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Devaneios

Terça-feira, 25.01.11

Abraço-me a ti , fortemente , sentindo que o teu corpo treme

e há alegria nos meus gestos

porque entre nós , jamais haverá um adeus .

Não uso arco nem flecha , mas sou o cupido que atinge o teu coração

sem provocar dano , dor ou medo

apenas o teu gemido , no tempo e no espaço

em que dura o nosso abraço

Deixei de ser o boémio que tudo procurava

se em casa eu tenho tudo o que mais quero

e o que mais preciso .

Ter-te junto a mim , como minha mulher

e o meu prazer de ser teu e de te pertencer .

às vezes finjo ser menino contigo

e brinco nas colinas dos teus seios

onde deixo de ter idade.

Perco-me na nossa cama

sinto-me selvagem contigo

mas também menino que ama

e se entrega sem questionar

no puro desejo apenas de pertencer e amar .

E quando acordo pela manhã

banhado pela luz do teu olhar

que vela o meu sono

embriago-me na tua nudez

fechando os olhos

e trazendo de volta a nossa noite

que inflama os sentidos , entrego -me ...

Nas curvas do teu corpo , não procuro caminho certo

descubro-o

E o dia faz-se noite nas nossas janelas cerradas

para que tudo se recomece

E fujo da vida

Fujo de tudo , para ficar no calor do teu abraço

que carinhoso me afaga numa entrega total

e solto-me em ti

livre , selvagem

o menino procurando o rumo

o homem querendo apenas amar

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 01:11





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