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Corrida

Sexta-feira, 23.02.07
De freio nos dentes
ao encontro da vida
começa a corrida
Correndo
pulando
saltando
vivendo
crescendo
amando
envelhecendo
morrendo
A cavalgada da vida
não pára
não se compadece
cada dia um desafio
uma corrida
que a ninguém esquece
Pulando muros
pulando barrancos
saltando
 caindo
e levantando
A cavalga da vida
a eterna corrida
que nunca ganhamos
lutamos
corremos
e quando morremos
tudo se vai
então percebemos
que o que corremos
foi uma jornada
que partimos
de mãos vazias
levando apenas
o bem que fizemos
bens materiais
disputas
zangas
de nada nos servem
porque quando partimos
as nossas mãos inertes
cansadas e frias
estão como nascemos
sem nada de palpável
vazias
vazias
Só a alma carrega
o que fizemos
e quem sabe nesse dia
iremos lamentar
o tempo que perdemos

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Escrito por Gonçalo de Assis às 11:36


2 comentários

De Valquiria a 23.02.2007 às 20:20


Achei belíssimo seu texto ,poderia escrever muitas coisas sobre ele.
Mas, não precisa vc já colocou tudo meu querido.
Belíssimo parabéns!!!
Beijos

De Milú a 23.02.2007 às 23:32

Que lindo, meu amigo! Exprimes tudo de um modo sublime. Pois é! Corremos atrás do tempo ou é o tempo que corre atrás de nós? A sua voracidade é prova do desejo louco de viver. Mas para tudo existe um tempo... o nosso tempo anda por aí, nas coisas que se dissipam a cada instante, que nos passam ao lado e que a cegueira vinda dos ressentimentos, por vezes, nos impede de ver. O nosso tempo anda por aí... em nenhuma parte aparente, mas acima de tudo, DENTRO de NÓS. Um bom fim de semana

Beijinho carinhoso

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