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Quando eu Morrer

Quarta-feira, 08.04.15

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Quando eu morrer , não que a morte me preocupe , ou que a procure. Apenas sei que um dia vai acontecer e nesse dia eu não quero ter deixado duvidas daquilo a que vim. Não quero que a morte me apanhe numa curva da estrada, antes que eu termine a estrada que desenhei para mim. Quando eu um dia morrer , quero sentir que vivi , que fui e sobretudo que senti. Quando eu um dia morrer , quero ter tido a oportunidade de ter amado tudo e de ter sido amado, quero sentir que fui útil , que não andei aqui , apenas por ter andado. Quando eu um dia morrer, não quero partir com a dor dos planos inacabados ou dos sonhos para sempre adiados. Quando eu morrer , quero ter a certeza que dei tudo o que tinha para dar e que amei tão plenamente , tão profundamente , como só quem ama sabe amar. Quando eu um dia morrer , quero ter a paz de saber que nada deixei inacabado e que a vida não se perdeu , que a fiz o melhor que soube e fui capaz. Não espero a morte como uma saída de cena , nem a temo como se teme uma inimiga,  quero envolver-me tranquilamente no seu seio, quando for o tempo exacto. Gostaria de partir sem deixar duvidas a ninguém e sem as levar também , gostaria de morrer de alma transparente , sem sombras para ocultar seja o que for que procurem em mim . A minha vida é completa , não tenho medo de viver , nem de me dar, nem sequer de cair e me ferir , porque a vida é assim , ou se vive ou se deixa para lá. Quero que a minha vida termine no fim do caminho certo , se possível tendo sido um pouco retribuído daquilo que muito dei , mas se não for não faz mal, porque cada um so pode dar aquilo que tem dentro de si e o que eu tenho , graças a Deus é amor. Amor pelas pessoas que amo , pelos animais , pelas flores , sobretudo pelas minhas rosas azuis. Quando eu morrer , intimo alguém , que lance sobre o meu corpo sem vida , um imenso ramo de rosas azuis , as minhas flores mais amadas. Quando eu morrer , quero deixar boas lembranças , histórias de sonhos e de esperanças, de amor e de concretização , porque só de amor sincero, tão pleno como o quero , viveu o meu coração. Podem apontar-me erros , isentos dele ninguém está e muito menos eu , mas entre eles não está a mentira , a maldade ou a indiferença, porque não sei ser indiferente , nem distante , nem ferir, apenas sou como sou , o melhor que soube ser , do muito que a vida me ensinou. Um dia quando eu morrer , quero deixar alguma saudade , nem muita , nem pouca , apenas a suficiente , para deixar que a minha vida não se vá , impunemente. Um dia quando eu morrer , estarei em paz , porque do que me é permitido , nada deixei por fazer e muito menos por dizer, se alguém na minha vida não ouviu , não fui eu quem perdi , mas quem nunca me entendeu. Não sou complicado , nem difícil de compreender , não sou prepotente , nem ditador , sou um ser normal , equilibrado , sem grandes alterações de pensamento , que em noites de desamor , fez de seu confidente , o tempo. E o tempo que tudo cura, que tudo ensina e coloca no lugar, talvez esse tempo amigo ou inimigo , não sei mais, me acolha no seu seio, na sua completa verdade , por um momento tão ténue, a que se chama eternidade...

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Escrito por Gonçalo de Assis às 19:10


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