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Essa tal de Crise

Sexta-feira, 30.04.10

 

E mais uma vez fala-se da crise em Portugal.

E fala-se como se fosse uma novidade, e apetece-me perguntar quando foi que não estivemos em crise?

Digamos que agora foi impossível esconder a realidade.

E confesso que esta crise me dá vontade de rir e só não rio porque muitos sofrem com ela.

Mas a crise começou após o 25 de Abril.

Para mim Oliveira Salazar foi o maior estadista Português , estou-me lixando que me chamem retrogrado ou fascista.

Mas digam-me que ganhamos com a tão famosa liberdade?

Antes não se podia falar mal da politica não era ? E Hoje? Por acaso hoje não é preciso lamber as botas aos chefes para se manter um emprego?

Não é preciso engolir sapos para não perder oportunidades?

Algum de nós é verdadeiramente livre de se expressar?

Ainda mais quando muitos cargos directivos são políticos e há que haver coesão de ideias e vontades ou olham-nos logo de lado.

E os concursos públicos já preenchidos à partida?

E as cunhas?

Isto é viver em liberdade?

E onde pára o ouro que Oliveira Salazar conseguiu angariar para Portugal e que tornava garantida a nossa moeda.

Que foi feito das empresas que o estado detinha?

E onde pára a nossa agricultura?

Antes da famosa liberdade , existiam verdadeiros monopólios agrários , é verdade , principalmente na zona sul do Pais.

Mas sem subsídios , essas herdades conseguiam dar trabalho a imensas pessoas e produziam , exportavam , criava-se riqueza.

No entanto com a famosa liberdade as herdades foram dadas aos trabalhadores que não tinham capacidade para as gerirem, eles sabiam semear não fazer gestão.

Cada macaco no seu galho , e nas mãos de pessoas despreparadas e que se roubavam vergonhosamente entre si, a agricultura ficou de rastos.

Quando as terras de novo foram dadas aos donos , já muita coisa estava destruída.

Depois tivemos a famosa entrada na CEE que nos boicotou.

Na ânsia de mamar na teta dos subsídios , Portugal anulou a sua soberania.

Davam-nos subsídios para não produzir e veio dinheiro para destruir olivais e vinhas , e para reduzir a produção de leite.

Isso para garantir que as economias fortes dos outros membros tivessem escoamento para os seus produtos.

E Portugal , feito bobo da corte tudo assinou.

Depois vimos as nossas quotas de pesca também reduzidas , fomos metidos numa prateleira e pagavam para nada fazermos.

Até que de repente , lembraram-se que afinal Portugal já podia produzir azeite e vinho em quantidade.

E lá veio mais dinheiro para plantar oliveiras e vinhas que antes tinham sido arrancadas.

Mas como todo o Português tem ar de esperto, com esses subsídios nenhum investimento de jeito foi feito.

Ora trabalhar para quê , se o dinheiro pingava na mesma?

E com esse dinheiro , os agricultores investiram nos carros topo de gama , na casa de férias no Algarve e na amante jovem que lhe alimentava o ego e secava a carteira.

Os Espanhóis aproveitaram a inércia e foram investindo no Alentejo.

Hoje os donos da maioria do Alentejo são espanhóis e nós achamos bem.

Então hoje não produzimos quase nada e o nosso País é um prestador de serviços na área do turismo e pouco mais.

Sem economia sustentada criou-se um sistema social vergonhoso.

Em má hora quiseram ser um País exemplar e criaram o malfadado subsídio de inserção social.

A intenção de base era boa até , seria um subsídio para quem não tinha emprego , nem outros rendimentos , mas seria algo transitório, com a obrigação de o beneficiário procurar emprego , especializar-se através de um curso dos muitos do IEFP e entrarem no mercado de trabalho.

Mas de boas intenções está o inferno cheio.

E esse subsídio foi alargado a ciganos que nunca fizeram nada para se integrar e trabalhar , eles não são parvos, mas que criaram múltiplas identidades e múltiplas moradas.

Chegavam a receber aos 2 e 3 mil euros por mês, mas quem os fiscalizava?

Ninguém claro e a segurança social começou a entrar num caos.

Em contrapartida e como sinal de riqueza e igualdade do País , vemos cada vez mais , os ciganos ao volante de Mercedes classe E , pagos a pronto , claro.

E agora o nosso governo quer reverter a situação , diminuindo o subsídio de desemprego e baixando todas as prestações sociais.

Às vezes apetece-me perguntar se estamos no meio de uma sátira nacional.

Porque ou é isso ou o mundo está de facto louco.

Ao ler os cabeçalhos dos jornais internacionais , pela primeira vez na vida sinto vergonha de ser Português.

Porque o nosso Pais não é só pobre de recursos, é pobre de inteligência de quem tem por obrigação gerir o seu orçamento.

Mas não se sacrifique o actual Primeiro Ministro , porque não foi ele que criou este fosso.

Ele limitou-se a gerir o que já estava podre.

Não vai ser a reduzir as pensões sociais que vai equilibrar o buraco orçamental.

E também não é parando as obras públicas como a maioria exige.

Esqueceram-se foi que ao interromper essas obras , muitas mais pessoas iriam para o desemprego e o estado teria muitos e onerosos encargos , só em multas às empresas com quem assinou contratos.

Não pouparia grande coisa e o País estagnaria de vez.

Não vou apontar aqui soluções para a crise porque não as vejo , e creio que ninguém as vê.

A única saída será um dia , infelizmente , uma guerra que abale toda a Europa e que dê inicio à retoma de lucros e ao acordar das economias.

Até lá viveremos num caos cada vez maior.

A Crise começou há 36 anos , quando alguém teve a utopia de mudar o País , colocando o seu destino em mãos despreparadas , em que as asneiras se sucediam.

Quando os "revolucionários " de pacotilha andavam nas ruas de arma na mão , a expropriar a torto e a direito , a roubar e a pilhar.

O 25 de Abril não foi um acto democrático , foi idealizado assim , mas terminou num acto de pilhagem e de desacato social.

A fachada dourada foi sendo mantida artificialmente , mas nada é eterno e um dia a máscara cai.

A nossa caiu agora.

Sinceramente esta crise passa-me ao lado , não a lamento , porque já a esperava há muito.

Tenho pena de todos aqueles que sempre trabalharam e sempre contribuíram com o seu esforço e agora se encontram numa situação de precariedade.

Mas para os que encheram a garganta no 25 de Abril e em nome da liberdade destruíram um País e incluo aqui os de extrema esquerda , MRPP , PCP e afins, a esses apetece-me apenas dizer que só colheram o que semearam.

Não é destruindo, roubando , exigindo muito e dando pouco que a economia de um Pais se fortalece.

E não adianta arranjar bodes expiatórios , nem culpar os mercados internacionais.

A culpa é nossa.

E a crise está aí , afinal só colhemos aquilo que plantamos.

Nestes anos o nosso País produziu vícios , dependências e doutores.

E como os doutores não querem trabalhar , mas sim ter um emprego condizente com o seu status, quando queremos um trabalho braçal recorremos aos Romenos, aos Brasileiros e outros povos que acorreram a Portugal.

Porque esses ao menos ainda querem trabalhar.

Se alguém achar um caminho para atalhar esta crise que o faça agora , mas eu duvido.

E como canta o Fernando Tordo na música que toca no Sonhos , a vigarice foi de tal ordem que até Deus foi enganado.

E só ele nos podia ajudar a sair desta lama , mas Deus nem é economista.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 15:34


3 comentários

De Ricardo Lança a 30.04.2010 às 17:04

Li o seu texto e não concordo.
O Sr.   pode ter razão quando aponta responsaveis pela crise , mas dai a dizer qwue lhe passa ao lado , já não concordo.
Passa ao lado porque o Sr tem muito com que viver e não foram só os que ficaram com as herdades que estragaram o Pais.
Os seus amigos e familiares politicos , os seus amigos empresários e banqueiros também.
O Sr pode dizer que nada tem com isso.
Mas não sou eu ou o  zé ali da esquina que fecha contratos com eles , que janta com eles e que tem festas de anos nos iates deles.
Talvez o senhor devesse repensar.

De valquiria a 30.04.2010 às 22:10

Boa noite Gonçalo!!!Infeslimente querido,só posso dizer pobre povo,pobre país e pobre geração vindoura.Iram colher   os frutos que semearam.È triste ver que Portugal nesta situação querido.Deus não é economista,se olharmos para cada país, cada um foi abençoado por ele,uns mais ricos, outras mais pobre.Mais alguns Governantes fazem o favor de destrui-los com corrupções e assim,levam uma nação a passar necessidades.
Beijos com carinho

De Paulo Ribeiro a 30.04.2010 às 22:54


É nos momentos de crise e de problemas que descobrimos mais força para lutar. Eu acredito que a economia possa regenerar-se quando o Pais for gerido por quem tenha capacidade e preparação para governar. Infelizmente nos últimos anos os governos de Portugal optaram por ser populares e esqueceram a justiça. Ser popular nem sempre é o melhor caminho. Que Deus dê a todos a capacidade de agir da melhor forma perante a situação actual. Um abraço de amizade

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