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Volupia

Quinta-feira, 28.06.07

Provocas-me num sorriso

a que sabes que não resisto

lambes os lábios

num pedido calado

que conheço tão bem

Quando a minha boca cobre a tua

tuas mãos deslizam por mim

descobrem-me

as tuas mãos hábeis

sabem onde tocar

para que o meu desejo

seja quase doloroso

louco

agarras o meu corpo quente

que pulsa nas tuas mãos

que te deseja

Mas sei que queres provocar

e resisto

Deitas-te na nossa cama

cúmplice de tantas loucuras

Devagar as tuas mãos desnudam

o teu corpo

Abres-te para mim

numa oferta que quero aceitar

Mas sei que não é tempo ainda

Acaricias-te

teus dedos fazem o caminho

que meu corpo quer tomar

Vejo o teu desejo aumentar

vejo nos teus olhos o prazer

que sentes em tocar-te

porque sabes que me matas

Que te quero

que preciso ter-te

Deito-me na cama e envolvo-te

num abraço férreo

Preciso satisfazer este desejo

que me corrói

deito-me sobre ti

Forço com carinho

mas com firmeza

a entrada no seio do teu corpo

Enlouqueço

quando me sinto a entrar

no teu corpo quente

que lateja de desejo

aperto-te com força

se pudesse-te

estaria eternamente dentro de ti

cadenciamos os movimentos

a minha boca sustém a custo

o grito que quer explodir

juntos perdemo-nos na intensidade

do momento

em que juntos abrimos asas

e voamos para um infinito doce

feito de amor

de prazer

Depois fico inerte em teus braços

tão vivo

depois de tão doce morrer

e no teu sorriso meigo

a promessa

desse teu corpo

que sempre me iras oferecer

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Escrito por Gonçalo de Assis às 13:55


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