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Divagações

Segunda-feira, 27.07.09

Sempre que a brisa suave toque o teu cabelo

e num gesto mais audacioso , acarinhe o teu rosto

Sente que é um carinho meu

que suavemente pedi ao vento para te levar.

Se quando saíres ao entardecer

sentires o cheiro salgado do mar

o cheiro a rosas que paira no ar

o cheiro a musgo molhado

de um Outono ainda distante

é um pouco da minha alma que vai

com o aroma da vida

para que me sintas sempre em ti

Se ao cair da noite

ouvires uma fonte jorrar

se a água cantar num riacho

será a minha gargalhada

a minha voz na madrugada

que se solta para te procurar.

E se ouvires o canto dos pássaros

os seus trinados de amor

será uma canção só nossa

uma ainda não inventada

que toca apenas nos nossos corações.

Se sentires uma lágrima de chuva

deslizar pelo teu rosto

insidiosa correr pela tua boca

é minha a lágrima que cai

uma lágrima que deslizou

e que num abraço de cristal

a brisa para ti levou.

E ao cair da noite

se eu não estiver

naquela hora em que tudo é silêncio

olha para o horizonte

ouve os passos suaves da noite a chegar

e no céu verás uma estrela

a mesma que eu vejo agora

e que te dirá que apesar de tudo

haja o que houver

eternamente te irei amar...

 Texto de Gonçalo Nuno de Assis

com edição de Nuno F. Mello

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Escrito por Gonçalo de Assis às 00:30


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