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Fantasmas Interiores

Segunda-feira, 25.05.09

Certa vez estava um Senhor calmamente sentado num banco de um jardim como habitualmente fazia ao cair da tarde. Ficou olhando os pássaros que voavam ao acaso por ali e as crianças que brincavam felizes. De repente pareceu-lhe que o sol tinha desaparecido , olhou e viu sete vultos que o rodeavam e o olhavam com ironia, um deles apresentou-se dizendo:- Nós somos habitantes de um tempo futuro e viemos falar contigo.Vamos apresentar-nos um a um.

Dito isto um aproximou-se e disse:- eu sou o azar e posso levar-te tudo o que possuis.

O segundo disse:- Eu sou a fome e um dia poderei bater à tua porta.

O terceiro disse:- Eu sou o desemprego , um dia te tirarei toda a capacidade de sobreviveres.

O quarto disse:- Eu sou o fogo , um dia virar-me-ei contra ti e deixar-te-ei sem um tecto que te abrigue.

O quinto disse : - Eu sou a tristeza , um dia te procurarei e te tirarei todos os sorrisos.

O sexto disse:- Eu sou a solidão e um dia te tirarei toda a vontade de viver.

Por fim o sétimo disse:-Eu sou a velhice e quando eu chegar só te restará a morte.

Os vultos rodopiavam e deixavam o pobre do homem tonto, com dificuldade em pensar e em respirar. Mas era um homem forte , que a pouco e pouco se foi enfurecendo com aqueles estranhos que o atormentavam e gritou exaltado:- Deixem-me em paz!!! Vocês não são habitantes de futuro nenhum, são os meus pensamentos mais tristes, os meus próprios temores. Vocês vivem do meu medo , assolam as minhas noites , mas na minha vida e futuro eu mando.

E a vida ensinou-me muitas coisas, aprendi com as árvores que a renovação é possível , depois de tudo nos ser levado. Aprendi com os pássaros que Deus sempre proverá alimento para todas as suas criaturas.

Aprendi com as crises que muitas vezes não é preciso um patrão para nos reerguermos. Basta coragem e ânimo para trabalhar. Aprendi com as andorinhas que mesmo que nos derrubem o ninho, podemos voltar a construí-lo. Aprendi com as crianças que ser feliz não requer esforço, basta olhar cada dia com esperança.

Aprendi com as cigarras a cantar mesmo que aparentemente não exista ninguém para nos ouvir e sei que mesmo que nos julguemos sós , a nossa voz sempre fará eco nalgum coração. E aprendi com os idosos que as metas são sempre superáveis e a vida sempre nos dará pequenos desafios e pequenas alegrias.

De repente os vultos mudaram a expressão irónica e alegres sorrisos luziram-lhes no rosto.

E voltaram a apresentar-se dizendo:-

Eu sou a prosperidade, eu sou a abundância, eu sou o progresso, eu sou a segurança, eu sou a alegria, eu sou a amizade e por fim o último disse ser a fé e a promessa da vida eterna.

O homem sorriu e afastou-se com a certeza de ter vencido os seus fantasmas interiores. De ter derrubado os seus medos e de ter transformado o negativismo em energia positiva. Nunca devemos deter-nos perante os nossos medos , devemos sempre procurar em nós a força de acreditar e de vencer.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 00:05


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