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LEVA-ME

Sexta-feira, 15.06.07

 

Voas pela noite

num bailado só teu

És bailarina de sonho

de rosto risonho

que rasga o firmamento

Vem, leva-me comigo

Não me deixes aqui

corta-me as correntes

solta-me as marras

deixa-me voar junto contigo

Vamos rasgar a noite

prenhe de lágrimas

vamos rasgar horizontes

até ao infinito

vamos ser Deuses

ser loucos

gritar as estrelas

estrofes de amor

Vamos vaguear pelos céus

sem rumo

vamos perder-nos no regaço

da lua

voando, gritando de puro

prazer

Leva-me contigo

pela noite fora

não me deixes aqui

quero viver

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:30


3 comentários

De miguel a 16.06.2007 às 11:20

Existem pessoas que são como vc, estrelas, que deixam num firmamento um raio de luz. Há pessoas que são um jardim, cujo coração se abre em flores de bondade como o seu, porque existem pessoas como vc é que vale a pena viver

De Ale a 16.06.2007 às 12:50

Naquela tarde tive vontade de te abraçar e beija-lo intensamente. Senti nas tuas palavras que não desfaça mais a tua paixão. Teu semblante deu o recado. Acreditei na linguagem falada pelas tuas palavras sem sabatinar o teu coração
E agora... O que vais fazer com a tua razão covarde? Ela nos leva a cometer um crime contra nós mesmos...
O que foi feito é difícil desfazer. O nosso coração responde, mas a razão se esconde. Evito andar pelos seus caminhos, mas sempre cruzamos em qualquer esquina, ratificando muitas vezes a vontade do pensamento embrenhado no meu cérebro inerte.
As minhas intenções sobre sua pessoa já foram escritas e descritas repetidas vezes... Os meus desejos sufocaram a minha alma por causa da implicitação dolorosa e quase nefasta da vontade de tê-lo... Como diria o poeta “os desejos não dói mas corrói” A minha paciência está chegando ao limite máximo tolerado pela minha sensatez... A qualquer hora a minha ignorância pode aflorar transformando o meu pensar, que é guiado pela inquietude.

De Seda a 16.06.2007 às 15:36

Lembras quando nos reencontramos?
Não quis deixar de relembrar ainda que tu o tenhas esquecido

Avistei-te ao longe. Aquela figura que instantaneamente reconheci deixou-me nervosa. Confesso que, por momentos, pensei em fugir e não te enfrentar, mas o desejo de fazer parte da tua esfera foi maior.
Aproximei-me de ti, com passos confiantes, admirando aquele sorriso que logo me contagiou. O abraço veio por impulso. Não foi planeado nem pensado, só aconteceu e, embora agora saiba que não contavas com ele, ainda teria feito se já o soubesse. Nos teus braços sentia-me pequena, mas segura. Sentia o calor que emanavas, sentia o teu coração bater, sentia a tua respiração... Se pudesse ficaria naquela posição para sempre. A minha definição de paz – esquecera-me de tudo o que envolvia estar contigo.
O dia decorreu. Aquela tua voz que me recordava dos velhos tempos fazia-me sorrir, rir, feliz... Ria-me de tudo, provocando-te aquela confusão. Às tuas perguntas de “Por quê?”, respondia com uma pancadinha interesseira que nada mais queria senão tocar-te. Por dentro, o meu coração gritava “Faz-me viver! Faz-me viver!”, a minha mente gritava “Abraça-me! Abraça-me!”
Ao relembrar tudo, recordo com carinho o momento em que aquela música tocou. Se existem milagres, aquele foi um... Pude, por uma vez, estar completamente unida contigo, não em corpo, mas em alma. Mas, claro, até ao momento em que me abraçaste. Será mesmo impossível descrever aquele momento?...
Quando finalmente ficamos sós, parece que ambos mudamos. Eu sei que finalmente podia retribuir todo aquele carinho sem medos e tu abriste-te àquilo que te dava. Ah, se pudesse repetia todos aqueles beijos. Se pudesse tocar-te-ia na mão para sempre; se pudesse ficar sentada ao teu lado, poder tocar-te quando quisesse, poder fingir-me cansada só para deitar a cabeça no teu ombros; se pudesse, novamente, olhar nos teus olhos, frente a frente e voltar a sentir aquele desejo de te beijar... Tanto que resisti àquela minha vontade de te tocar com os lábios, mas todo o meu mundo desabou quando te dei aquele beijo no rosto...
Foi tão intenso o primeiro abraço. Foi tão intenso deitares-me à areia. Foi tão intenso pegares na minha mão. Foi tão intenso sentir os teus beijos. Foi tão intenso estar contigo!
Despedir-me de ti foi como lutar contra a corrente – tinha de ir, mas não queria. Sabia, no entanto, que a despedida seria feita de um longo abraço e de mais um grande beijo. E, sim! Aquele abraço foi inesquecível. Forte e, mais uma vez, protector. Junto com aquele beijo que me fez chorar por dentro, veio o pensamento de que, se calhar, nunca mais voltaria a estar contigo. Então fechei a página do meu livro, afastei-me de ti e fui-me embora sem olhar mais para trás. Ficaram as marcas e as recordações. Ficou a ferida ainda aberta da esperança que ainda se mantém de voltar a estar contigo, talvez por um minuto, talvez um dia, mas mesmo que não te veja nunca mais o meu maior desejo é que sejas eternamente feliz

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Doutoramento em Medicina Forense

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Estudos de RPG aplicados ao ensino de técnicas teatrais

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Com vários artigos de opinião publicados em revistas

Autor de alguns estudos de Mitologia

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Membro das Ordens Inglesas de Aperfeiçoamento Maçônico.

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Iniciado em estudos sobre a Magia Celta em Stonehenge no ano de 1990

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Conhecedor de, Kabbalah, Astrologia e Numerologia, formado pelas escolas mais tradicionais do ocidente.

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