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Crónica de uma viagem normal

Segunda-feira, 01.06.15

Aeroporto Sá Carneiro.jpg

 

Voo Lisboa /Porto, voo nocturno numa sexta à tarde, Companhia Ryanair , classe Business Plus. Há viagens com história e viagens sem história. Sempre fui uma pessoa de muitas viagens , muito habituado a ir e vir. Mas com o passar do tempo , viajar adquire uma outra faceta , tudo mais calmo , tranquilo. Ainda no Aeroporto de Lisboa , sempre atrasado como de costume e com fome , dirijo-me a um bar e pedi uma sandes de queijo e um sumo fresco. Comi olhando o movimento de pessoas a entrar na zona de partidas , parece um fluxo interminável. Olho o relógio e penso , calma , ainda tenho tempo. Ao longo das minhas muitas viagens , tive experiencias únicas , nomeadamente em Roma , em Tóquio. Mas ali não se vislumbrava nada de emoções fortes. De repente um grupo de mulheres alegres , que riam e falavam alto , entrou no bar.Uma delas olhou na minha direcção e sorriu , retribui o sorriso distraído, não estava virado para socializações. Sem ligarem ao meu ar de bicho do mato , rodearam-me, pediram cerveja e dei-me por vencido. No pouco tempo que ainda tinha , começamos a conversar. Nada de interessante , apenas assuntos de viagem , generalidades de quem quer ocupar o pouco tempo de ócio. No final da conversa trocamos os contactos , é mera praxe, porque todos sabemos que nunca vamos ligar. Daqui a pouco ouvi o anuncio da ultima chamada para o meu voo. Encontrei rapidamente o portão de embarque e rapidamente estava no avião. O pessoal de bordo era super simpático e o meu lugar no avião , confortável. Ao sentar-me , vi que a meu lado viajava o Paulo Rangel. Sorri e cumprimentamos-nos. Uma hospedeira sorridente pegou no casaco que despi e colocou-o num cabide, levando-o para a cabine até ao final do voo. Eram de facto simpáticos , competentes e prestáveis. Troquei algumas frases com o Paulo , mas sentia-me cansado. Os olhos teimavam fechar. Pedi desculpa e não lutei mais contra o sono. Senti uma mão no meu ombro e abri os olhos sobressaltado. Era a mão do Paulo que me acordava , porque se iniciava a descida em direcção ao Aeroporto Sá Carneiro. Não gosto de voar , mas detesto principalmente as aterragens. Acordei de imediato. 

- Adoro ver o Porto cá de cima- disse-me o Paulo.

Sorri , era o que podia fazer , sorrir. Fui ouvindo as frases dele , das quais só captava palavras soltas, "Douro" , "Porto de Leixões".

Apesar do meu useiro medo a aterragem foi calmíssima. A mala apareceu logo , coisa diferente do que acontece noutros aeroportos onde chego a desesperar. Ainda no aeroporto tomei um café excelente , forte , do jeito que eu gosto.

Quando finalmente sai para a rua , fui acolhido por uma brisa suave que me despenteava levemente.  A cidade recebia-me como sempre , bela e suave. 

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 09:55


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