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NÃO ME LIXEM!!!

Terça-feira, 12.01.16

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Apesar do pensamento acima com o qual concordo plenamente , há dias que a paciência esgota. Não sou hipócrita e sei que mudança de governo significa mudança de cargos a todos os níveis. Apesar da aparente perplexidade que parece existir nos homens do PSD retirados e exonerados dos seus cargos, confesso que olho com alguma perplexidade , e essa minha , pela digamos falta de memória de uns e outros. Não me venham com demagogias baratas, porque seja qual for o partido no Governo, não existem mudanças de jogo no que se refere à colocação dos seus homens fortes nos cargos de chefia. E não acredito que o povo seja ingénuo a ponto de acreditar que não existem favores dentro de qualquer Governo , seja ele de que cor for aos amigos e simpatizantes. Querer enfiar à força toda na cabeça dos eleitores a isenção política , é o mesmo que querer fazer acreditar que a política é feita por Deuses imparciais e não por homens que sentem de acordo com a sua condição humana.  Gostava de encontrar o primeiro que nunca tenha pedido ou feito um favor a um amigo , quando em posição para isso. Eu já os pedi e já os fiz,  e não me envergonho disso porque até hoje nunca prejudiquei ninguém. Sou contra sim , quando as coisas são feitas sem ética , quando se jogam fora as pessoas sem o mínimo de dignidade e a forma como esse processo é concretizado mostra a ética e o estofo de quem assume o poder. Não se colocam as pessoas fora como se fossem lixo , espera-se tratamento digno. Não sou de acreditar em amizades na politica, houve um tempo em que acreditei , mas esses óculos há muito se foram. Podemos ter colaboradores , podemos ter fidelidade num processo de interesse mútuo , mas amizade é outra coisa e essa não está condicionada a interesses comuns , nem nasce da troca de favores , ou já é anterior ou é apenas e só uma parceria. Útil , porém diferente. Não concordo com a caça às bruxas que de repente se instalou e muito menos quando hoje por denuncia de quem não tem mais que fazer que cultivar pequenos ódios pessoais , tive negócios e bens passados a pente fino. Mais irado ainda fiquei, quando descobri que em nome de suspeitas ainda em embrião , já se precaviam montantes em contas bancárias para fazer face à eventual ilegalidade. Depois de tudo visto , nada encontrado. Desenganem-se aqueles que pensaram que por ter tido amigos no Governo aproveitei para cometer ilícitos fiscais. Até hoje nunca cometi ilícitos fiscais , nem criminais , nem de ordem alguma. O que aqui apregoo eu cumpro e jamais os farei ou ajudarei quem os intente fazer. Sinto-me perplexo com um País onde por vinganças mesquinhas se iniciou uma autêntica caça às bruxas. Onde se atira a tudo o que mexe , destabilizando e criando atritos desnecessários. Tenho pena deste País , em que o Governo anula projectos firmados, passando a impressão que investir em parceria connosco é um risco sem rede. Tenho pena de um País que vê os juros da sua dívida Soberana subirem exponencialmente com base em premissas governativas ruinosas. Tenho pena de um País que celebra com alegria o retorno de feriados e tolerâncias e deixa repor impávido e sereno , impostos como o Sucessório que tão injusto é. Tenho pena de um Pais , que aprova por maioria a adopção por casais do mesmo sexo. Não que eu seja contra lésbicas e gays, cada um na sua casa faz o que lhe der na vontade , desde que respeite o meu direito de não ter que ver os meus filhos levarem com isso como se fosse natural. Não coloco em causa que esses casais do mesmo sexo queiram muito uma criança e até a amem bastante e que isso retire crianças dos orfanatos e lhes seja dado amor. Mas dar amor justifica tudo? Será que essas crianças podem escolher ou avaliar o seu futuro? Eu não posso aceitar que o modelo de família que Deus criou tendo como base um homem e uma mulher, possa ser subvertido e desrespeitado pelo Estado, que devia ser o garante da família. Tenho pena que crianças a quem a figura de uma mãe e de um pai tanta falta fez , sejam criadas e tomem como perfeitas famílias rudimentares. Tenho pena de um País em que apesar de tanta bandeira social erguida , aqueles que de facto precisam mesmo de ajuda continuem no patamar da amargura e da extrema pobreza. Tenho pena de um Pais em que a Troika regressa para avaliação numa altura em que tudo se encaminha para mais uma regressão que a não surgir já , acontecerá em meses. Tenho pena de um País de memórias curtas que nada aprendeu com o passado recente. E já agora para terminar , tocando num assunto tão sensível quanto as Presidenciais , sou obrigado a confessar que mesmo sendo PSD , não me sinto de forma alguma obrigado a apoiar ou votar no Marcelo Rebelo de Sousa. Isto porque neste tipo de campanha , não conta só o Partido representando pelo candidato , mas também o que esse candidato faz e é. E até hoje o Marcelo não se definiu politicamente e sinceramente votar nele assim , é dar um tiro no escuro. E tiros no escuro podem ser potencialmente perigosos e completamente desnecessários neste momento.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:04


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