Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Esta noite

Domingo, 29.10.06

Esta noite quero-te

não como todas as noites

mas como se esta noite

fosse a noite plena

de todas as minhas loucuras

Olho o teu rosto de menina

as minhas mãos

soltam os teus cabelos

que te caem pelos ombros

em caracóis indomados

Gemo no teu ouvido

a loucura do meu desejo

e tu sorris

Tão mulher

tão minha

Pego-te na mão

e olhos no fundo dos teus olhos

e vejo neles a concordância

Abraço-te e levo-te comigo

coloco-te junto a mim

em baixo do chuveiro

que corre sobre nós

em mil dedos tépidos

que nos acariciam

Lentamente as nossas roupas

encharcadas

colam-se aos nossos corpos

evidenciando teus seios fartos

As minhas mãos tremem

quando os seguro

como se fossem presentes divinos

Bem devagar chupo os teus mamilos

sentindo na minha língua

o prazer que os toma

duros

meus dentes apertam suavemente

e volto a chupar neles

todo o fogo do meu desejo

Rasgo a tua roupa

que não tenho a paciência de despir

e o teu corpo que amo

aparece nu perante mim

exposto

frágil

e de novo te vejo menina

mas tão mulher

Minha boca esfomeada devora a tua

e nossas línguas buscam-se

numa paixão incendiada

A minha boca solta a tua

percorrendo teu pescoço

teu peito

e de novo teus seios

Ah teus seios

frutos deliciosos

que volto a provar

E de novo os chupo

como generosos bagos de uva

que se oferecem ternos

ao castigo da minha boca

Deslizo depois minha boca faminta

por cada centímetro da tua pele

Até chegar ao fruto

que meu corpo deseja

Ajoelho e beijo

essa flor delicada

que me enlouquece

me alucina

Quero de novo sentir o seu gosto

a minha língua curiosa

chupa nesse fruto

a essência pura do desejo

Sinto na minha boca

o sabor da tua loucura

que me enlouquece também

Levanto-me e tomo-te

delicadamente meu corpo

invade o teu

entra em ti

funde-nos aos dois

numa dança suave

que nos tortura

que nos faz desejar muito mais

a água acaricia-nos

nossos corpos entregam-se

suores misturados

que a água lava

no seu constante passar

Nossos corpos são fogo

que arde quieto

sem alarido

Até que a tempestade chega

tempestade de sentidos

que não pode mais esperar

A nossa dança ganha ritmo

força

e tu suportas sorrindo

as investidas violentas

do meu corpo enlouquecido

Nossos gemidos soltam-se

rasgam a noite

como lobos solitários

uivando na madrugada

e quando o prazer chega

forte

intenso

louco

o meu corpo desagua em ti

toda a realização sentida

depois unidos ainda

beijamo-nos com ternura

eu saio de ti

realizado

satisfeito

e mais uma vez te digo

amo-te muito, minha vida

sorris para mim

terna

suave

tão minha

És tu quem me possui

quando por mim és possuída

                

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Escrito por Gonçalo de Assis às 23:58


2 comentários

De Nilceu a 30.10.2006 às 18:11

Vim conhecer o seu espaço , bem organizado , diga-se de passagem e convidá-lo para conhecer minhas páginas .
Tenha uma ótima semana e muito sucesso!


N

De Raquel a 30.10.2006 às 23:56

Olá!
Vc é destaque lá no meu blog!
Pegue se selo e parabéns!!
beijos

Comentar post





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  



comentários recentes