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Quando

Terça-feira, 21.11.06

Quando me aproximo de ti

há nos meus olhos a chama

de um desejo sentido

desejo que nasce de mim

mas que sei consentido

Conheço bem todos os caminhos

do teu corpo

trilhos e atalhos

que te levam ao prazer

conheço o som dos teus gemidos

os suspiros que trocamos

a loucura do abraço

a vontade de te ter

Conheço o teu riso nervoso

as tuas mãos trementes

no momento que te abraço

sei como é teu grito

quando ansioso

sem cautela

rodopio com teu corpo

na loucura do desejo

e acabamos no chão

corpos delirantes

bocas unidas num beijo

Conheço as tuas carícias

o toque das tuas mãos

que percorre o meu corpo

conheço tudo de ti

sei como é tua entrega

teu prazer

tua ternura

sei como envolver-te

como levar-te

envolta no prazer

até ao cumulo da loucura

Quando te olho desvairado

por um desejo louco

que se apodera de mim

sei que teu corpo se dá

terno

doce

entregue, enfim

e o momento sabe a pouco

no momento em que estou em ti

e tu te dás a mim

Formamos um ser somente

que em movimentos sinuosos

se contorce de desejo

dois corpos em agonia

num delicioso sofrer

até que por magia

solta-se de nós a energia

que se transforma em prazer

              

 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 08:29


2 comentários

De Anónimo a 21.11.2006 às 12:12

Perfeito ,não????rs

De Milú a 22.11.2006 às 14:17

Há quem se esqueça da força interior que tem. Talvez porque alguma espécie de comodismo mental o faça convencer-se a si mesmo que a forma como vive se não é a ideal é a possível; talvez porque ninguem está para ter chatices que pode dispensar simplesmente se virar o pescoço noutra direcção; talvez porque lentamente deixem que os seus medos, inseguranças e fragilidades os mantenham cativos de si mesmos [mesmo quando não haveria nada para recear]; talvez porque fatalmente tenham abdicado do seu direito de VIVER e tenham passado a considerar que existir apenas já é uma dádiva suficiente. Ficam assim, dependentes das muletas onde se habituaram a se apoiar ao longo da vida [pais, os amigos de sempre, a mulher/marido que já não suportam nem o cheiro nem sequer o tom de voz...], como se fossem crianças indefesas e não adultos com a força e o poder de modificar a sua própria vida a seu bel-prazer. Sempre em círculo. Rendidos a si mesmos, apenas. Procurar a felicidade é objectivo principal da vida de cada um. Te cuida, meu amigo doce...

Milú

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