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Estou Aqui

Sábado, 03.10.15

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 Olha amigo nesta tarde calma , onde o tempo mudou e o Outono traz de volta as tuas cores , sinto saudade de ti. Não a saudade da ausência mas sim , a saudade de uma presença diferente. Não gosto de entrar neste teu espaço e verificar que está quase abandonado. Sei que tens outras prioridades, entendo-as tão bem como sempre te entendi em todas as circunstancias da tua vida , mas sinto saudade. Ainda mais ao saber-te doente , claro que com uma doença tão normal nesta época do ano , mas doente e não posso deixar de me preocupar quando no teu estado tudo se complica , e é tão frágil a essência que te prende a nós. Leio a releio a mensagem cheia de carinho que há pouco me deixaste e sinto bem no fundo do que não me dizes , tudo que ficou por dizer . E compreendo-te , existe entre nós uma telepatia que nos une , que deixa que eu sinta o que tu não dizes , que sinta o que tu sentes.

Contigo tenho aprendido tanta coisa , crescido de uma forma tão imensa , tão diferente do crescimento que teria sem ti na minha vida.

Recordo os teus conselhos todos os dias , especialmente um , que me deste um dia ao anoitecer , quando voltava  -mos do Algarve e tu como sempre me ouvias , atento a mim e à estrada.

" Não coloques nos ombros de ninguém as tuas expectativas, porque é raro alguém corresponder a elas e as pessoas não têm culpa da tua fasquia de exigência...".

Nunca mais esqueci e com isso creio ter evitado muitas decepções. Embora não seja fácil , aprendi a viver de acordo com essa tua máxima. Só contigo sempre tive expectativas e tu nunca as goraste. Nunca me disseste que exigi demais ou que a culpa era minha , fosse do que fosse. Acho graça ao teu jeito terno de aconselhar e também à raiva repentina que te assalta quando não te compreendemos. Acho que bem poucos de nós , teus amigos , temos a capacidade de entender a vida e o ser humano como tu entendes.

Tu fechas-te dentro de ti , calas as tuas dores, mas ouves as nossas , aconselhas , amparas e ajudas tantas vezes que já lhes perdi a conta. Sei que guardas em ti mágoas , dores e desilusões que não partilhas e que deixas escapar por vezes quando nos olhas de um modo mais desarmado . Mas que depressa escondes por trás do sorriso automático que te habituaste a exibir.

Acredita, eu não queria ter o Dom de mudar o mundo , ou o ser humano , ou fosse o que fosse , queria apenas o Dom de saber retribuir o muito que a todos nos tens dado. E quando te sinto mais abatido , queria o Dom de te reerguer como a mim mo fazes e de tirar de ti as mágoas e as dores que te assaltam , mas não o sei fazer e lemento.

Neste inicio de noite apeteceu-me fazer o teu blog "mexer" e deixar-te o meu carinho. Compensa? Talvez não , ou melhor sei que não , mas é o melhor que te sei dar. E estou aqui , não te esqueças disso jamais. Como tu nos dizes a nós , " Estarei sempre aqui."

Embora sem poder mudar as coisas , sem poder interferir no curso delas , sem nada na realidade poder fazer , eu estou aqui e estarei sempre até que Deus mo permita.

Um abraço daqueles bem apertados. Até já.

PEDRO L. CASTRO        (Invasor eventual e Padrinho deste Blog).

 

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Escrito por Gonçalo de Assis às 20:07


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