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Análise

Quarta-feira, 14.01.15

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Vai tudo bem , obrigado ... É a frase que mais repito ... Mas está tudo bem mesmo? Ora vejamos , o meu trabalho é reconhecido , a minha vida vai pelo traçado que escolhi, quase tudo está se encaixando nos lugares próprios. De repente dou-me conta de uma calma , estranha de tão em desuso na minha vida . Faz-se uma paragem no caos que é o meu dia a dia. às vezes fica difícil dizer a frase mágica ... " Tudo bem, obrigado...", porque isso não é habitual em mim e é estranho reconhecer que de verdade vai tudo bem , desde o dia que aceitei finalmente que tenho limites. Que nem tudo é possível e que é nesse pequeno campo de ninguém onde se situa a fronteira do possível com o impossível , que o meu equilíbrio interior se fortaleceu. Claro que o caminho para chegar até aqui não é de todo fácil ,é preciso saber educar a nossa própria vida . E dou comigo a rir das dificuldades , a achar graça de alguns disparates, a deixar transparecer tranquilidade para o assistente .Acho que me sinto como um leão que saciou a sua fome .Engraçado que nem eu sei como explicar com lógica como cheguei aqui .Claro que às vezes ainda me aparece assim um ou outro incauto que me tenta roubar a paz , mas eu aceito , afinal é a vida.Acredito que todos os problemas trazem algum tipo de ensinamento, que é importante aprender com as quedas , com as asneiras e acima de tudo com quem nos aponta os erros. Porque quem nos mostra os nossos erros , sabe bem mais do que nós e é com esses que quero aprender. Como posso crescer , aprender , se ninguém me mostrar o caminho? O pior empecilho no aprendizado é achar que já se sabe tudo .Gosto de crescer , de me encontrar , de ser gente , sem levar a minha vida às capas dos jornais . Gosto da minha privacidade , dos meus segredos, da minha vida pessoal . Por isso nunca deixei que a minha assistente mais próxima sequer deixasse transparecer um comentário sobre mim . Sou parco em informações pessoais e isso garante boa parte da minha paz. Não gosto que aquilo que é realmente meu caia nas bocas do mundo .Quando algumas pessoas me dizem com ar de inveja que gostariam de ser aquilo que eu sou e não podem , sinto-me incomodado , invadido , porque eu consegui a custo o meu equilíbrio , mas não tenho a vida cor de rosa que me inventam. A dor , o desanimo , a tristeza , o medo , também fazem parte da minha vida .Até a dor de reconhecer que a maioria das pessoas gosta de mim , porque quer sempre algo em troca e que as conversas de amizade , lealdade , não passam de um doce isco que já me enjoa.Também tenho amigos sinceros , eu sei e agradeço tudo o que me têm dado de apoio nas piores horas, não posso nem devo ser ingrato . Trabalho muito , a minha vida tem pilares sustentados naquilo que eu sou e faço , mas nem tudo o que conquistei , por vezes me faz sentir feliz . Tenho luas , como dizem e devo ter mesmo .Muitas das pessoas que me cercam e elogiam , nem sequer me conhecem de verdade. Sim , comigo está tudo bem , obrigado, mas preciso de amigos que vejam em mim mais que uma oportunidade , o meu currículo ou até mesmo o meu perfil no Facebook. Assim cada vez mais as minhas relações se restringem , deixando apenas espaço para pessoas que me queiram bem de verdade. A pouco e pouco vou deixando para trás o que antes me parecia vital e apenas me fez sofrer , de coisas sem as quais eu pensei que não conseguiria viver . Isso inclui pessoas que se divertiram brincando e eu deixei e que jamais imaginariam o que de verdade teria para lhes oferecer. 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 16:52


1 comentário

De Sandrinha a 16.01.2015 às 16:48

PS:coloquei seu link la...pois gosto de te ler...

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