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Perco-me

Terça-feira, 02.10.07

Perco-me no rio das tuas palavras

nos sentidos que lhes dás

em que naufrago

Falas e eu ouço aquilo que quero

sem saber se o que ouço  me é dito

se o meu coração inventa palavras

que nunca foram mencionadas

Afogo-me no rio dos teus silêncios

sem saber como entender

o que julguei ter ouvido

Como se preenche um vazio cheio de nada?

como se crê um palavras que são promessas

e morrem na praia na manhã seguinte

como ondas que sonharam demais

e se desfizeram na praia?

Como se caminha por estradas que foram trilhadas

e conservam ainda

marcas de tantas freadas , tantas capotagens

que a vida nos deu

se alguém puder que me diga

que me ensine a encontrar um jeito

de vencer a tempestade da vida

de enfrentar nuvens de vento

palavras que se vêm e vão

sem saber o peso que deixam

sem saber se o eco delas

é apenas lembrança minha

vagueando como fantasma

no sótão do meu coração

que se rasgue a noite que mata o sonho

que o sol brilhe

num sorriso intenso, suave verdadeiro

que os sentimentos sejam claros

que não exista medo, fugas silêncios

que as palavras não sejam armas

que cada uma delas, diga apenas

o que quer dizer

que não fiquem presas lágrimas

suplicas caladas

que se rasgue a noite

e surja enfim o amanhecer

se ele for verdadeiro

se não for apenas

um momento único

um sonho oculto

que não se deixará crescer

Que se rompam cadeias

se for sincero e sentido

o desejo de renascer

 

 

 

 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 11:21





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