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Vieste

Segunda-feira, 25.09.06

Vieste nas asas do vento

quando a madrugada tocou

o meu rosto molhado

por lágrimas salgadas

vertidas do seio

de uma mágoa sem fim

Vieste como a luz do luar

terna e pura

acariciando o meu cabelo

num terno afago

com as carícias inventadas

num sonho que se esqueceu

Vieste nas asas da magia

no sorriso perfeito

de um Deus criador

que nos olha

pelas janelas

de uma noite estrelada

num céu de Janeiro

Vieste quando o meu coração

gritava

e pedia

quando a minha alma cansada

já nem ousava criar fantasia

Vieste quando nos meus olhos

a luz da vida

tão triste

amargurada

aos poucos partia

Vieste no momento exacto

em que o meu sorriso

já perecia

iluminaste minha alma

acordaste o sonho

tocaste meu coração

fizeste magia

Vem para mim

agora que entraste

nos terrenos secretos

do meu coração

Vem viver para sempre

a terna doçura

Que soubeste despertar

Naquelas terras áridas

onde nada já nascia

Trouxeste-me ilusões

deste-me realidade

deste-me vida

deste-me ternura

Vem ficar para sempre

numa noite preciosa

que nasce no nosso desejo

amanhece na nossa loucura

                  

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 03:03


2 comentários

De Andre a 25.09.2006 às 20:07

Meu andas a fazer umas declarações de deixar o coração aos pulos. Quem será essa sereia? Estão lindos os textos,o teu blog para mim já é ponto assente de passagem. Onde anda a meiguita? Beijos para ela

De Angelica Marques Sousa a 26.09.2006 às 19:18

adorei este texto. Lindo como tudo o que escreves. Olha beijo para ti e continua...

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