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Nas Minhas Mãos

Quinta-feira, 17.07.14



Trago nas minhas mãos a vontade de erguer barreiras e derrubar os muros que me cerceiam. Trago nas minhas mãos a vontade de agarrar as pedras e delas fazer muros para proteger aquilo que me é caro. Trago nas minhas mãos a força que é latente nas minhas veias e que se ergue como tempestade tumultuada no Oceano que vive na minha alma. Trago nas minhas mãos os sonhos que agarro para que não me fujam e nas linhas da palma da mão o destino que ouso desafiar. Trago nas minhas mãos abertas a paz que ofereço a quem me rodeia e o medo que me cerceia o caminho. Abro as minhas mãos numa oferenda às Divindades que me regem. Trago nas minhas mãos abertas , francas, os sinais que a vida me deixou e os desejos que não chegaram a viver. Trago nas minhas mãos abertas o suspiro de muitas marés e as cinzas dos ciclos que se fecharam. Trago nas minhas mãos abertas as lembranças de tempos esquecidos , perdidas num limbo do qual nada sei . Trago nas minhas mãos , gravado , o pacto que fiz com Deus, o pacto que rege a minha vida . Trago nas minhas mãos a suavidade das manhãs que surgem no horizonte e a agonia do dia que morre ao entardecer. Trago nas minhas mãos o grito que teme sair da garganta e que se debate no meu silêncio. Trago nas minhas mãos , preso, o meu próprio destino, aquele cujas rédeas tomo e seguro até que elas caiam por fim inertes e nas minhas mãos abertas , os traços mostrem apenas o caminho da eternidade.

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Escrito por Gonçalo de Assis às 14:46


4 comentários

De Mário Lima Coelho a 17.07.2014 às 16:18

Feitio irascível, nosso Mestre?
Ninguém leva a sério os teus 5 minutos de zanga , respiramos fundo e quando soltamos o ar já tu estás de sorriso no rosto.
És uma pessoa que vale a pena ter na nossa vida .
Um grande abraço

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