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Ódio/Amor

Sábado, 12.05.07

Odeio-te porque me fazes ver a verdade

odeio-te porque desvendas a minha alma

odeio-te porque me obrigas a acordar

odeio-te porque me mostras o mundo

odeio-te porque me arrancas do sonho

odeio-te porque o teu olhar me prende

odeio-te porque o teu sorriso me escraviza

odeio-te porque tu conheces os meus medos

odeio-te porque tu sabes tudo de mim

odeio-te porque me envolvo nos meandros

da tua alma

odeio-te porque és a outra metade de mim

odeio-te porque vives da minha vida

odeio-te porque daria o meu sangue por ti

odeio-te porque deixei de ser eu, sem ti

odeio-te porque me libertas

e libertando-me me tornas mais escravo

Odeio-te até ao extremo de mim

Odeio-te porque te amo

e sei

que este amor não terá fim

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Escrito por Gonçalo de Assis às 14:00

Quis ser perfeito

Sexta-feira, 11.05.07

 

Quisera eu ser perfeito

para de um qualquer jeito

um mundo perfeito oferecer

quisera ser mas não o sou

e nada tem de perfeito

este mundo que te dou

Quisera eu ser um mágico

daqueles que por magia

fazem nascer rosas num chapéu

para te encher delas o regaço

mas Deus não me quis mago

nem esse dom ele me deu

Quisera eu ser actor

para em frases emocionadas

palavras de amor

poder dizer-te

Mas não sei representar

só sei, que te sei amar

e que mesmo sem perfeito ser

este amor que arde em meu peito

eu não quero jamais perder

Posso não ser perfeito

não ser mágico

não ser actor

mas sou um mundo de emoções

de onde brota apenas, amor

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Escrito por Gonçalo de Assis às 20:11

Simplesmente eu

Sexta-feira, 11.05.07

 

Eu sou apenas eu

não sou o que quiseram que eu fosse

sou aquilo que sou

É meu o grito que rasga o ventre da noite

que invade as consciências

que incomoda o sono de quem dorme

É meu o riso que corre no mar

que saltita no rio

que se faz água no seio da terra

É meu o olhar que é luz na madrugada

que anuncia o dia

que ilumina o meu pedaço de chão

Eu sou o Pântano

e o jardim

Sou a noite

sou o dia

Sou a morte

sou a vida

eu sou eu

apenas eu

Não quero títulos

nem rótulos

nem palavras carinhosas

nem suspiros

nem lamentos

Eu sou a minha verdade

que pode ser a vossa mentira

Eu sou o medo

e a coragem

Eu luto porque acredito

e acredito que a minha verdade

é a verdade de um mundo

que não sabe ainda amar

Eu sou o infinito

sou a essência

sou sonho

sou pesadelo

sou anjo

sou demónio

Sou corrente que aprisiona

sou janela que liberta

Sou eu em tudo

sou eu no que faço e digo

Não peço desculpa por não ser

como queriam

Por não ser como me condicionaram

para ser

Eu sou o sangue que jorra

nas madrugadas da vida

numa travessa da alma

onde um ébrio cometeu um crime

É o meu sangue que molha

o passeio junto ao mar

onde um homem perdido

sofrido

pôs termo a existência

Eu sou a dor de quem sofre

sou a alegria de quem sorri

Sou um santo

um pecador

Não sou ninguém especial

sou só um homem

que conhece o amor

Sou fera selvagem

que rasga a presa

sou gato doméstico

que acaricia

a mão que lhe dá o leite

Sou mar que furioso arrasta

torrentes que envolvem tudo

que faz naufragar navios

e mata até, inclemente

Sou filho da natureza

pertenço aos seus elementos

sou alma

sou corpo

Desculpem os que decepcionei

os que desiludi

os que magoei

Mas sou apenas gente

Gente como o trabalhador

que cava a terra com a enxada

gente como o pescador

que mar dentro

lança a rede

Sou perfeito

e imperfeito

sou um homem que luta

que ama

que ainda acredita

Que vale a pena viver

sou como todos no mundo

um ser humano

simplesmente!!!

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Escrito por Gonçalo de Assis às 20:05

Anjo destronado

Quinta-feira, 10.05.07

 

Fui anjo de um reino qualquer

de um reino de sonho

um reino perdido

que fica no infinito

para além da linha do horizonte

em que os olhos se perdem

na imensidão do firmamento

Fui anjo de um reino distante

um reino perto do sol

em que cada raio de luz

eram centelhas do meu sorriso

Fui anjo amada por Deus

um Deus que me criou anjo

um anjo que era humano

perdido num reino de luz

que existia em mim

a cada dia que nascia

Fui anjo feliz, descansado

passeando em jardins de rosas

com odores afrodisíacos

que se misturavam ao cheiro

que vinha dos cabelos do mar

ondulantes em tempestades

que eram musica , poesia

Fui anjo de um reino qualquer

até ao dia que o meu olhar

um outro olhar procurou

e meu coração se perdeu

para sempre numa outra alma

que tive que conquistar

quando o meu coração amou

meu tempo de anjo se foi

meu mundo de luz terminou

fui anjo de um reino qualquer

hoje sou apenas homem

conquistado por uma mulher

<

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Escrito por Gonçalo de Assis às 23:51

Prazer

Quarta-feira, 09.05.07
Chegas de mansinho junto de mim
com esse sorriso que conheço
esse olhar que me arrepia
Pegas na minha mão
e devagar, prendemo-nos no abraço
as nossas bocas procuram-se
saboreamo-nos por instantes
Pedes que deixe o trabalho
e levas-me devagarinho para o quarto
Gosto de me sentir expectante
de tentar adivinhar nos teus gestos
as tuas vontades
Com gentileza empurras-me para a cama
deito
relaxo
e olho-te
Ligas a música que me apanha de surpresa
e ao som de uma melodia doce
vais tirando a tua roupa
Sorrio
pelo prazer antevisto
pelo inesperado
desapertas a minha gravata
e quando te tento agarrar
sinto que me amarras
descontraio
deixo que o faças
Depois continuas devagar
numa tortura que me enlouquece
a desnudar teu corpo
a minha boca anseia pelos teus seios
cobertos ainda pela lingerie
sorris
da vontade que adivinhas em mim
mas não cedes
Com o corpo afastado do meu
percorres o meu corpo
com as palmas das tuas mãos
Queres descobrir-me bem lentamente
não consigo libertar-me
submeto-me
Sinto a tua boca deslizar no meu pescoço
no meu peito
Sinto a tua respiração leve
o quente da tua língua
quero-te
mas esta noite o meu querer não conta
És tu quem decide a entrega
Sentas-te sobre o meu peito
beijas-me a boca
tento chupar a tua língua que me foge
ris
Há no teu riso a provocação que me excita
de sentidos despertos peço-te
-Faz amor comigo!!
E tu ris
Levantas-te e deixas-me desesperado
faminto
passeias pelo quarto sóbrio
de mobília antiga
onde teu corpo desliza
como num filme antigo
Voltas para a cama
trazendo contigo o odor ao teu perfume
que me inebria
num gesto lânguido
que te levanta os seios
ergues os braços
e prendes o teu cabelo
Depois... ah depois cais sobre mim
a tua boca explora a minha
sem compaixão
espetas os teus dentes finos nos meus lábios
grito de dor e surpresa
e tu ris
Ris com esse riso de miúda
que me fascina
Sinto de novo a tua língua deixar no meu corpo
trilhos de fogo que me consomem
Imploro-te
e tu ris
amo o teu riso
mas neste momento fico impaciente
quero-te
Por fim
sentas na minha cintura
baixas o corpo
e deixas que nossos corpos se fundam
num fogo que me queima por dentro
comandas os movimentos
a noite é tua
Não quero que pares...
Mas tu paras
Ris da minha cara de desconsolo
tento soltar-me de novo
e a gravata alarga
consigo soltar-me
Agora a noite é minha
jogo-te na cama com violência contida
mordo a tua boca
enquanto as minhas mãos te percorrem
ignoro os teus gemidos
a minha boca desce pelo teu corpo
e cai faminta
no teu ventre
deslizando para o teu sexo
que se abre para mim
Tenho fome do teu gosto
deixo que a minha língua te explore
até ao mais íntimo de ti
Até que a dor se torna insuportável
então com o meu corpo domino-te
e possuo-te
com violência
com uma raiva que é também ternura
em movimentos sincronizados
o meu corpo sente a agonia
e depois a chegada do prazer
que se solta num jorro dentro de ti
Caio extenuado em teus braços
beijas-me com carinho
como se fosse um menino
Ficamos abraçados
sem falar
saciados
pensando no banho quente que nos espera
QUE TODAS AS NOSSAS NOITES CONTINUEM A SER ASSIM!!!

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Escrito por Gonçalo de Assis às 05:49

Amar

Segunda-feira, 07.05.07

 

Só vou amar quem me ama

dar só o que recebo

viver a vida amparada

ter a alma acarinhada

porque sei que o mereço

Vou amar quem me dá amor

amar quem me aperta nos braços

amar só quem me ama

dar a vida a quem me dá a sua

retribuir os abraços

entregar a minha alma nua

Só vou amar quem me ama

quem me entrega sua vida

como inefável socorro

só vou dar o que recebi

perder-me nos laços

em que a ti me prendi

Quero amar-te a ti que me amas

dar-te a ti o sorriso

que tu mesma fazes nascer

quero dar o que de ti recebo

o que a tua alma me dá

viver o amor que é puro

que carinhosamente me ofereces

amor que de mim nunca esqueces

quero amar que me dá amor

quero amar quem me da ternura

continuar preso em teus carinhos

amar quem sempre me amou

dar um beijo eterno e suave

ao coração generoso e terno

que nunca me desamparou

Amar sim, eu vou amar

amar quem sempre me amou

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:38

DIA DAS MÃES

Domingo, 06.05.07

 


Obrigado , Senhor , pela mãe que tu me deste ...
... por todas as Mães do mundo
... pelas mães brancas , de pele alvinha ...
... pelas pardas , morenas ou bem pretinhas ...
... pelas ricas e pelas pobrezinhas ...
... pelas mães - tias , pelas mães -vovós , pelas madrastas -mães ,
... pelas professoras - mães ...
... pela mãe que embala ao colo o filho que não é seu ...
... pela saudade querida da mãe que já partiu ...
... pelo amor latente em todas as mulheres , que
desperta ao sentir desabrochar em si uma nova vida ...
... pelo amor , maravilhoso amor que une mães e filhos ...

 

 

 às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;
- às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez - talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;
- às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;
- às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar...;
- às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho...;
- também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe...e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício...
A todas as Mães, a todas sem excepção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!

 

 

Dia das mães no mundo

2º domingo de maio – Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica

2º domingo de fevereiro – Noruega

2º domingo de outubro – Argentina

2º dia da primavera – Líbano

1º domingo de maio - Portugal

10 de maio – México

8 de dezembro –  Espanha

Último domingo de maio – Suécia

4º domingo da Quaresma – Inglaterra

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Escrito por Gonçalo de Assis às 13:36

Vem dançar comigo

Sexta-feira, 04.05.07

Vem dançar comigo uma valsa

uma valsa de amor

tocada pelo luar

teu corpo preso em meus braços

seguindo contando passos

num ritual mágico

Vem dançar comigo uma valsa

quero sentir o teu corpo

leve como uma brisa

que ondula hipnótico

ao sabor da música que ecoa

no escuro da noite suave

que nos acolhe em seu seio

cúmplice desta dança

a que nos entregamos alheios

ao resto do mundo lá fora

Vem dançar comigo uma valsa

daquelas que unem os corpos

as vontades caladas

os desejos que se escondem

na dança em que nos perdemos

vem dançar comigo esta valsa

uma valsa de amor e desejo

que termina em loucura

e se inicia com um beijo

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:58

Flores

Sexta-feira, 04.05.07

 

Flores para ti

trago-te flores

com odor

de madrugada

com orvalho

feito de lágrimas

da noite

Trago-te flores

com a delicadeza

da seda

o vermelho

do meu sangue

que faz o meu coração

pulsar por ti

Trago-te flores

com a essência

do sonho

com a ternura

de uma carícia

a leveza

de um sorriso

trago-te flores

flores, recados

de amor

que te devoto

e que tu conheces

trago-te flores

como poesia

que sejam eternas

as rosas

nas tuas mãos

delicadas

para ti eu trago

flores

arco-íris de mil cores

num corpo

que te deseja

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:47

Sorriso

Quinta-feira, 03.05.07

Sorris-me do meio do nada

num sorriso que invento

em palavras traçadas

ao sabor dos devaneios

de uma alma que não aprende

as fronteiras do sonho

Sorris-me em frases simples

palavras banais mas tão belas

que fazem surgir cenários

que o coração quer ver

sorriso escrito nas linhas

que teus dedos apressados traçam

ao som de uma musica

que toca dentro de ti

Sorriso que me vem beijar

com a ternura do luar

que de leve me toca

quando a noite acorda

e se veste de gala

para uma festa de amor

com o dia que se deitou

Ofereces-me o teu sorriso

nas palavras que me dizes

calmas ou calorosas

desenhadas por tua mão

sorriso que não nasce na boca

que vem de palavras simples

em que sorri, o coração

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Escrito por Gonçalo de Assis às 13:48






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