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Parte de dentro

Domingo, 27.01.13

Vem de dentro da minha alma aquilo que eu sou e aquilo que eu sou , é a minha verdade e a minha lei . Estou certo ou não , confesso que não sei . Marquei muitas vidas e muitas vidas marcaram a minha , vivi muitas existências numa existência só e galguei montanhas , rios e vales , planícies, perdi-me em florestas negras , em florestas virgens e daquilo que sou , tudo de mim dei , sem esperar  nada , porque nada se deve esperar , daquilo que se dá . Naveguei por mares turbulentos , saqueei navios , enfrentei piratas , fui rei e senhor de terras por desbravar e em todas elas eu quis ensinar a amar . Vem de dentro de mim a essência do que sou , do que dou , do que sou capaz e ultrapasso metas e certezas , rio dos medos , das dúvidas, das incertezas e encontro-me no caminho onde os abraços se cruzam e as pétalas me beijam , conduzidas pelas mãos de quem celebra a minha vitória . Nasci para lutar , para vencer , para ser eu mesmo , sem máscaras , sem falsos sorrisos , sem palavras fáceis e eticamente correctas , sou aquilo que sou, aquilo que sempre fui e serei,  o caminho que traço , é o meu destino e a minha lei . Sou frágil e sou forte, sou agressivo e dócil , sou aquilo que na verdade sou, sem atenuar a dureza ou extremar a doçura , sou pássaro livre, muitas vezes ferido , mas que sempre ousou voar , porque a minha liberdade está na minha vontade de acreditar e de sonhar. Sou aquilo que sou , sempre serei assim e ergo com orgulho a minha bandeira , por ser quem sempre fui e não ser o que quiseram fazer de mim...

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 16:44


1 comentário

De Isabel Teixeira Damas da Cruz a 27.01.2013 às 17:58


A parte de dentro ... De ti conheci primeiro essa parte , quando por mero acaso em Julho de 2006 te adicionei no MSN . Confesso que não sei porque o fiz , li as tuas postagens no Docelágrima que me pareciam tão tristes, tive vontade de secar as tuas lágrimas , ainda que virtualmente . Mas depressa se deu o contrário e foste tu que secaste as minhas, quando por essa altura perdi a minha mãe . Para mim passaste a ser um grande amigo que eu não via , mas sentia e me amparava . Até ao dia que decidi dar-te o abraço que te devia , agradecer-te as horas passadas a atenuar a minha dor e sabe Deus o tamanho da tua , que tu ocultavas para mitigar a minha . Lembro-me que te pedi a morada para te oferecer um presente , deste-ma prontamente e decidi que um mero presente seria pouco . Quando decidi ir até tua casa , nenhum interesse me movia para lá da gratidão . Convenci o meu marido a ir comigo , coitado , ele ia tão envergonhado . Quando vi o enorme portão que cerrava os muros da tua quinta , senti que ia invadir a tua privacidade e quando premi o botão da tua campainha confesso que tremia . Quando uma voz suave soou no intercomunicador eu tive que engolir em seco .
Ainda me lembro de uma voz suave de mulher que me perguntava: - Que deseja?
O meu coração deu um salto na garganta, quando disse que queria falar com o Dr. Gonçalo .
Ela perguntou :- Já o conhece?
Respondi que na verdade ainda não , mais ou menos , enrolei-me toda .
Quando disse o meu nome , ouvi  que a senhora o dizia a alguém e fiquei gelada quando ouvi dizer : - Faz favor de entrar e o enorme portão se abriu na minha frente .
Dei o braço ao meu esposo e entrei , mal vi o que me rodeava , vi muitas flores , muitas cores harmoniosas e vi uma senhora baixa de ar doce , que de Avental tal me esperava sorrindo à porta da casa .
Entrei para o teu salão e respirei paz , pela primeira vez em tantos meses .
Lembro-me que a senhora me disse que estavas ali fora , junto à piscina, indicou-me o teu vulto que se via de costas .
Quando cheguei junto a ti e te voltaste, senti o impacto da tua extrema beleza e delicadeza . Nenhuma das palavras que possa aqui usar iria descrever a beleza do teu rosto , mas o que me impressionou foi o teu sorriso e a ternura do teu olhar de um azul tão límpido como nunca vira.
Sabia que não podias falar na altura devido a problemas de saúde mas lia perfeitamente o que os teus lábios murmuravam .
Percebi perfeitamente o teu : - Olá Isabel , e o teu abraço envolveu-me numa ternura tão grande .
A mesma ternura com que abraçaste o meu marido .
Ficaste ali de braços cruzados , perna flectida com o pé apoiado na parede , enquanto falamos , rimos e nos conhecemos .
Adorei a tua forma humana de comunicar , de dar carinho a uma desconhecida .
Lembro-me do passeio que deste connosco pela quinta e da rosa branca que apanhaste e me deste dizendo : - Para ti , guarda-a, leva todo o meu desejo de paz para ti .
Ainda hoje a guardo na bíblia e a ti guardo-te no coração .
Para mim e para o meu marido , és um homem muito especial e talvez único .
Ao ler o teu texto , não resisti a dizer o quanto na verdade tu és especial .
Um beijo com muito carinho . E obrigada.

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