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SOMENTE TU

Terça-feira, 04.12.07

Desejo-te esta noite

como só deseja

quem sente na pele

o calor da paixão

És licor que embriaga

odor que inebria

és flor

és carne

desejo de amor

fogo e sedução

és aquela que eu procuro

que me deixa louco

de prazer

de amor

Conheço o teu corpo

como mapa meu

que as minhas mãos

tactearam

em noites só nossas

corpo que amo

corpo que quero

cetim tecido por anjos

com odor de rosas

A ti me entrego

para sempre teu

mas não há derrota

na minha entrega

porque é meu teu corpo

sou eu o navio

que no mar de teu ser

para sempre navega

Serás minha

sempre e só minha

nas noites de luxúria

de prazer infinito

em que meu desejo

se liberta em ti

e no espasmo final

e de êxtase o meu grito

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 11:24

Tu e o mar

Terça-feira, 04.12.07

 

Pergunto porque me lembras o mar

será que é pela carícia das ondas

onde invento teus dedos

Pelo murmurar doce da espuma

onde recrio a tua voz

Ou será porque me prendo a ti

como me prendo ao mar

Ambos me enfeitiçam

são doces e agrestes, intempestivos

e escondem segredos

que apenas contam ao vento

seu confidente

Porque me lembras o mar

talvez pelo teu cabelo revolto

que me recorda dias de tempestade

em que o mar ruge

encapelado

Tu e o mar

eterna semelhança

que não sei desvendar

sei que a ti eu quero

preciso e procuro

como procuro o mar

quando estou triste

quando cansado preciso falar

Eu vos amo a ambos

de formas diversas

a ti doce poema que nunca escrevi

a ti e ao mar

tu grácil e formosa lembras-me o mar

o mar majestoso , indómito ou sereno

na sua plenitude de graça e magia

devolve-me a alegria

de um sentimento pleno

porque o olho a ele

e vejo-te a ti!!!

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Escrito por Gonçalo de Assis às 10:46

Perguntas e respostas

Segunda-feira, 03.12.07

Fazes perguntas que se perdem na sombra

no ocaso de um sonho

que se esfuma por entre os dedos

Queria contar-te todos os segredos

gritar ao vento a minha verdade

perco-me e prendo-me

escravo de enredos

barco perdido na imensidão do mar

sonho adiado, ilha distante

cercado da névoa doce da saudade

Fazes perguntas de medo e de espanto

escondes verdades que sei de cor

reafirmas certezas que nunca tiveste

sorrio triste ao sonho que cresce

que vive num mundo que só os poetas

ainda acreditam, sabem que existe

no meio do nada, das almas perdidas

vagueiam pelas noites em incertas saídas

mundo de dor e de esquecimento

onde vivem as almas que foram feridas

Fazes perguntas que não têm resposta

quando a resposta és tu que a calas

procuras em mim aquilo que queres

quando é em ti que esta o futuro

és doce e frágil como o são as mulheres

mas junto a ti é que me sinto seguro

Ficam as palavras espalhadas ao vento

as frases que um dia te pertenceram

e me foram dadas como botões de rosa

perde-se o seu eco por muitos caminhos

e as palavras que me ofereceram

que antes eram de mel na ponta dos dedos

hoje são dolorosas , envoltas em espinhos

calam a dor guardam segredos

num altar de dor em que nos oferecemos

sacrifício louco a um Deus pagão

em que ambos sabemos que nos pertencemos

em algo sublime que vem de Deus

nos mistérios da noite sem amanhecer

nas lágrimas que escondes nesses olhos teus

Fazes-me perguntas em que nos perdemos

envoltos num sonho que quer viver

em que a realidade é mera ilusão

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Escrito por Gonçalo de Assis às 21:22


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