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DESENHO-TE

Terça-feira, 27.02.07

Desenho-te em meio ao silêncio

as tuas curvas

são estradas que percorro

perdido nos meu sentidos

Desenho-te

A fogo na minha alma

o teu corpo surge

como uma imagem de luz

que me cega

Desenho-te no momento

solitário

em que deitado

vejo o dia adormecer

envolto

nos braços suaves da noite

amante dedicada

que todos os dias o espera

e o mata de um prazer

só dela conhecido

e o faz renascer

Quando num beijo longo

que os confunde

surge a madrugada

Desenho-te na minha alma

que te inventa junto a mim

desenho-te na noite escura

que enlaça o seu amante

Desenho-te na rosa rubra

que desmaia na jarra

que alguém colocou junto à minha cama

e eu esqueci

Desenho-te num mapa só meu

de caminhos cruzados

tons nacarados

onde me perdi

Desenho-te

desenho-te dentro de mim

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Escrito por Gonçalo de Assis às 10:51


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