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Homenagem de Equinócio de Outono

Quinta-feira, 24.09.15

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Para quem não sabe ontem celebrou-se o Equinócio de Outono. Noite de rituais nos mais variados sectores ideológicos , importante marco de virada na natureza e noite também de recordar quem está mais perto de nós e a pessoa de quem mais nos orgulhamos. Pela centésima vez e mesmo sabendo que ele não gosta de homenagens publicas, o meu reconhecimento vai para alguém que não posso deixar de homenagear pela sua coragem , tenacidade , honradez e ao mesmo tempo simplicidade. Falo claro do autor deste Blog , o Dr. Gonçalo que é uma das principais fontes da minha inspiração enquanto Maçom. Ao rever todo o seu percurso sinto-me honrado por com ele ter compartilhado muitos momentos importantes. Deixo aqui esta postagem , porque sei que por aqui passam muitos dos seus amigos e leitores diariamente. Tenho que deixar aqui a minha palavra de orgulho por poder partilhar da amizade de um ser humano tão especial. Uma pessoa que com os problemas de saúde que todos lhe conhecemos , tem sempre um carinho , uma palavra amiga, um sorriso , um encorajamento. Alguém que não foge às suas responsabilidades, alguém cujo dia termina de madrugada e se inicia cedo. Que apesar dos seus problemas de saúde e ainda há poucos dias teve um seríssimo que como sempre deixou para trás, faz da sua vida um exemplo de dedicação e trabalho. Alguém que até ao final do ano tem a responsabilidade de terminar estudos importantíssimos, que ao mesmo tempo dirige uma Ordem , que faz gestão , que ainda apoia casos jurídicos , que tem a responsabilidade de um imenso património seu e dos outros. Alguém que divide o seu tempo entre a mulher , o trabalho e a família, que pensa em todos e nunca em si mesmo. Alguém que tem a capacidade de estudar até de madrugada e apresentar trabalhos complicadíssimos pela manhã , que prepara aulas para vagas no colégio da Ordem porque ainda há lugares não preenchidos. Alguém que dá de si a todos , que se lembra de todos , mas não se lembra de si mesmo. Alguém que está sempre de coração aberto , que tem o riso alegre de um menino e que tantas vezes é atingido da pior maneira por pessoas que deviam ser as primeiras a elogiar e a dar valor.Sempre ouço da boca dele palavras como : devo dar mais atenção , tenho que arranjar mais tempo para , acho que estou faltando ali , e jamais ouvi um "tenho que ter tempo para mim." E quando um dia lhe disse directamente que ou abrandava o passo ou corria o risco de não continuar por cá , a resposta foi um riso de garoto e estas palavras que gravei: " Se eu não fizer o que vim fazer , então mesmo vivo , estarei morto." E depois me dando o abraço que eu conheço tão bem , o sorriso se tornou traquina e me disse de olhar travesso : " Não se preocupa não , vaso ruim não quebra." Sorri , nada se pode fazer perante a força e a coragem de alguém que é uma força da natureza. E quando um dia ele partir , tenho a certeza de que se tornará o exemplo em que os mais novos se irão rever. Porque é difícil encontrar alguém , que tendo uma saúde frágil lute em tantas frentes e se doe tanto em tudo o que faz. Uma pessoa que perdoa com um sorriso , que não guarda rancor e que com toda a franqueza às vezes merecia bem mais do que lhe é dado. Às vezes quando o questiono por atitudes que o ferem e sobretudo o prejudicam gravemente , sempre praticadas pela cegueira de pessoas de quem outro comportamento mais lógico se esperaria , ele abre o sorriso triste que aprendi a lhe conhecer tão bem e me diz : " Não adianta , há umbigos e Egos que apesar de eu explicar, cegam, e cujas atitudes me desiludem , mas se eu não posso mudar , deixa para lá." E o encolher de ombros encerra um cansaço que adivinho e vejo , mas que não posso evitar. Gostaria hoje então , de eleger o Gonçalo , Mestre, Poeta, Professor; Advogado , Gestor; Empresário e sobretudo um ser Humano que transcende a mediania a que a humanidade ascendeu como um exemplo a ser seguido. Alguém que merece inegavelmente todo o respeito e consideração. Para ti meu Mestre um grande abraço.

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Texto de Carlos Manuel Santos Bueno de Oliveira   

Edição de Pedro L de Castro

 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 10:28

A Pergunta Que Nunca Farei

Quarta-feira, 09.09.15

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À pergunta que eu não fiz , veio a resposta clara , de uma brancura tão intensa ,  que os meus olhos piscaram , ofuscados por uma realidade que eu não quero ver.

À pergunta que eu não fiz , veio a resposta que eu conheço e por isso não perguntei , não quis saber , não questionei.

À pergunta que eu não fiz , veio a resposta embrulhada no tecido dos sonhos que assaltam os corações no meio das noites sem estrelas.

À pergunta que eu não fiz , a rosa negra desabrochou nas minhas mãos e eu via-a, bela, e tão triste como antes.

À pergunta que eu não fiz , eu vi o raiar da ultima madrugada com sabor a cinza e nada , que brinca ainda no fundo dos meus olhos inquietos.

À pergunta que eu não fiz , veio a resposta cortante , como cortante é toda a resposta que nos rasga de uma verdade que se conhece tão bem .

À pergunta que eu não fiz , a estrada daquilo que eu sou , abre-se à resposta que eu conheço tão bem e de cuja assertividade e tão clara verdade , eu sempre fugi.

À pergunta que eu não fiz , a verdade veio na chuva que molhou o meu rosto tranquilo e que afogou o meu sorriso nas mil gotinhas das suas lágrimas.

À pergunta que nunca fiz , veio a resposta que faz brotar a tempestade presa no inteiro do meu ser , que ruge nos meandros da minha alma e se camufla no sorriso morto que colo no rosto.

À pergunta que eu nunca fiz , a resposta vem inteira nas pétalas das rosas arrancadas por um vento gelado , que mata tudo ao redor.

À pergunta que nunca fiz , vem a realidade que ressurge do meio das cores bonitas com que a pintei , dos tons de sonho com que a vesti, do azul da esperança com que a camuflei.

À pergunta que eu nunca fiz , vem a resposta envolta no amargo da constatação de que é imutável a realidade , de que a vida impõe a sua regra e as suas rédeas sobre a minha vontade.

Abro os olhos ofuscado pela resposta dada à pergunta que eu não fiz , fecho os olhos e deixo que a resposta se afaste , se vá e deixe apenas uma lembrança que depressa esquecerei , na loucura da verdade que criei e se mantenha assim ausente ,  até que a morte a leve de mim , sem hipótese de viver , na pergunta que eu jamais farei.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 16:01

Uma Noite Mulher

Terça-feira, 01.09.15

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 A noite passa devagar , envolta na névoa de um sonho que está ali, metade de uma vida que se perde na outra metade oculta de nós mesmos. A fantasia suave , prata de uma alma maior , que cresce na alma da gente , quando se sente que o que nos abraça é maior. A noite traz  com ela o cansaço , a verdade , o braço que nos esmaga a fantasia num amplexo de realidade e vai ficando viva em nós , uma saudade atroz , daquilo que já foi verdade. Cresce a noite da alma , aquele que se perde e que canta nas ruelas de uma avenida esquecida , alma presa à Liberdade de uma sábia saudade , que é Divina profetiza . De que é feita a saudade , pergunta o vento que passa , à lágrima que teima em rolar, mas nem a lágrima sabe , porque se cai de saudade , quem e essa na verdade a força que a faz rolar . O tempo passa quieto , num passo seguramente incerto , embriagado de certezas universais , esse que esmaga a saudade e transforma em eternidade , breves momentos e ais. E porque a noite se dá , se oferece e nos esconde nos meandros da sua loucura , eu pergunto ao vento que passa , de onde lhe vem a graça , pontilhada de ternura. E o vento que acalma a noite e pede à noite que o abriga , promessas de bem querer , mas a noite é vadia , escapa-se pelas vielas , vive num corpo de mulher . A noite pisa a calçada , senta-se ao fundo da escada , vendo o homem que passa , avaliando o seu andar , o seu corpo , o seu porte , porque a noite é como a morte , arrebata o que deseja . A noite em coração de mulher , geme o desejo contido numa alma insaciada , incendiada de paixão , onde o vento frio que passa , a olha achando graça e lhe arranca fugaz beijo . A noite ébria de desejo , abre as longas pernas sem pejo , de vontade seduzida , a vida corre-lhe nas veias e sente nas artérias o fogo intenso do desejo , que o vento boémio como a alegria , se reveste de fantasia e a agarra no seu seio. A noite geme o desejo , perde-se na lascívia das madrugadas , entoa sem vergonha ou pudor os seus ais de lascívia incontida , enquanto o homem que passa , com alma de vento feroz , lhe levanta o vestido longo , apalpa a essência da noite que lateja na sua mão , e num amplexo de paixão  a possui sem mais delongas, pernas cruzando pernas , num mar de intensidade , em que a noite cede e o seu corpo amolece , nos braços do vento matreiro , que numa ultima investida se multiplica em vida , gozando no seu imenso seio . E a noite se perde , e a saudade nasce , e o vento se vai , e a lágrima rola , ergue-se a mão do profeta e deixa a história pendente , e espera paciente, que a escreva algum poeta.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 01:39





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Caetano veloso

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Curriculum Vitae do Autor do Blog

Licenciado em Direito pela Universidade de Yale
Pós-graduação em Direito Criminal
Doutoramento em Medicina Forense

Estudos de História de Arte

Estudos de RPG aplicados ao ensino de técnicas teatrais

Escritor de Poesias e textos de reflexão

Com vários artigos de opinião publicados em revistas

Autor de alguns estudos de Mitologia

Membro da Maçonaria

Membro das Ordens Inglesas de Aperfeiçoamento Maçônico.

Cavaleiro Templário, membro do Preceptório Madras

Membro Honorário do Priorado

Iniciado em estudos sobre a Magia Celta em Stonehenge no ano de 1990

Membro da Antiga e Mística Ordem Rosacruz

Membro da Ordem Martinista

Membro do Colégio dos Magos

Conhecedor de, Kabbalah, Astrologia e Numerologia, formado pelas escolas mais tradicionais do ocidente.

Faixa-Preta (10º grau) de Kung Fu

Praticante de Karate

Praticante de capoeira

Professor de Chi-Kung Técnicas de kung Fu

Deu cursos e participou em projectos urbanísticos usando conhecimentos de Feng-Shui

Gestor de empresa


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