

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Isso eu aprendi , a vida encarregou-se de me ensinar.

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O pior é quando os nossos milagres esbarram em pessoas sem fé,  é que a nossa fé privada é intransmissível e impossível de repassar ao outro... 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 13:15

Pensamento do dia

Sábado, 28.03.15

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 Ou existe dentro de nós ética , seriedade e verdade ou não vale a pena. Ter algo escondido dentro de nós mesmos , na tentativa de enganar os outros , só nos empobrece. Não é aos outros que fazemos mal , mas a nós mesmos. Quem não tiver coragem de trazer à luz o que guarda dentro de si , então a sua vida é e será uma fútil mentira.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 13:11

Pensamentos do dia

Sábado, 28.03.15

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 O que toda a gente procura não?

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Escrito por Gonçalo de Assis às 13:10

Aos meus amigos

Sábado, 28.03.15

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Aos meus amigos dos quais ando meio afastado e que me cobram presença, contacto, convívio. Estou quieto no meu cantinho, preciso reestruturar-me, reencontrar o meu caminho , dar-me uma chance, compreender e sobretudo tentar chegar à minha meta. Os que convivem comigo diariamente sabem o motivo porque me ausentei , aos outros eu digo apenas que está tudo bem, que o meu telemóvel está sempre comigo e que não se preocupem, eu não quebro , não caio e não desisto nunca. Nem sempre tenho o tempo que deveria para vos dar , sou um bocado lento na retribuição daquilo que vocês me dão , em amizade e ternura. Sou um amigo relapso eu sei , um amigo fujão que espera , recebe e pouco dá. O meu tempo está curtinho mesmo e graças a Deus vocês, os meus amigos são muitos. Não consigo responder a todos os mails , não posso receber todos em minha casa , não posso retribuir de forma rápida todo o carinho. Mas não esqueço e vocês estão sempre comigo , apesar dos meus reiterados silêncios. Está tudo bem malta, e sabem como me podem contactar. Um grande abraço.

 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 13:00

Comentários

Quarta-feira, 25.03.15

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 Estou a escrever este post para pedir desculpa aos meus leitores e amigos pela retirada hoje dos comentários deste blog. Obviamente não apaguei tudo, eles estão em arquivo e voltarão ao seu lugar quando as coisas acalmarem. Optei por os retirar , porque há pessoas que acham que podem dispor da minha vida, deixando comentários completamente distorcidos , para causarem duvidas e mau estar. Eu prezo demais o amor que sinto , a mulher que tenho a felicidade de ter na minha vida, para que deixe estes comentários continuarem por aqui desta forma. Sei que não devia talvez ligar, mas isso é coisa que já não consigo. Tenho limites para a paciência e para a tolerância e quando mexem com os meus sentimentos e colocam duvidas em alguém que não merece passar por nada disso, o melhor é cortar o mal de vez. Caramba deixem-me em paz, deixem-me ser feliz com quem amo.

Com as minhas desculpas aos leitores

Um abraço

 

Gonçalo de Assis

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Escrito por Gonçalo de Assis às 12:47

Entrelaçados

Quarta-feira, 25.03.15

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 Perdi-me por estradas que desconhecia numa fuga cega que a nada cedia nem ouvia. Mas o tempo sábio conselheiro , deixa correr e segura depois , mostrando o caminho a seguir pelos dois. Encontramo-nos ao cair da tarde, quando a luz já se extinguia e o sonho tão vazio , deixou de lutar... morria. Vieste para mim de mãos abertas , como quem agarra a esperança , coração que se desnuda , numa alma tão criança. Envolvo-me no teu amor , nas asas desse amor infinito e sorrio aos astros, falo desse amor , grito-o. Não temo já a noite que me atormentava , recebo-a como companheira , cúmplice, porque ém seu seio que te afago , de um modo que é só meu , que a noite curiosa , em mil luzes se acendeu. São elas , as estrelas que brilham nos teus olhos , quando a sorrir murmuras (quero-te tanto bem) , tão bem eu o murmuro em segredo, junto ao seio de Deus , para que não me ouça mais ninguém. Caminho contigo , envoltos numa luz Divina , que nos ampara , que nos ensina , que nos obriga a crescer , entre o meu sonho de esperança e o teu desejo de mulher. As mãos dadas por Deus , que se nos fecham no circulo mágico de uma vida anunciada , são como nós , dados por anjos irrequietos , que sorriem de nós.Não temos medo , murmuramos ao vasto oriente que nos determina o momento exacto de fazer acontecer, aquele instante entre a Divindade e a mulher. Perco-me pelos caminhos da tua alma , por labirintos em turbilhão , que momentaneamente se acalmam e correm livres para um mar de fogo que é lava que sai de ti, caminho com cuidado no teu mundo secreto , que não abres a mais ninguém, onde o meu cansaço , o fogo e o abraço , se confundem contigo também, Anda , vamos ver as estrelas, aquelas bem brilhantes que nos livram dos escolhos e que por um milagre de Deus, brilham todas nos teus olhos.Vem comigo , deixa que o desejo te arraste , que queime os teus dedos estendidos , como chama e fogo, que o luar nos envolva, que a vida nos abrace e que nesse abraço , sejamos a força da terra, eterna quimera, que poucos alcançam e tantos ousaram sonhar, mas cuja verdade que tantos almejam , está escondida no cálice de Deus , aquele que é santo, precioso e casto, que não se mostra nem é tocado por lábios ateus.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 09:41

Obrigado Mestre

Domingo, 22.03.15

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 Bom dia Mestre. Sei que não gosta de invasões no seu espaço Web, mas hoje chegamos aqui e o senhor dormia e deu-nos vontade de lhe agradecer. Temos uma longa caminhada em conjunto onde o senhor se tem doado em conhecimentos a nós e à Ordem que honra e se honra de o ter nas suas fileiras. Ontem foi o dia do Poeta e não pudemos deixar de o lembrar , não só pela sua faceta poética , mas também pela sua faceta humana. Quando o senhor nos foi designado, soou em todos uma campainha de alarme. O pouco que conhecíamos do senhor, era da sua presença em reuniões , onde entrava sempre com ar sério e distante. A fama do senhor entre nós, era de alguém distante e inatingível. Quando assistimos às suas palestras sempre bem documentadas, achamos que era uma pessoa bastante inteligente e que iria exigir de nós, sem se preocupar a pensar em nós quanto pessoas. Um dia em que o senhor nos tinha passado algo para fazer , do qual a maior parte de nós não entendia rigorosamente nada , vimo-nos num dilema. Chegamos e o senhor estava da forma que lhe é característica , de pé, encostado à parede, com o olhar perdido no céu , num ponto qualquer que o absorvia. Eu disse ao meu grupo que o ia abordar, antes de apresentar o trabalho, porque aquilo estava uma miséria. Os outros chamaram-me parvo , que nem se atreviam. Eu olhei para o senhor e pensei que mal não me faria. Cheguei perto e toquei-lhe no braço , o senhor baixou o olhar , tirou os óculos e encarou-me interrogativo. Acho que a pouca coragem se foi , mas já que tinha tomado iniciativa tinha que continuar. Lembro-me perfeitamente de ter dito quase sem voz: Mestre , não percebi nada do que nos disse , nem do que temos para fazer. Esperei uma reprimenda , mas de repente o seu olhar mudou , saiu da distancia com que me olhava e deu uma gargalhada. Fiquei sem entender nada. Olhei o seu rosto que nos sorria e ouvi admirado quando chamou todo o grupo e perguntou se tinham percebido o trabalho. Todos se calaram , o senhor franziu os olhos com ar divertido e respondeu: Então o professor não presta! 

Rimo-nos sem saber o que dizer e o senhor abdicou do seu tempo para nos explicar tudo de novo. Para nos ajudar a preparar o trabalho e só nos deixou quando tudo estava feito e impecável. A partir desse dia , acho que todos passamos a olha-lo com outros olhos- Comecei a observar o seu olhar cansado e o esforço que muitas vezes faz para nos ajudar , para nos passar aquilo que quer ensinar. Já percebi que nos deu aulas com um profundo cansaço , doente e até com dores que eram visíveis no seu rosto. Que me lembre o senhor nunca deixou de ouvir ninguém , de ajudar, de ensinar por mais que estivesse cansado ou doente , ou até mesmo triste. E lembro-me de um dia em particular , que o senhor nos olhou e disse com o seu jeito afável que o caracteriza : Desculpem , hoje não consigo dar aula sobre a matéria em causa. Estou infinitamente triste e preciso da vossa ajuda. Vamos conversar?

Todos ficamos ali sem saber o que fazer. Um de nós , já não sei qual, iniciou uma vaga conversa sobre politica , o senhor respondeu e dai a pouco falava-se de economia e politica abertamente , o senhor expressou as suas ideias e quando o tempo terminou , entendemos que afinal tínhamos tido mais uma aula. Porque o senhor é um formador nato, e ensina até mesmo quando não quer.

Admiro a sua capacidade de trabalho , a sua capacidade de dar atenção a vários assuntos ao mesmo tempo, até de estar a ensinar algo e voltar ao seu computador , onde todos nos habituamos a vê-lo sorrir para o monitor e ainda assim prestar atenção a tudo que se passa na sala.

O senhor é um Mestre correctíssimo, imparcial e sobretudo muito justo. Hoje sei que podemos contar com o senhor para tudo,  mas que também se pisarmos o risco , nada nos salva.Nem vale a pena pedir que nada nos livra das consequencias que no entanto são aplicadas de forma justa.

Quero pois , deixar expresso ao senhor os nossos parabéns pelo dia do poeta e sobretudo a nossa gratidão pelo seu empenho e forma como se dedica a tudo o que faz.

Obrigado Mestre e que tenha um bom domingo.

G.L.F. Iniciados

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Escrito por Gonçalo de Assis às 11:30

Madrugada

Quarta-feira, 18.03.15

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Cai a madrugada sobre uma noite de palavras , que ecoam dentro de mim. Vem um cansaço que traz o perfume da noite e me envolve, deixando mais forte a sensação daquilo que se foi. Doe-me o peito de uma luta sem tréguas onde me dou e me vejo ressaltar contra paredes de vidro que não ousam ceder. Sinto-me de repente , como um pedaço de gelo , que se funde com o calor de uma dor tão conhecida e escorre entre os dedos que não a sabem reter. É madrugada e o silêncio que cai , traz consigo a dor calada da quase inutilidade do que foi dito. Apetece-me gritar , rasgar o silêncio onde me remeto, apetece-me rasgar a noite e gritar até que a minha voz se misture ao vento que geme lá fora. Crepita na lareira mais uma chama , que se torce e retorce no seu bailado efémero , inquieto e acompanho com o olhar perdido aquela beleza que não consigo reter. Olho as minhas mãos cheias de um vazio que dói de uma forma tão intensa que me apetece dizer aquilo que não tenho mais forças para repetir. Olho pela janela as copas das árvores que se vergam, e vejo a chuva que cai , quais lágrimas de uma noite habituada a sofrer. Abro a porta , não sinto frio , e entrego-me ao vento que arrefece o meu rosto , que arde como a chama da minha lareira. Estou cansado, não consigo pensar, nem há nada mais que tenha que pensar. Fico ali quieto, deixando que a agua lave o meu rosto e tire de mim a sordidez de tudo o que ficou ali , flutuando entre o limbo e a realidade. Sinto-me quebrado, exausto, e só , só como a noite que cai sobre o jardim vestido de luto. Volto para dentro, procurando em mim , aquilo que ainda não foi dito, o pouco que ainda não foi dado. Olho-me no espelho e ele devolve a imagem de alguém cansado, de cabelo colado no rosto e de olhar vazio. Olho bem fundo , dentro dos olhos que me olham no espelho e sei que ali nada mais há. Olhar sem alma, deixo escapar no meio de uma gargalhada que liberta a minha loucura. Olho de novo e vejo um rosto parado no tempo, sob um jugo que não se retrai, como cavaleiro duelando com o vento , sem nada conseguir mais que um mero lampejo de vitória. Coloco lenha na lareira , recriando um bailado único , que se entga em mil cores. Estendo as mãos para o calor que se exala e me aquece os dedos. É madrugada, mais uma que se perde no nada que povoa a minha mente. Cansaço , como o cansaço me possui, me deixa ali, quieto , tentando encontrar a frase, a palavra que defina e não deixe morrer. Olho as chamas que vão diminuindo , como eu fatigadas por uma magia que não se consegue deter, por uma realidade que nos ultrapassa, que nos foge das mãos doloridas. Há palavras que ecoam em mim , palavras que queria mudar, palavras que queria combater, palavras , tantas palavras. Só as minhas palavras não vingam , não se fazem entender , voltam no momento exacto em que partem , sem encontrarem rumo certo. Lá fora a chuva bate nos vidros, embala-me , acolhe-me e eu olho a noite que não despe o seu manto de viúva. O meu cabelo escorre pela minha face cansada , cansada como a madrugada que debato em mim . Sinto que me dou em mil momentos e que em todos eles me debato com uma reserva inultrapassável, inatingível, impossível de invadir. Os meus olhos cerram-se e a noite faz-se em mim . Sinto o deslizar das lágrimas quentes que se misturam às gotas frias da chuva que ainda me salpicam o rosto. Deixo que saia a dor, o cansaço , o sentido de que nada do que dei foi recebido. Vejo o bailado já muito ténue das chamas, num ocaso que vem dar brilho ao meu olhar vazio. Não sei quanto tempo passou , mas lá fora desponta a madrugada , a mesma que transformará a noite viúva em dia alegre e feliz. Vejo a sombras das arvores a despontar pelo meio das sombras e sinto frio. O lume perdeu o seu fulgor e o calor esvaiu-se , como alma que se cansa de amar. O frio percorre-me, e sinto que a manhã que se aproxima me chama para a vida , para o dia que está à espera de ser escrito. De novo virão palavras e palavras que de novo irão esbarrar na surdez de quem já não  sabe ouvir. Tenho frio , murmuro para mim mesmo , ouvindo o som da minha voz quebrar o silêncio que ainda me rodeia. É manhã , o dia desponta, clareia, ergue-se imponente. Rejeito-o... Não quero mais guerras de palavras, não quero mais duelos, não quero que a minha verdade seja imposta pelo cansaço , mas aceite de coração aberto. Levanto-me do sofá onde sentado não dei pelas horas que se escoaram, cheias do nada que tenho nas mãos. Cerro o cortinado pesado e opaco e o dia fica escondido lá fora. Sei que daqui a pouco estará aqui , invadindo tudo , entrando por todas as frinchas e eu retomarei o palco, o sorriso e as palavras.Ah as palavras, recuso-as, não as quero, sei que nada do que digam será ouvido , compreendido ou retribuído. Seca-se a fonte de palavras, perante as palavras que se esperam e nunca vêm. Dispo-me da noite, deito-me por fim na minha cama, adiando a dor , a revolta, a ira . Que o dia se vá, que recue, por mais um pouco....

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Escrito por Gonçalo de Assis às 06:30

De Dentro de Mim

Segunda-feira, 16.03.15

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O Meu Mundo cerra-se para lá do espaço que protege a minha vida particular. Um espaço meu , que abro a poucos e onde poucos encontram aquilo que realmente sou , eu mesmo. Fecho o meu mundo à curiosidade indiscreta de quantos ousam penetrar sem convite. Aquilo que sou , longe dos afazeres profissionais , concentra-se entre as paredes sólidas da minha casa. O meu mundo está fechado a visitantes inesperados , não aceito turismo dentro daquilo que é o mais puro de mim . Dou-me a quem eu acho que sabe merecer essa doação e fujo das mãos que procuram apenas e só aprisionar. Pertenço-me e pertenço a quem quero , a quem me sinto igual , a quem amo , a quem procuro acolher nos meus braços . Fecho-me a quem não faz parte de mim . Cada dia mais , cerro a minha porta , protejo-me , deixo de lado o que me pode magoar , ferir ou apenas só cansar. O meu mundo interior pertence a quem dele compartilha numa comunhão que se sente e transcende para lá do que é humanamente tangível. Tenho em mim uma força que partilho , ofereço e entrego a quem de verdade faz parte do todo que sou. E sou tantos , que eu mesmo me divirto contando os quantos de mim que dou ao mundo. O homem que gosta de politica , o que escreve , o que gere negócios , o que amam , o que odeiam , o que temem e o que bajulam. Sou ainda o menino travesso , o homem sisudo , o homem do sorriso fácil , aquele que estende a mão , ou que dá a resposta cortantemente inesperada. Quantos sou de mim mesmo? Muitos , digo para mim mesmo e todos tão diferentes , dividindo o todo que os aglomera numa mesma alma. Mas esses eu ofereço ao mundo , partilho e compartilho , com secreto prazer de um louco que vê multiplicar a sua obra. Mas aquilo que eu sou , o ponto certo de mim mesmo , a alma das almas que mostro , o que eu sou , não permite que ninguém chegue sem ser chamado. Não permite que se apossem , que tomem , que preencham um espaço que não lhes cabe . O que sou , fica protegido para lá da minha porta , no meu mundo privado , onde eu sou apenas eu , lavado das imposições do mundo. Onde posso ser de novo criança , posso ser homem , posso amar e ser amado , posso ser o que sou , onde me permito tirar a máscara. Aquilo que sou , fica e ficará sempre do lado de dentro da minha porta. 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:34

Verso e Reverso

Sábado, 14.03.15

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 A melhor coisa que faço , mesmo a meio de um trabalho que é o caso de hoje, quando emocionalmente me stresso é escrever. Escrever para mim é o mesmo que exorcizar da minha alma as coisas que me atormentam. Tem dias que me sinto possuído de forças que não controlo e digo coisas que geralmente não diria. Entendo que sou um vulcão de emoções, que ao passo que a maior parte dos homens, vive os acontecimentos sem expressar emoções , ou sem sequer as sentir , eu sou um ser emocional , logo meio irracional quando o meu espaço de conforto é atingido. Há tempos que não escrevia aqui e hoje aproveito uns momentos de pausa para a minha terapia preferida. A maioria dos meus leitores, os que me conhecem , são os primeiros a dizer que sou um ser insuportável por vezes. Se tantos o afirmam , eu acho que alguma verdade tem que haver nisso. Não me orgulho dessa faceta , mas até hoje também nunca a soube dominar. Como em todas as pessoas , eu tenho o direito e o avesso de mim mesmo e nunca sei quando o direito vira avesso. Nem como desligar as alavancas depois que as acciono.  E como sempre a melhor maneira de me exprimir e de me exorcizar , como todos os que me conhecem , sabem , é escrevendo poesia ou tocando piano. Piano neste momento não dá , então deixo um poema, que liberte as energias que se acumulam desordenadamente em mim...

" Vem do fundo de mim mesmo , algo que me transcende , me domina e explode em mim , perto da irracionalidade que me possui, da fusão quase Divina , entre o bem e o mal que rege a minha alma. Sinto-me uma ilha dentro de mim mesmo, prestes a desencalhar do meu ponto essencial , para um ponto em mim que desconheço e cujas coordenadas me são desconhecidas. Revejo-me e não me vejo, procuro-me e perco-me , dentro de uma força maior que já não domino. Sai das minhas mãos, um fogo que não consigo deter e do meu olhar exausto , uma luz que procura desvendar segredos que me são ainda desconhecidos. Caminho por uma estrada feita de luz e trevas , procurando um trilho onde consiga seguir, sem possuir mapa de direcção. Procuro em mim o medo que me envenena , a felicidade que me embriaga, a angustia que me cerceia e o tempo que me sufoca. Misturo-os num todo, que mescla de emoções a minha alma e me turba a visão , o sentido e a razão. Procuro em ti as mãos que agarram, as palavras que guiam , o amparo que acarinha e a luz que dissolve as trevas. Procuro-me dentro do reverso de mim, tentando nortear a minha caminhada, até ao ponto em que a razão , liberta e sem medo, se funda finalmente com a emoção."

Bom fim de semana para todos.

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 15:03


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Deus Cuida de Mim

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Curriculum Vitae do Autor do Blog

Licenciado em Direito pela Universidade de Yale
Pós-graduação em Direito Criminal
Doutoramento em Medicina Forense

Estudos de História de Arte

Estudos de RPG aplicados ao ensino de técnicas teatrais

Escritor de Poesias e textos de reflexão

Com vários artigos de opinião publicados em revistas

Autor de alguns estudos de Mitologia

Membro da Maçonaria

Membro das Ordens Inglesas de Aperfeiçoamento Maçônico.

Cavaleiro Templário, membro do Preceptório Madras

Membro Honorário do Priorado

Iniciado em estudos sobre a Magia Celta em Stonehenge no ano de 1990

Membro da Antiga e Mística Ordem Rosacruz

Membro da Ordem Martinista

Membro do Colégio dos Magos

Conhecedor de, Kabbalah, Astrologia e Numerologia, formado pelas escolas mais tradicionais do ocidente.

Faixa-Preta (10º grau) de Kung Fu

Praticante de Karate

Praticante de capoeira

Professor de Chi-Kung Técnicas de kung Fu

Deu cursos e participou em projectos urbanísticos usando conhecimentos de Feng-Shui

Gestor de empresa


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