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A Praga do Talvez

Terça-feira, 07.04.15

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Na minha vida nunca gostei de coisas mornas e muito menos de um quase... ou de um talvez ... O Talvez , pior que o quase soa a tumulo que enterra o que com uma certeza, poderia ter sido e não foi. O talvez mata , destrói , faz muito pior que o quase, embora o quase seja um adiamento indefinido de um sonho, de um projecto. O quase é ficar no limite de algo que a coragem não fez acontecer. Quem quase viajou já não viaja, quem quase trabalhou , não trabalha. O quase é responsável pelas coisas que podiam ter acontecido e não aconteceram, pelas oportunidades que nos escapam pelos dedos, das oportunidades que se perdem por mentiras e por medos, das coisas que por um motivo qualquer não se chegaram a viver.

Nunca fui capaz de compactuar com uma vida morna, contesto isso até aos limites. A vida morna vive da incapacidade de confiar nos outros , ou até mesmo de dizer a verdade, vive nos sorrisos mortos, na indiferença com que se fala aquilo que devia ser prioritário e dito de forma sincera. Para se ser feliz há que deixar de lado a covardia, e sentir com o coração. Nada na nossa vida se sente impunemente, a paixão queima, o amor enlouquece , o desejo inebria. Por isso sempre optei por sentir , por viver, por não deixar que a dor viva em vez da alegria. Se e vida fosse morna , o mar não teria ondas, os dias não teriam sol e o mundo seria cinza. A vida morna não cativa , não inspira , não dá animo , nem acalma. A vida morna é um ampliar do vazio.

Não acredito na velha máxima que diz que a fé move montanhas, claro que com fé ou sem fé , elas vão continuar lá. Para contornar as dificuldades , aprendi que a melhor arma é a paciência. Ainda assim não entendo as pessoas que preferem uma derrota prévia , à luta pela vitória, acho que não podem sequer merece-la. Aprendi que para todos os erros há perdão, aprendi que para todos os fracassos há sempre uma nova oportunidade, e para o nosso próprio crescimento há sempre o tempo De nada adianta cercar um coração para o deixar vazio ou proteger a alma para a economizar. Tudo na vida requer emoção , calor, nunca devemos deixar que a saudade sufoque, que o medo impeça, e a coragem falte. Não acredito no destino, acredito na minha força de concretizar. Uso o meu tempo para realizar , planear e construir. Não acredito em vidas mornas, talvez porque sei que o quase e o talvez , é o mesmo que coisa nenhuma.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 13:03


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