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COISAS QUE ODEIO

Quarta-feira, 20.08.08

Odeio confiar nas pessoas e depois descobrir que não mereciam a minha confiança.

Odeio ser covarde e não dizer sempre o que quero.

Odeio quando me mentem e ainda mais quando tenho que mentir.

Detesto fazer quem eu amo sofrer , porque é uma pessoa que não merece sofrer.

Odeio doar-me por inteiro a alguém e depois descobrir que tudo o que fiz não foi valorizado.

Detesto descontar a minha fúria na pessoa que está por perto que geralmente não tem culpa.

Odeio quando alguém me faz uma promessa que não cumpre.

Odeio que as pessoas que adoro me decepcionem , mas detesto ainda mais decepcionar alguém.

Fico triste quando não tenho o conselho certo na hora que mo pedem.

Entristece-me não ter todas as respostas para as perguntas que me assaltam.

Sofro muito quando amo e não sou correspondido, mas sofro ainda mais quando não posso corresponder ao amor sincero de alguém.

Muitas vezes detesto não saber dizer que não.

Sinto-me impotente quando não consigo fazer o que quero.

Detesto-me quando sinto medo.

Detesto querer mudar os outros quando sei que não me consigo mudar a mim.

Sinto-me triste quando vejo tanta injustiça e não posso fazer nada para mudar isso.

Odeio quando me enganam e sofro muito quando tenho que me afastar das pessoas que amo.

Detesto quando a fúria me faz perder o controle.

Odeio ver que os sonhos morrem tão rapidamente.

Detesto quando sinto ciúme e acho que não sou amado do mesmo jeito que amo.

Odeio saber que pessoas perfeitas não existem.

Detesto quando me sinto incapaz de achar uma solução e odeio ver que às vezes também sou egoísta.

Dói-me assumir um erro e não o poder emendar.

Detesto não poder voltar atrás em decisões que tomei quando me dou conta que estavam erradas.

Odeio sentir-me dependente.

Detesto pensar e desejar tanto o futuro que não consigo viver o presente.

Odeio ter que me levantar e ser forte quando na verdade queria chorar.

Odeio sentir-me frágil e odeio ser grosseiro para esconder a fragilidade.

Detesto quando me iludem numa realidade inexistente.

Odeio parar para pensar como seria diferente a vida das pessoas que amo, se eu tivesse tomado outras decisões, ainda mais quando penso que se tivesse agido de outra forma tudo seria melhor.

Detesto ser ignorado, detesto quando a espera é longa, e detesto chorar porque tudo parece pior.

Detesto que me julguem sem me conhecerem, e detesto a minha capacidade tão injusta de julgar.

O que mais odeio no entanto, é não conseguir odiar quem merece o meu ódio e as vezes todas em que amei , quem jamais mereceu o meu amor.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 14:15


36 comentários

De Teresa a 21.08.2008 às 16:06

Querido Gonçalo!!

Ódio é uma palavra muito forte para um poeta que tem muito amor no coração. Você é uma pessoa linda, de alma escancarada e quem te ama precisa aceitá-lo como é. Às vezes, na ânsia do querer, na pressa do fazer, nos arrastamos num mar de irritação e trocamos os pés pelas mãos. Nos confundimos e acabamos provocando perdas desnecessárias, afinal nem tudo sabemos. Existem dificuldades alheias que nem sempre são expostas. Dar espaço ao outro para que nos mostre sua real posição, é evitar mais problema e frustração .
Agradeço a sua carinhosa visita em meu Blog e te desejo um retorno coroado de alegrias e uma óptima semana. Minha mãe e minhas crianças agradecem os cumprimentos e sua gentil atenção. Um abraço carinhoso e muitos beijos no seu lindo coração.

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