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Expor-me à Felicidade

Sexta-feira, 30.10.09


Com a vida aprendi que é preciso deixar que a aragem do prazer nos despenteie a alma.Para isso é necessário viver intensamente , não passar pela vida.

A vida é algo de muito complexo e que nos dificulta os sonhos.O que desejamos sempre é o mais difícil, o que queremos está fora do alcance imediato, o que sonhamos é muito difícil transferir para a realidade. Tudo aquilo que achamos bom na vida , tem algo de errado, o cigarro mata , a bebida vicia e até o sol que é tão gostoso de sentir , nos faz aparecer rugas precoces.

Então para quê protegermo-nos tanto?

Se a vida protegida não é vida.

Temos que nos expôr para podermos viver.

Rir às gargalhadas num local público , expõe-nos.

Entrar no mar soltando um urro de liberdade, expõe-nos.

Despir a roupa num recanto cheio de sol, expõe-nos.

Beijar na boca em plena rua, "amo fazê-lo", expõe-nos.

Correr livremente na calçada, expõe-nos.

Agarrar a pessoa amada na rua , num amplexo de momento, expõe-nos.

Mas e daí?

Decidi que vou expôr-me muito mais. Que para lá do meu juízo "aparente" vou deixar fluir o menino que me pede para ter vez.

A vida tem a sua lei.

Sempre estará mais exposto aquele que decide viver plenamente as suas emoções, do que aquele que se fecha numa torre inacessível e se salvaguarda na frieza de um coração estéril.

Fui por tempo demais um modelo daquilo que é preciso ser, daquilo que o mundo nos exige que se seja, por tanto tempo usei a marca da moda , a roupa mais clássica, comi o que me permitia manter a linha impecavelmente, sempre sério na rua, com a gargalhada presa na garganta.

Fui sempre o que esperaram de mim, mas fui feliz?

Não. Ninguém é feliz com constantes restrições , seguindo um modelo rígido de comportamento que o mundo achou por bem ser o adequado.

Para ser feliz eu tenho que ser livre e para ser livre , tenho que me expôr.

Quero olhar-me ao espelho pela manhã e deixar o cabelo despenteado,  não colocar a gravata , deixar uns botões da camisa abertos , em suma , ver um olhar feliz.

Quero ser eu mesmo, entregar-me a quem amo quando quero e como quero, beijar onde me der vontade, comer todas as coisas "más" que me apetecer, viajar sem ter que levar agenda, dormir na hora que eu quiser e não acordar com o lembrete do telemóvel informando, "tem reunião às onze".

Pode ser que a vida volte a obrigar-me a ser o homem fechado e distante que fui até aqui, mas até que isso aconteça, eu quero é amar a mulher maravilhosa que Deus me deu e expôr-me aos braços da felicidade.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:35


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