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Desencanto

Segunda-feira, 26.11.07

 

Cansei-me de agarrar no vazio

chamas de um fogo que se extinguiu

de chorar as lágrimas de um mundo meu

que quem sabe, nunca existiu

Derrubei as pontes que construi

em noites de luar em que tudo era possível

A tua face era ainda bela

não via nela ainda a realidade, a mentira

Criei horizontes só meus

em que era azul o dia que nascia

perdi-me em palavras ternas

que eu ainda ousava pensar que entendia

Ah mas a madrugada raiou

sobre o mundo de sonho

que só dele vivia

e mostrou que dessa história só minha

tudo era cinza e lama

já nada existia

Fiz a pergunta ao vento

soltei o medo que me prendia

a resposta foi o cair da máscara

mostrando o rosto

que já conhecia

verde com a cor da mentira

do riso e do escárnio que recebi

talvez não de todo inocente

quem sabe talvez se o mereci

Não fechei de todo a janela

não se impede o sol de entrar

por mais que se tente

apenas esqueci o mundo criado

onde sei que é mentira

tudo o que se diz

não quero colher a rosa

se apesar de formosa

em tudo o mais mente

Cansei-me de lutas vãs

de lágrimas derramadas a teu belo prazer

de ser brinquedo de criança

de ser eternamente a aliança

entre o amar e o sofrer

Saio de dentro de mim

mais derrotado

cansado de te ver mentir

se me vou tu me chamas

se me aproximo

me mandas partir

Se tu nem sabes quem és

se és a sombra

de quem querias ser

se és a morte de tudo

a cinza negra espalhada

na alma que quis ainda crer

és um porto perdido

que nunca soube vencer

Ficam lágrimas perdidas

geladas numa face

de que quiseste escarnecer

não te destrui todas as estradas

deixo um caminho

por onde podes seguir

mas para o mundo de sonho

a tua própria ponte terás que construir

antes muito antes

de a vida partir!!!

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:46


12 comentários

De Pedrolyondecastro@hotmail.com a 28.11.2007 às 23:30

Porque fui eu que a citei no meu comentário cabe-me a mim explicar. Eu não fiz associação alguma entre a senhora e o (Sr Carlos). A Associação foi dele, ou antes a defesa, nunca disse que a senhora o conhece ou com ele falou, apenas usou o que a senhora comentou. Já tivemos ocasião de falar, volto a repetir que gosto dos seus textos e da sua frontalidade. Resta-me dizer uma coisa ou melhor duas. A frontalidade não nos deixa virar costas a amigos porque algo correu menos bem, a frontalidade enfrenta. Nada aqui foi tornado público, o único exposto aqui é o Nuno. O resto e incluindo a senhora estão protegidos pelo anonimato. Quando quiser falar com ô (Sô) Pedro ou com o seu amigo Pedro, sabe como o pode fazer, sem ser por comentários. Eu também sou frontal e a minha frontalidade ensinou-me a nunca fugir de pessoas ou situações. Desejo-lhe uma boa noite minha querida amiga e seja"frontal" em tudo que esse termo implica. Um beijo

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