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Perco-me

Quinta-feira, 19.07.07

Perco-me num silencio só meu

num silêncio de folhas mortas

castigadas pelo vento

do Outono da minha alma

Perco-me num silêncio amigo

jardim já sem flores

onde os lagos secaram

e de onde os pássaros há muito

voaram

Perco-me nos meandros de uma paz

que anseio

paz triste de capela funerária

onde repousam sonhos

mortos há tanto tempo

Silêncio de rosas brancas

desfolhadas num tapete

por mãos que não sabem amar

Perco-me num silêncio

preenchido

por recordações de um passado

que se perdeu na bruma

recordo vozes alegres

salas iluminadas

rostos cheios de sorrisos

o velho leão que jorrava

da sua boca de bronze

muita água sem parar

recordo os passos apressados

os resmungos do meu pai

e a minha mãe a chamar

Perco-me num silencio suave

macio como veludo

que se apossa de mim

entrego-me ao seu abraço

pedindo apenas a paz

de um descanso sem fim

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:37


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