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Desabafo

Quarta-feira, 29.08.07

Nem sempre nos encontramos

na paz de um sorriso quente

que nos abraça a alma

num amplexo de amor

Nem sempre mos revemos em palavras

que nos dizem

e que ficam vivas

somente as deixamos adormecer

no sótão da nossa memória

Afogamo-nos em silêncios

que gritam mais

que todos os choros do mundo

Prendemo-nos a uma paz

que nos esmaga o peito

porque às vezes lutar

exige-nos forças que já se foram

É tão difícil viver

quando a vida nos foge

em frases, em gestos, como areia

que apertamos nas mãos

e nos escapa por entre os dedos

Às vezes é bom sonhar

e sonhando encontrar a perfeição

que a realidade nos nega

às vezes é bom abrir os olhos

e ver

sem o nevoeiro

com que cegamos a alma

Mas para sobreviver

é preciso esquecer dores e medos

deixar que as dores

se tornem segredos

e rir, rir quando as lágrimas correm

rir quando nos oferecem de bandeja

mais uma parcela de dor

Rir, rir sempre

fazer da vida um palco

ser o contra-regra do teatro

em que transformamos a vida

E a alma

A alma que não se rende

que esbraceja

que luta sozinha

às vezes é preciso não a escutar

deixar que a vida se vá

num mar que nos arrasta para longe

da realidade que grita

Deixemos que a alma sonhe

que traga um pouco de luz

a vida que não soube lutar

que as nuvens chorem nossas lágrimas

o sol nos mostre sorrisos

que caia en fim o pano

por sobre a vida que se perdeu

mas que a alma não se perca

e nos traga enfim as imagens

que a  vida deixou apagar

que todos sejamos poetas

e permaneça em cada alma

o dom de acreditar

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Escrito por Gonçalo de Assis às 18:11


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