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Lição de Infância

Sexta-feira, 16.04.10

 

 

Quando eu era adolescente , fui castigado consecutivamente pelo mesmo erro , pelos meus pais e sempre voltei a fazer o mesmo.

Continuei a repetir e a ser castigado , até que me parecia um circulo do qual não conseguia escapar.

Até que desesperado com a minha fraqueza resolvi pedir ajuda e conselho ao meu Mestre de então.

E perguntei o que poderia eu fazer e como conseguiria força para evitar repetir o mesmo erro.

Então o Mestre, pegou numa colher de sopa que encheu com água e pediu que no intervalo  eu levasse a colher bem cheia de água , percorresse todas as salas, subisse e descesse todos os lances de escadas, passasse por todos os locais onde habitualmente passava dentro do colégio, nos jardins , no sótão , na cave, ate o intervalo terminar.

Perplexo disse ao Mestre que não ia conseguir , que mal começasse a caminhar derramaria toda a água da colher.

Mas ele respondeu que dependeria de mim , que se eu quisesse iria conseguir.

Então no intervalo sai da sala sem desfitar a colher para evitar derramar a água, percorri as salas , subi e desci muitas escadas, passei pelo sótão , andei pelo jardim , mas apenas por mera obediência , porque não via naquilo nenhum sentido.

Quando o intervalo terminou , fui levar a colher ao Mestre que ainda continha a mesma água.

Então o Mestre perguntou-me o que tinha eu feito às garotas que me provocavam durante o intervalo.

O que tinha respondido aos meus colegas que me convidavam para festas e um copo indevido de álcool.

O que tinha falado com os colegas que me incitavam a pegar o carro dos meus pais sem ordem , para fazer uma corrida clandestina , ou aos que me convidavam para dar uma tragada num cigarro de erva.

Respondi que nem os tinha visto porque não tinha tirado os olhos da colher na tentativa de não derramar água.

Então abraçando-me com carinho , o Mestre disse-me que se eu colocasse os olhos em Deus , do mesmo modo que os tinha colocado na colher , se me concentrasse nele de forma a não repetir os erros, teria a força necessária para não prestar atenção nas tentações ou nem sequer dar por elas.

E evitaria cometer os erros pelos quais era castigado frequentemente.

Aprendi então a olhar Deus e a considerá-lo sempre o rumo da minha vida.

Claro que ainda cometo erros, muitas vezes ainda desvio os olhos , mas sei que posso sempre voltar atrás e retomar o rumo certo.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:47


2 comentários

De Marcia Rocha a 17.04.2010 às 00:27

Através dos erros é que ganhamos força para não mais repetir, belo texto amigo Gonçalo. Estou retornando depois de um tempinho sem postar, coloquei alguns links musicais e indico Vida Iluminada, no canto direito do blog, abraços e tudo de bom para você.

De valquiria a 17.04.2010 às 12:39

Bom dia Gonçalo!!!Gostei da lição de infância querido.Se formos mais regrados,seremos mais equilibrados,mais felizes,pois não cometeremos tantos erros que nos trazem muita infelicidade.O pior de tudo não é errar,mais o que as pessoas fazem com seus erros.Enfim;a compreensão que podemos errar e depois corrigi-los nos ajudar a valorizar nossos esforços.Na vida,você vai acertar algumas vezes e outras errar.Com a base  nos acertos,vai construir sua uto-estima.Com os erros,aprenderá  lições que servirão para toda a vida.
Beijos com carinho a Maria e para você querido.

 

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Conhecedor de, Kabbalah, Astrologia e Numerologia, formado pelas escolas mais tradicionais do ocidente.

Faixa-Preta (10º grau) de Kung Fu

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